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Marcha das Margaridas é aberta em Brasília

Repro­du­ção: © Wil­son Dias/Agência Bra­sil

Presidente Lula deve responder demandas das mulheres nesta quarta (16)


Publi­ca­do em 15/08/2023 — 21:28 Por Caro­li­na Pimen­tel — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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A 7ª Mar­cha das Mar­ga­ri­das foi aber­ta ofi­ci­al­men­te na noi­te des­ta ter­ça-fei­ra (15), even­to que reú­ne mais de 100 mil mulhe­res do cam­po, da flo­res­ta, das águas e cida­des na capi­tal fede­ral. A aber­tu­ra teve a pre­sen­ça de repre­sen­tan­tes dos movi­men­tos sin­di­cais e de minis­tros do gover­no fede­ral.

O pre­si­den­te Luiz Iná­cio Lula da Sil­va deve fazer anún­ci­os nes­ta quar­ta-fei­ra (16) em res­pos­ta às prin­ci­pais deman­das das mulhe­res. Ain­da em junho, a orga­ni­za­ção da mar­cha levou a pau­ta de soli­ci­ta­ções ao gover­no fede­ral.

A minis­tra da Saú­de, Nísia Trin­da­de, este­ve na aber­tu­ra ofi­ci­al e ante­ci­pou que a pas­ta deve reto­mar o Gru­po Ter­ra, foca­do em desen­vol­ver polí­ti­cas para as popu­la­ções do cam­po e da flo­res­ta; além de ações para aco­lhi­men­to de mulhe­res e cri­an­ças víti­mas de vio­lên­cia nas uni­da­des bási­cas de saú­de e recons­tru­ção do comi­tê de ava­li­a­ção de plan­tas medi­ci­nais e fito­te­rá­pi­cas.

Algu­mas deman­das apre­sen­ta­das pela mar­cha são a ampli­a­ção da par­ti­ci­pa­ção das mulhe­res na polí­ti­ca; com­ba­te à vio­lên­cia, racis­mo e sexis­mo; auto­no­mia econô­mi­ca; aces­so à ter­ra e edu­ca­ção; segu­ran­ça ali­men­tar; pro­du­ção rural ali­a­da à agro­e­co­lo­gia e uni­ver­sa­li­za­ção da inter­net e inclu­são digi­tal.

Para a coor­de­na­do­ra-geral da mar­cha e secre­tá­ria de Mulhe­res da Con­fe­de­ra­ção Naci­o­nal dos Tra­ba­lha­do­res na Agri­cul­tu­ra (Con­tag), Mazé Morais, a mar­cha “ren­de­rá fru­tos his­tó­ri­cos capa­zes de mudar a vida de mulhe­res por meio de uma pla­ta­for­ma de resis­tên­cia”. O lema da edi­ção de 2023 é Pela Recons­tru­ção do Bra­sil e Pelo Bem Viver.

A minis­tra das Mulhe­res, Cida Gon­çal­ves, des­ta­cou que as par­ti­ci­pan­tes mar­cham por seus ide­ais e por um país mais jus­to e pací­fi­co. “Nós não que­re­mos que seja o país do ódio e da rai­va. Que­re­mos que seja o país da paz”, dis­se.

Já Ani­el­le Fran­co, minis­tra da Igual­da­de Raci­al, emo­ci­o­nou-se ao ver a home­na­gem pres­ta­da a irmã Mari­el­le Fran­co, vere­a­do­ra do Rio de Janei­ro assas­si­na­da em 2018. “Não vão nos inti­mi­dar, não vão nos calar”, des­ta­cou.

Par­ti­ci­pa­ram do even­to as minis­tras Mari­na Sil­va (Meio Ambi­en­te e Mudan­ça do Cli­ma), Sônia Gua­ja­ja­ra (Povos Indí­ge­nas), Luci­a­na San­tos (Ciên­cia, Tec­no­lo­gia e Ino­va­ção), Mar­ga­reth Mene­zes (Cul­tu­ra) e Ana Moser (Espor­te), além de minis­tros e repre­sen­tan­tes da Cai­xa, Ban­co do Bra­sil e dele­ga­ções de 35 paí­ses.

As mulhe­res rea­li­za­rão a mar­cha nes­ta quar­ta-fei­ra (16) na Espla­na­da dos Minis­té­ri­os.

Margarida Alves

O Sena­do apro­vou nes­ta ter­ça-fei­ra (15) a ins­cri­ção do nome de Mar­ga­ri­da Alves no Livro dos Heróis e Heroí­nas da Pátria. A maté­ria segue ago­ra para san­ção.

Des­de 2000, o nome da mar­cha é uma home­na­gem a Mar­ga­ri­da Maria Alves, ex-pre­si­den­te do Sin­di­ca­to dos Tra­ba­lha­do­res Rurais de Ala­goa Gran­de, na Paraí­ba. Ela foi assas­si­na­da em 12 de agos­to de 1983 em res­pos­ta a sua luta pelos direi­tos da cate­go­ria. Des­de então, a lide­ran­ça se tor­nou sím­bo­lo da resis­tên­cia de milha­res de homens e mulhe­res que bus­cam jus­ti­ça e dig­ni­da­de. Lati­fun­diá­ri­os da região são sus­pei­tos do homi­cí­dio. Mas, até hoje, o cri­me segue sem solu­ção e os man­dan­tes não foram con­de­na­dos.

O caso de Mar­ga­ri­da Maria Alves che­gou à Comis­são Inte­ra­me­ri­ca­na de Direi­tos Huma­nos da Orga­ni­za­ção dos Esta­dos Ame­ri­ca­nos (OEA). Em abril de 2020, a comis­são con­cluiu que o Esta­do bra­si­lei­ro é res­pon­sá­vel pela vio­la­ção dos direi­tos à vida, inte­gri­da­de pes­so­al, pro­te­ção e garan­ti­as judi­ci­ais de Mar­ga­ri­da Alves. O rela­tó­rio ain­da faz reco­men­da­ções ao Esta­do bra­si­lei­ro sobre como repa­rar inte­gral­men­te os fami­li­a­res da víti­ma; a inves­ti­ga­ção efe­ti­va para escla­re­cer os fatos; o for­ta­le­ci­men­to do Pro­gra­ma de Pro­te­ção a Defen­so­res de Direi­tos Huma­nos, con­cen­tran­do-se na pre­ven­ção de atos de vio­lên­cia.

Edi­ção: Mar­ce­lo Bran­dão

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