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Maria da Penha entra em programa de proteção do Ceará

Repro­du­ção: © Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Ativista foi vítima de ameaças pela internet


Publicado em 07/06/2024 — 19:18 Por Daniella Almeida — Repórter da Agência Brasil — Brasília

A ati­vis­ta do direi­to das mulhe­res Maria da Penha Maia Fer­nan­des foi incluí­da, nes­ta sex­ta-fei­ra (7), no Pro­gra­ma de Pro­te­ção aos Defen­so­res de Direi­tos Huma­nos (PPDDH) do gover­no do Cea­rá. O pedi­do de pro­te­ção espe­ci­al à Maria da Penha foi fei­to pes­so­al­men­te pela minis­tra das Mulhe­res, Cida Gon­çal­ves, ao gover­na­dor do Cea­rá, Elma­no de Frei­tas, na últi­ma segun­da-fei­ra (3), em visi­ta a For­ta­le­za.

Maria da Penha é sím­bo­lo de luta e dá nome à prin­ci­pal lei bra­si­lei­ra que coí­be atos de vio­lên­cia domés­ti­ca e fami­li­ar con­tra a mulher e esti­pu­la puni­ção aos agres­so­res. Antes da Lei 11.340/2006, este tipo de vio­lên­cia era tra­ta­do como cri­me de menor poten­ci­al ofen­si­vo.

A notí­cia de inclu­são no Pro­gra­ma de Pro­te­ção cea­ren­se foi dada pelo gover­na­dor Elma­no de Frei­tas, na rede soci­al X. Ele diz que tomou conhe­ci­men­to das ame­a­ças sofri­das pela ati­vis­ta Maria da Penha por gru­pos de comu­ni­da­des digi­tais que dis­se­mi­nam ódio con­tra as mulhe­res. O gover­na­dor clas­si­fi­cou as ame­a­ças como “ações repug­nan­tes e inad­mis­sí­veis”.

“Mani­fes­to todo o meu apoio a essa gran­de mulher, que trans­for­mou a dor de ter sido víti­ma em for­ça para lutar con­tra a vio­lên­cia moti­va­da pelo machis­mo”,  dis­se Elma­no de Frei­tas.

Em nota, o Minis­té­rio das Mulhe­res expli­cou que novas fake news sobre Maria da Penha, foram publi­ca­das em redes soci­ais sobre uma ver­são fal­sa de que a far­ma­cêu­ti­ca teria sofri­do um assal­to, e não sido víti­ma de ten­ta­ti­vas de femi­ni­cí­dio pelo ex-mari­do.

“É ina­cei­tá­vel que Maria da Penha este­ja pas­san­do por esse pro­ces­so de revi­ti­mi­za­ção ain­da hoje no Bra­sil, 18 anos após ter empres­ta­do seu nome a uma das leis mais impor­tan­tes do mun­do para a pre­ven­ção e o enfren­ta­men­to à vio­lên­cia domés­ti­ca e fami­li­ar con­tra mulhe­res”, repu­di­ou a minis­tra das Mulhe­res, Cida Gon­çal­ves.

A ati­vis­ta Maria da Penha rece­beu da pró­pria minis­tra das Mulhe­res, Cida Gon­çal­ves, duran­te visi­ta, na segun­da-fei­ra, a con­fir­ma­ção de que rece­be­ria pro­te­ção do gover­no cea­ren­se.

Pro­cu­ra­do pela Agên­cia Bra­sil, o Ins­ti­tu­to Maria da Penha (IMP), con­fir­mou que Maria da Penha já está sob a pro­te­ção do pro­gra­ma, por­que a inclu­são foi ime­di­a­ta.  O IMP infor­ma que as pro­vi­dên­ci­as toma­das pelo pro­gra­ma de pro­te­ção para dar garan­tia à víti­ma ame­a­ça­da são sigi­lo­sas e, por­tan­to, não podem ser deta­lha­das.

Memorial Maria da Penha

Nes­ta na segun­da-fei­ra (3), o gover­no do Cea­rá decla­rou como patrimô­nio his­tó­ri­co do esta­do a casa onde resi­diu a ati­vis­ta Maria da Penha Fer­nan­des, em For­ta­le­za.

O decre­to afir­mou que o obje­ti­vo do Memo­ri­al Maria da Penha é atri­buir um novo sig­ni­fi­ca­do ao imó­vel, dian­te da impor­tân­cia da memó­ria cole­ti­va e indi­vi­du­al, na for­ma­ção de uma soci­e­da­de mais jus­ta e igua­li­tá­ria para as mulhe­res. E acres­cen­ta que a imple­men­ta­ção dele ser­vi­rá para “pre­ser­va­ção e valo­ri­za­ção da memó­ria e da luta his­tó­ri­ca de Maria da Penha Fer­nan­des, que trans­for­mou sua dor em pro­pó­si­to de vida até os dias de hoje.”

Edi­ção: Ali­ne Leal

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