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Jogos: Brasil fatura 3 ouros no 16º dia e fará 2 finais na madrugada

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Repro­du­ção: © THOMAS PETER

Vôlei feminino disputa ouro à 1h30, e pugilista Bia Ferreira às 2h


Publi­ca­do em 07/08/2021 — 18:51 Por Agên­cia Bra­sil — Rio de Janei­ro

Canoagem de velocidade

Isa­qui­as Quei­roz fez his­tó­ria na noi­te des­ta sex­ta-fei­ra (6) no Canal Sea Forest. O bai­a­no fatu­rou a meda­lha de ouro na pro­va do C1 1000 metros (m) da cano­a­gem de velo­ci­da­de na Olim­pía­da de Tóquio (Japão). Cor­ren­do na raia 4, o atle­ta cra­vou a mar­ca de 4min04s408. O chi­nês Hao Liu ficou com a meda­lha de pra­ta com 4min05s724. O bron­ze foi para Serghei Tar­novs­chi, da Repú­bli­ca da Mol­da­via, com o tem­po de 4min06s069.

Essa é a quar­ta meda­lha do atle­ta bai­a­no na his­tó­ria das Olim­pía­das. Nos Jogos de 2016 (Rio de Janei­ro), ele já havia fatu­ra­do duas pra­tas, no C1 1000 m e no C2 1000 m, e o bron­ze no C1 200 m. Ago­ra o bai­a­no se igua­la ao líbe­ro Ser­gi­nho e ao nada­dor Gus­ta­vo Bor­ges, dupla que tam­bém tem qua­tro meda­lhas olím­pi­cas na car­rei­ra.

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Repro­du­ção: Natu­ral de Ubai­ta­ba (BA), canois­ta de 27 anos, cole­ci­o­na ago­ra qua­tro meda­lhas olím­pi­cas. Na estreia nos Jogos Rio 2016 o atle­ta fatu­rou  duas pra­tas —  no C1 1000 m e no C2 1000 m —  e bron­ze no C1 200 m — Reuters/Maxim Shemetov/Direitos Reser­va­dos

Boxe

O peso-médio Hebert Con­cei­ção con­quis­tou a segun­da meda­lha para o boxe bra­si­lei­ro em Tóquio 2020 na madru­ga­da des­te sába­do (7). Nas­ci­do em Sal­va­dor (BA), o pugi­lis­ta de 23 anos recu­pe­rou-se de uma der­ro­ta qua­se cer­ta com um nocau­te no final de sua luta, garan­tin­do o ouro cate­go­ria até 75 qui­los.  Fal­tan­do ape­nas cer­ca de 90 segun­dos para o final, Hebert dis­pa­rou um gol­pe pode­ro­so que dei­xou o cam­peão olím­pi­co Olek­san­dr Khyzh­ni­ak no chão e garan­tiu a come­mo­ra­ção para o Bra­sil.

 

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Repro­du­ção: Pugi­lis­ta de 23 anos, nas­ci­do em Sal­va­dor (BA), con­quis­tou o ouro após nocau­te­ar o ucra­ni­a­no Olek­san­dr Khyzh­ni­ak, cam­peão olíim­pi­co, fal­tan­do ape­nas 40 segun­dos para o final da luta — Wan­der Roberto/COB/Direitos Reser­va­dos

“Eu dei sor­te, encai­xei e foi nocau­te”, dis­se ele. “Não tenho tan­tos nocau­tes, mas trei­no mui­to para isso”. “Difí­cil falar a sen­sa­ção, é incrí­vel, uma emo­ção mui­to gran­de, sen­ti a ener­gia de todo mun­do que esta­va tor­cen­do. Eu pen­sei duran­te os rounds que tinha mui­ta gen­te man­dan­do ener­gia por esse nocau­te. Eu acre­di­tei que eu podia e que bom que acon­te­ceu, eu fui pre­mi­a­do e a gen­te mere­ce”, afir­mou o boxe­a­dor em depoi­men­to ao Comi­tê Olím­pi­co do Bra­sil (COB).

