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“Mais grave do que no Capitólio”, diz ministro sobre depredação

Repro­dução: © Val­ter Campanato/Agência Brasil

Para ministro da Secom, nada teria ocorrido “sem algum “facilitação”


Pub­li­ca­do em 09/01/2023 — 10:13 Por Karine Melo — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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O min­istro da Sec­re­taria de Comu­ni­cação (Sec­om) da Presidên­cia da Repúbli­ca, Paulo Pimen­ta, clas­si­fi­cou nes­ta segun­da-feira (9) a invasão e depredação das sedes dos três Poderes da Repúbli­ca, ontem em Brasília, como mais grave do que o ocor­ri­do no Capitólio, nos Esta­dos Unidos, há dois anos. “O episó­dio que ocor­reu no Brasil é mais grave do que o que ocor­reu no Capitólio. O que nós tive­mos lá foi uma ten­ta­ti­va de invasão da sede do Poder Leg­isla­ti­vo e aqui nós assis­ti­mos à invasão das sedes dos Três Poderes”, disse o min­istro.

Em uma demostração de que a democ­ra­cia está fun­cio­nan­do, Pimen­ta afir­mou que o pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va decid­iu despachar hoje do Palá­cio do Planal­to. A destru­ição de salas dos pré­dios dos três Poderes da Repúbli­ca não atingiu o gabi­nete de Lula, que tem a por­ta blinda­da. Segun­do Pimen­ta, a pres­i­dente do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF), Rosa Weber, cujo gabi­nete tam­bém não foi atingi­do, deve faz­er o mes­mo.

Facilitação

Em con­ver­sa hoje com jor­nal­is­tas, o min­istro disse ain­da que nada do que acon­te­ceu em Brasília ontem pode­ria ter ocor­ri­do “sem algum nív­el de facil­i­tação”. “A por­ta prin­ci­pal não foi que­bra­da, por­tan­to as pes­soas entraram pela por­ta. No Con­gres­so Nacional tam­bém a por­ta não foi dan­i­fi­ca­da. Podem ver que no Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al a por­ta foi destruí­da. O que me leva a crer, obvi­a­mente, que as inves­ti­gações terão que demon­strar isso, que eles podem ter entra­do aqui [Palá­cio do Planal­to] e no Con­gres­so Nacional pela por­ta prin­ci­pal”, afir­mou.

Pimen­ta acres­cen­tou que hou­ve uma ten­ta­ti­va de golpe de Esta­do frustra­da. “Para nós, o que acon­te­ceu aqui não foi um ato con­tra o Poder Exec­u­ti­vo, foi con­tra a democ­ra­cia, con­tra a Con­sti­tu­ição Fed­er­al. Foi uma ten­ta­ti­va de golpe de Esta­do, que não se efe­tivou”.

Ao faz­er novo bal­anço dos atos ter­ror­is­tas desse domin­go, coman­da­dos por apoiadores do ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro, Paulo Pimen­ta desta­cou que foram encon­tra­dos sangue, fezes e uri­na pelas salas do Planal­to e que obras de arte tam­bém foram destruí­das. “O pes­soal que olhou disse que pare­cia um ban­do de pes­soas com ódio, fora de si, pare­cia um ban­do de zumbi. Cor­ri­am pelos corre­dores, que­bravam tudo, uri­navam, defe­cavam nos corre­dores, den­tro das salas. Foi um ato de destru­ição”, desta­cou o min­istro.

Pimen­ta disse ain­da que as pes­soas que estão envolvi­das pre­cisam ser ime­di­ata­mente respon­s­abi­lizadas, civ­il e crim­i­nal­mente, por tudo que acon­te­ceu. Segun­do ele, haverá proces­so de iden­ti­fi­cação de todos que apoiaram, finan­cia­ram e par­tic­i­param dos atos em Brasília e out­ros esta­dos. “Nós não ire­mos tol­er­ar qual­quer ato que ten­ha como obje­ti­vo enfraque­cer a democ­ra­cia e a Con­sti­tu­ição”.

Edição: Graça Adju­to

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