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Instituto recruta voluntários para teste de vacina contra chikungunya

Repro­du­ção: © Divulgação/ Emí­lio Ribas

Voluntários devem ser adolescentes de 12 a 17 anos de idade


Publi­ca­do em 15/11/2022 — 13:19 Por Bru­no Boc­chi­ni — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — São Pau­lo

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O Ins­ti­tu­to de Infec­to­lo­gia Emí­lio Ribas, na capi­tal pau­lis­ta, esta recru­tan­do volun­tá­ri­os ado­les­cen­tes, de 12 a 17 anos de ida­de, para par­ti­ci­par dos tes­tes da pri­mei­ra vaci­na con­tra a chi­kun­gunya. O imu­ni­zan­te já se pro­vou segu­ro e efi­ci­en­te em pes­qui­sa rea­li­za­da nos Esta­dos Uni­dos com 4.115 adul­tos, e ago­ra está em fase final de apro­va­ção no órgão regu­la­dor nor­te-ame­ri­ca­no.

No Bra­sil, o estu­do, enca­be­ça­do pelo Ins­ti­tu­to Butan­tan, está recru­tan­do 750 ado­les­cen­tes em dez cen­tros de pes­qui­sa. No esta­do de São Pau­lo, o Ins­ti­tu­to de Infec­to­lo­gia Emí­lio Ribas é o res­pon­sá­vel pelos tes­tes, que já come­ça­ram a ser fei­tos em uma par­ce­la dos ado­les­cen­tes par­ti­ci­pan­tes, no iní­cio do ano.

“A vaci­na é segu­ra, e é uma dose úni­ca. Ela é mui­to impor­tan­te por­que ela com­ba­te uma doen­ça que pode ter mani­fes­ta­ções sis­tê­mi­cas, como febre, mui­ta dor no cor­po, dor nas jun­tas, e casos mais gra­ves, no caso de ence­fa­li­te e até óbi­to. A vaci­na se mos­trou segu­ra nos adul­tos e, até o momen­to, nos ado­les­cen­tes vaci­na­dos no Bra­sil, tem se mos­tra­do segu­ra”, dis­se a infec­to­lo­gis­ta e pes­qui­sa­do­ra do Ins­ti­tu­to de Infec­to­lo­gia Emí­lio Ribas Ana Pau­la Vei­ga, coor­de­na­do­ra prin­ci­pal dos tes­tes em São Pau­lo.

“Nós temos bas­tan­te expe­ri­ên­cia, fize­mos par­te do estu­do da vaci­na Coro­na­Vac, jun­to ao Butan­tan, tive­mos vári­os volun­tá­ri­os, então é uma equi­pe bas­tan­te expe­ri­en­te em rela­ção à pes­qui­sa clí­ni­ca, que vai dar supor­te para o volun­tá­rio e para sua famí­lia”, dis­se a infec­to­lo­gis­ta.

Para fazer par­te da pes­qui­sa, o inte­res­sa­do deve­rá fazer o cadas­tro no for­mu­lá­rio do ins­ti­tu­to ou entrar em con­ta­to com o Cen­tro de Pes­qui­sa pelo núme­ro 11 9 1026 6996 (What­sapp) ou 11 3896 1302 (tele­fo­ne). Outras infor­ma­ções sobre a vaci­na estão dis­po­ní­veis no site do estu­do do Butat­nan.

Para par­ti­ci­par dos tes­tes é obri­ga­tó­ria a auto­ri­za­ção dos pais ou res­pon­sá­veis. Na pri­mei­ra visi­ta pre­sen­ci­al, tan­to o ado­les­cen­te quan­to os acom­pa­nhan­tes adul­tos terão que assi­nar um ter­mo de con­sen­ti­men­to. O docu­men­to traz todas as regras do estu­do. Nes­ta pri­mei­ra eta­pa, tam­bém são fei­tas con­sul­tas médi­cas e exa­mes labo­ra­to­ri­ais para se cons­ta­tar que o volun­tá­rio está apto a par­ti­ci­par do estu­do.

Nas eta­pas seguin­tes, o volun­tá­rio rece­be­rá a dose da vaci­na, que pode ser de imu­ni­zan­te ou de pla­ce­bo. O jovem, então, pas­sa­rá a ser moni­to­ra­do pela equi­pe mul­ti­dis­ci­pli­nar da Uni­da­de de Pes­qui­sa espe­ci­al­men­te por meio de visi­tas pre­sen­ci­ais à uni­da­de e por con­ver­sas pelo what­sapp. Um médi­co do estu­do esta­rá dis­po­ní­vel 24 horas por dia, por tele­fo­ne, para tirar dúvi­das ou apoi­ar com aten­di­men­tos de qual­quer even­tu­al emer­gên­cia. Caso o par­ti­ci­pan­te apre­sen­te algum even­to adver­so, ele pode­rá rece­ber aten­di­men­to no Emí­lio Ribas.

Atu­al­men­te, não há vaci­nas dis­po­ní­veis con­tra a chi­kun­gunya. A doen­ça é cau­sa­da por vírus trans­mi­ti­do por mos­qui­tos, como Aedes aegyp­ti, o mes­mo que cau­sa a den­gue.

Edi­ção: Fer­nan­do Fra­ga

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