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Maioria do STF reafirma validade de resolução do TSE contra fake news

Repro­du­ção: © Wil­son Dias/Agência Bra­sil

Desde as eleições de 2022 que o tribunal eleitoral pode agir de ofício


Publi­ca­do em 15/12/2023 — 22:28 Por André Rich­ter — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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O Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral (STF) for­mou nes­ta sex­ta-fei­ra (15) mai­o­ria de votos para man­ter a reso­lu­ção que ampli­ou os pode­res do Tri­bu­nal Supe­ri­or Elei­to­ral (TSE) no com­ba­te à desin­for­ma­ção nas elei­ções de 2022.

No ano pas­sa­do, as regras foram vali­da­das pela Cor­te duran­te as elei­ções, quan­do os minis­tros rejei­ta­ram ação do ex-pro­cu­ra­dor-geral da Repú­bli­ca Augus­to Aras para sus­pen­der a nor­ma. Aras argu­men­tou que as regras pode­ri­am pro­mo­ver a cen­su­ra pré­via de con­teú­dos na inter­net.

A Cor­te jul­ga nes­ta sema­na um recur­so da anti­ga ges­tão da PGR con­tra a deci­são que vali­dou a nor­ma. Até o momen­to, seis dos dez minis­tros vota­ram pela manu­ten­ção da reso­lu­ção.

Os votos foram pro­fe­ri­dos pelos minis­tros Edson Fachin, Cár­men Lúcia, Dias Tof­fo­li, Cris­ti­a­no Zanin, Ale­xan­dre de Mora­es e Luís Rober­to Bar­ro­so.

Mora­es, que tam­bém é pre­si­den­te do TSE, res­sal­tou em seu voto que o Esta­do deve rea­gir con­tra os “efei­tos nefas­tos” da desin­for­ma­ção.

“A pro­pa­ga­ção gene­ra­li­za­da de impres­sões fal­se­a­das de natu­re­za gra­ve e anti­de­mo­crá­ti­ca, que obje­ti­vam hac­ke­ar a opi­nião públi­ca, mal­fe­rem o direi­to fun­da­men­tal a infor­ma­ções ver­da­dei­ras e indu­zem o elei­tor a erro, cul­ti­van­do um cená­rio de ins­ta­bi­li­da­de que extra­po­la os limi­tes da liber­da­de de fala, colo­can­do sob sus­pei­ta o canal de expres­são da cida­da­nia”, afir­mou.

Regras

A Reso­lu­ção 23.714/2022 ampli­ou o poder de polí­cia do tri­bu­nal para atu­ar de ofí­cio, ou seja, sem pre­ci­sar ser pro­vo­ca­do.

Pelo tex­to, o pre­si­den­te do TSE pode der­ru­bar ati­va­men­te pos­ta­gens e per­fis em redes soci­ais que repli­quem con­teú­dos jul­ga­dos fal­sos pela Jus­ti­ça Elei­to­ral. O tem­po dado às pla­ta­for­mas para cum­prir as deci­sões foi redu­zi­do para duas horas, com mul­tas de R$ 100 mil a R$ 150 mil por hora em caso de des­cum­pri­men­to.

Edi­ção: Mar­ce­lo Bran­dão

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