Na últi­ma ter­ça-fei­ra (3), o peso-pesa­do Abner Tei­xei­ra oon­quis­tou o bron­ze na cate­go­ria até 91kg, a pri­mei­ra do país. E na madru­ga­da des­te domin­go (8), a bai­a­na Bia Fer­rei­ra, atu­al cam­peã mun­di­al, pode garan­tir mais uma meda­lha dou­ra­da: ela enfren­ta às 2h (horá­rio de Bra­sí­lia) a irlan­den­sa Kel­lie Anne Her­ring­ton na final da cate­go­ria até 60kg.

Futebol

Com dose extra de emo­ção, o Bra­sil ven­ceu a Espa­nha por 2 a 1 na manhã des­te sába­do (7), em Yokoha­ma (Japão), e garan­tiu o segun­do ouro con­se­cu­ti­vo do fute­bol mas­cu­li­no em Jogos Olím­pi­cos. O heroi da final foi o ata­can­te Mal­com, que entrou na pror­ro­ga­ção e deci­diu. Com o resul­ta­do, o país somou seu séti­mo ouro nos Jogos de Tóquio, igua­lan­do o desem­pe­nho no Rio, cin­co anos atrás.

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Repro­du­ção: Ata­can­te é abra­ça­do com­pa­nhei­ros da sele­ção olím­pi­ca após mar­car no segun­do tem­po da pror­ro­ga­ção que garan­tiu a vitó­ria por 2 a 1 sobre a Espa­nha e o segun­do ouro con­se­cu­ti­vo em Olim­pía­das — - Reuters/Amr Abdal­lah Dalsh/direitos reser­va­dosO gol repre­sen­tou a con­clu­são de uma his­tó­ria curi­o­sa do ata­can­te de 24 anos. Ele fez par­te da lis­ta ini­ci­al de Jar­di­ne, mas não foi libe­ra­do pelo seu clu­be, o Zenit, da Rús­sia, por ain­da ter uma final a dis­pu­tar com o time. Pos­te­ri­or­men­te, com a lesão e o cor­te de Dou­glas Augus­to às vés­pe­ras da via­gem para o Japão, ele aca­bou sen­do recon­vo­ca­do, ago­ra já com a per­mis­são do Zenit. Ele foi o últi­mo atle­ta a se apre­sen­tar à sele­ção para a Olim­pía­da.

O Bra­sil, que até 2016 cole­ci­o­na­va decep­ções no fute­bol mas­cu­li­no em Olim­pía­das, ago­ra tem dois ouros. O pri­mei­ro foi con­quis­ta­do no Mara­ca­nã, na Rio 2016. E nes­te sába­do (7), no Está­dio de Yokoha­ma, o mes­mo onde a sele­ção prin­ci­pal con­quis­tou seu últi­mo títu­lo da Copa do Mun­do, em 2002.

Saltos Ornamentais

O piaui­en­se Kawan Perei­ra, de 19 anos, foi o 10º melhor dos Jogos de Tóquio nos sal­tos orna­men­tais na pla­ta­for­ma de 10 metros. Foi o melhor resul­ta­do da his­tó­ria do país na moda­li­da­de em Jogos Olím­pi­cos. O sal­ta­dor, úni­co sul-ame­ri­ca­no na com­pe­ti­ção, somou 393.85 pon­tos, fican­do à fren­te do nor­te-ame­ri­ca­no Bran­don Los­chi­a­vo (383.65) e do mexi­ca­no Andres Isa­ac Vil­lar­re­al (381.75).

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Repro­du­ção: Piaui­en­se, de 19 anos, Kawan Perei­ra colo­cou o Bra­sil no top 10 dos sal­tos orna­men­tais, o melhor resul­ta­do da his­tó­ria do país na moda­li­da­de em Jogos Olím­pi­cos — Gas­par Nobrega/COB/Direitos Reser­va­dos

“Estou bem feliz. Dever cum­pri­do para mim. Foi um ano de altos e bai­xos. Tive uma lesão no pé um mês e meio antes de vir para cá. Foi difí­cil, mas con­se­gui. Espe­ro que o sal­tos orna­men­tais ganhe mais visi­bi­li­da­de e agra­de­ço mui­to pela tor­ci­da. Sen­ti as vibra­ções boas daqui”, afir­mou o atle­ta, o mais jovem da dele­ga­ção de sal­tos, em nota do COB.

