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Inverno começa nesta quinta-feira com a maior noite do ano

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Em junho, o Hemisfério Sul recebe menos incidência solar


Publicado em 20/06/2024 — 06:48 Por Fabíola Sinimbú — Repórter da Agência Brasil — Brasília

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Ape­sar de o frio já ter chega­do em uma parte do Brasil, o inver­no começa no Hem­is­fério Sul ofi­cial­mente nes­ta quin­ta-feira (20), às 17h50, no horário de Brasília. A mudança do out­ono para a estação mais fria do ano é mar­ca­da por um fenô­meno chama­do de sol­stí­cio, em que o plan­e­ta atinge o pon­to mais dis­tante em relação ao Sol.

A própria palavra sol­stí­cio retoma o sig­nifi­ca­do da expressão Sol para­do, em latim, exata­mente pelo fato de que, ao ser obser­va­do a olho nu, o astro parece con­cluir sua tra­jetória quan­do atinge esse pon­to. A mudança na posição a cada nascer ou pôr do Sol não é vista nesse dia.

Segun­do o astrônomo e dire­tor do Obser­vatório do Val­on­go, da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio de Janeiro, Thi­a­go Gonçalves, o sol­stí­cio ocorre duas vezes ao ano — uma em jun­ho e out­ra em dezem­bro — e, por causa da incli­nação do eixo da Ter­ra, um hem­is­fério do globo fica mais expos­to à luz solar quan­do começa o verão, enquan­to o out­ro fica menos, onde pas­sa a ser inver­no.

“Após seis meses, a gente pode imag­i­nar que a Ter­ra está do out­ro lado do Sol e, com essa incli­nação, é o out­ro lado que estará vira­do para o Sol”, expli­ca.

Em jun­ho, o Hem­is­fério Sul é quem recebe menos incidên­cia solar e, por isso, neste dia ocorre a noite mais lon­ga do ano.

Equinócio

Segun­do o astrônomo, con­forme o plan­e­ta e o Sol vão se aprox­i­man­do nova­mente, a duração das noites vai dimin­uin­do até que as tra­jetórias atin­jam o pon­to mais próx­i­mo da Ter­ra, quan­do dia e noite têm exata­mente a mes­ma duração e os dois hem­is­férios são igual­mente ilu­mi­na­dos.

Gonçalves expli­ca, ain­da, que esse fenô­meno é chama­do equinó­cio e tam­bém ocorre duas vezes ao ano — uma em setem­bro e out­ra em março — quan­do começam o out­ono e a pri­mav­era.

Todas as trans­for­mações obser­vadas no globo ter­restre em relação à tem­per­atu­ra e veg­e­tação de cada perío­do do ano depen­dem do quan­to cada região recebe de luz solar, por isso, as regiões mais próx­i­mas à Lin­ha do Equador — como o Norte e o Nordeste brasileiro — sofrem menos mudanças. Gonçalves diz que os extremos — Polos Sul e Norte — pela incli­nação ficam mais per­to ou dis­tantes do Sol.

“Se você via­jasse do Rio Grande do Sul ao Amapá, por exem­p­lo, você estaria se aprox­i­man­do cada vez mais da parte da Ter­ra que, neste sol­stí­cio, está mais dire­ta­mente ilu­mi­na­da”, argu­men­ta.

A duração do ciclo com­ple­to até o próx­i­mo sol­stí­cio de inver­no acon­tece em 365 dias, 48 min­u­tos e 46 segun­dos. Por causa dos min­u­tos e segun­dos a mais, o cal­endário pre­cisa ser ajus­ta­do a cada qua­tro anos, quan­do o ano bis­sex­to soma 366 dias.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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