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Lula defende educação e lança programa Mais Ciência na Escola

Repro­dução: © Ricar­do Stuck­ert / PR

Presidente e primeira-dama recebem medalha de ouro da Obmep


Publicado em 11/06/2024 — 20:12 Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil — Rio de Janeiro

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O pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va defend­eu, nes­ta terça-feira (11), no Rio, a edu­cação como o cam­in­ho para que todos ten­ham as mes­mas opor­tu­nidades e para que o país cresça e se torne cada vez mais com­pet­i­ti­vo no mun­do. Ao par­tic­i­par da entre­ga de prêmios da Olimpía­da Brasileira de Matemáti­ca das Esco­las Públi­cas (Obmep), Lula aproveitou a opor­tu­nidade para assi­nar o decre­to que cria o pro­gra­ma Mais Ciên­cia na Esco­la, que pre­vê lab­o­ratórios, feiras de ciên­cia, cur­sos de for­mação e pre­mi­ações em even­tos na rede públi­ca de ensi­no.

Nes­ta edição da Obmep, a cer­imô­nia de entre­ga de prêmios voltou a con­tar com a pre­sença do pres­i­dente da Repúbli­ca, o que não ocor­ria des­de 2015. Lula e a primeira-dama, Jan­ja da Sil­va, rece­ber­am, na ocasião, o títu­lo hon­orário de medal­his­tas da Obmep. Ambos rece­ber­am de estu­dantes medal­has de ouro da olimpía­da. Lula rece­beu ain­da o diplo­ma hon­orário de Pres­i­dente Nota 10 em Matemáti­ca das mãos de Sue­ly Druck, segun­da mul­her a pre­sidir a Sociedade Brasileira de Matemáti­ca, que foi a uma das cri­ado­ras da Obmep.

“Quan­do eu tin­ha a idade de vocês, eu que­ria estu­dar”, lem­brou o pres­i­dente, ao dis­cur­sar em um auditório lota­do de estu­dantes. “Tin­ha von­tade, eu que­ria ser econ­o­mista e fui ser torneiro mecâni­co. Eu tin­ha von­tade de estu­dar e não tive opor­tu­nidade. Então, esse negó­cio da edu­cação, para mim, é uma obsessão. Eu quero que todo fil­ho das pes­soas que tra­bal­ham neste país, seja o mais humilde cata­dor de papel do Rio de Janeiro, seja a mais humilde empre­ga­da domés­ti­ca deste país, seja o maior rico deste esta­do, todo têm que ter opor­tu­nidade, tem que ter dire­ito de se for­mar, apren­der uma profis­são e ser o que quis­er e faz­er o que quis­er da vida. Isso que eu quero para o povo brasileiro, é isso que quero para vocês”.

Lula tam­bém enfa­ti­zou o papel da edu­cação para o cresci­men­to do país. “Nós temos que apos­tar que não existe nen­hum país no plan­e­ta Ter­ra que con­seguiu se desen­volver, que con­seguiu crescer, que con­seguiu dar padrão de vida médio, dar qual­i­dade de vida, para que as pes­soas pos­sam estu­dar, ter laz­er, pos­sam tra­bal­har, almoçar em restau­rantes, pos­sam tirar férias. Não existe povo que con­seguiu isso sem antes ter inves­ti­men­to em edu­cação. A edu­cação é o oxigênio de uma nação”, afir­mou.

O pres­i­dente ain­da con­vo­cou os jovens a son­har: “Vamos son­har um pouco grande porque quem son­ha pequeno, quan­do acor­da, pen­sa que é pesade­lo, e quem son­ha grande, quan­do acor­da, quer realizar o son­ho.”

Novo programa

Na cer­imô­nia, o pres­i­dente assi­nou o decre­to que cria o pro­gra­ma Mais Ciên­cia nas Esco­las, que tem como obje­ti­vo expandir o uso de tec­nolo­gias dig­i­tais e a exper­i­men­tação cien­tí­fi­ca na edu­cação bási­ca, por meio da cri­ação de lab­o­ratórios, clubes de ciên­cia, cur­sos de for­mação, feiras cien­tí­fi­cas, pre­mi­ações e olimpíadas, ofer­e­cen­do tam­bém bol­sas a pro­fes­sores e alunos. “Quer­e­mos des­per­tar o inter­esse dos nos­sos alunos pelas ciên­cias”, afir­mou a min­is­tra da Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vação, Luciana San­tos.

De acor­do com a min­is­tra, o pro­gra­ma é uma parce­ria entre os min­istérios da  Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vação e da Edu­cação. A primeira chama­da públi­ca sele­cionará mil esco­las para a imple­men­tação do pro­gra­ma, e cada uma dev­erá rece­ber inves­ti­men­to de até R$ 100 mil. Em dis­cur­so, o min­istro da Edu­cação, Cami­lo San­tana defend­eu que a mel­hor esco­la deste país tem que ser a esco­la públi­ca brasileira.

Obmep

Real­iza­da anual­mente, a cer­imô­nia de pre­mi­ação da Obmep é o even­to mais aguarda­do pelos estu­dantes que se desta­cam na com­petição. Esta edição, a 18ª, con­tou com a par­tic­i­pação de mais de 18,3 mil­hões de estu­dantes, do 6º ano do ensi­no fun­da­men­tal ao 3º ano do ensi­no médio, de 55,3 mil esco­las públi­cas e pri­vadas em 99,8% dos municí­pios brasileiros.

A cer­imô­nia des­ta terça-feira mar­ca a entre­ga das 650 medal­has de ouro nacionais. Além delas, a 18ª Obmep já dis­tribuiu 1.950 medal­has de pra­ta e 5.850 medal­has de bronze nacionais bem como 48.163 menções hon­rosas. As medal­has de pra­ta e bronze nacionais foram entregues em cer­imô­nias region­ais. A olimpía­da dis­tribuiu mais 20,5 mil medal­has para os estu­dantes mais bem colo­ca­dos em nív­el estad­ual.

A Obmep foi cri­a­da pelo Insti­tu­to de Matemáti­ca Pura e Apli­ca­da e é real­iza­da com apoio da Sociedade Brasileira de Matemáti­ca. A com­petição é pro­movi­da com recur­sos dos min­istérios da  Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vação e da Edu­cação.

Recen­te­mente, pesquisa con­duzi­da pelo Inter­dis­ci­pli­nar­i­dade e Evidên­cias no Debate Edu­ca­cional (Iede) mostra que os alunos de esco­las com altas taxas de par­tic­i­pação na Olimpía­da Brasileira de Matemáti­ca das Esco­las Públi­cas têm obti­do mel­hores resul­ta­dos no Exame Nacional de Ensi­no Médio (Enem) e nas provas do Sis­tema de Avali­ação da Edu­cação Bási­ca (Saeb), apli­cadas pelo Min­istério da Edu­cação.

Edição: Nádia Fran­co

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