Ao todo 12 sal­ta­do­res dis­pu­ta­ram a final. O ouro e a pra­ta fica­ram, res­pec­ti­va­men­te, com os chi­ne­ses Yun Cao (582.35) e  Jian Yang (580.40). O bri­tâ­ni­co Tho­mas Daley (548.25) levou o bron­ze.

Hipismo

Na últi­ma pro­va do hipis­mo na Olim­pía­da de Tóquio (Japão), o Bra­sil alcan­çou o sex­to lugar na final dos sal­tos por equi­pes. Ain­da não foi des­ta vez que o país retor­nou ao pódio na moda­li­da­de, o que acon­te­ceu por últi­mo em Ate­nas 2004, com o cava­lei­ro Rodri­go Pes­soa con­quis­tan­do o ouro. Nes­te sába­do (7), a pro­va por equi­pes ter­mi­nou com a Sué­cia em pri­mei­ro, segui­da pelos Esta­dos Uni­dos e a Bél­gi­ca.

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Repro­du­ção: Yuri Man­sur teve o melhor desem­pe­nho do país na final que reu­niu dez equi­pes. Ele subs­ti­tuiu Rodri­go Pes­soa, cujo cava­lo estra­nhou obs­tá­cu­lo na eli­mi­na­tó­ria na sex­ta (6). Bra­sil ficou em 6º lugar na final por equi­pes —  Wan­der Roberto/COB/Direitos Reser­va­dos

Mon­tan­do Alfons do San­to Anto­nio, o cava­lei­ro Yuri Man­sur (foto) teve o melhor desem­pe­nho do país na final que reu­niu dez equi­pes. Ele subs­ti­tuiu o expe­ri­en­te Rodri­go Pes­soa — últi­mo a con­quis­tar uma meda­lha na moda­li­da­de, o bron­ze, nos Jogos de Ate­nas (2000) — cujo caba­lo Car­li­to’s Way estra­nhou alguns obs­tá­cu­los na fase eli­mi­na­tó­ria, rea­li­za­da na sex­ta-fei­ra (6). A equi­pe bra­si­lei­ra con­tou ain­da com Mar­lon Zano­tel­li mon­tan­do VDL Edgar M e Pedro Veniss, com o cava­lo Qua­bri d L´Isle,

O ouro foi deci­di­do em um espe­tá­cu­lo par­ti­cu­lar das equi­pes da Sué­cia e dos Esta­dos Uni­dos. Elas ter­mi­na­ram empa­ta­das com ape­nas oito pon­tos e par­ti­ram para uma roda­da desem­pa­te, pela qual ambas pas­sa­ram ile­sas, sem puni­ções. O ouro aca­bou fican­do com os sue­cos em vir­tu­de do menor tem­po para con­clu­são do per­cur­so.

Ginástica rítmica

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Repro­du­ção: Equi­pe bra­si­lei­ra for­ma­da por  Bea­triz Linha­res, Debo­rah Medra­do, Geo­van­na San­tos, Maria Edu­ar­da Ara­ka­ki e Nico­le Pír­cio ficou em 12º lugar na clas­si­fi­ca­tó­ria e não avan­çou à final, pro­gra­ma­da para às 23h des­te sába­do (7) — MIKE BLAKE

A equi­pe bra­si­lei­ra fina­li­zou a eta­pa clas­si­fi­ca­tó­ria na 12ª colo­ca­ção e não avan­çou à fnal da ginás­ti­ca rít­mi­ca na noi­te des­ta sex­ta-fei­ra (6) no Cen­tro de Ginás­ti­ca de Ari­a­ke. O time for­ma­do por Bea­triz Linha­res, Debo­rah Medra­do, Geo­van­na San­tos, Maria Edu­ar­da Ara­ka­ki e Nico­le Pír­cio somou com 73.250 pon­tos na clas­si­fi­ca­tó­ria que reu­niu 12 equi­pes. A dis­pu­ta de meda­lhas será às 23h des­te saba­do (7). Entre as 10 equi­pes na final, está a Bul­gá­ria, clas­si­fi­ca­da em pri­mei­ro lugar com 91.800 pon­tos, segui­da pelo Comi­tê Olím­pi­co Rus­so (89.050 pon­tos) e Itá­lia (87.150 pon­tos).
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Edi­ção: Cláu­dia Soa­res Rodri­gues

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