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Maus-tratos levam polícia do Rio a fechar asilo em Guaratiba

Repro­du­ção: @agência Bra­sil / EBC

Idosos estavam debilitados e em condições insalubres


Publi­ca­do em 08/08/2022 — 22:47 Por Dou­glas Cor­rêa — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Rio de Janei­ro

Ouça a maté­ria:

A Polí­cia Civil do Rio de Janei­ro fechou uma casa de ido­sos no bair­ro de Gua­ra­ti­ba, zona oes­te da cida­de, e pren­deu em fla­gran­te, nes­te domin­go (7), um homem e uma mulher res­pon­sá­veis pelo ende­re­ço. O casal está sen­do acu­sa­do por cri­mes de tor­tu­ra, cár­ce­re pri­va­do e maus-tra­tos. As iden­ti­da­des dos pre­sos não foram reve­la­das.

Os agen­tes da dele­ga­cia poli­ci­al de Cam­po Gran­de foram até o local che­car uma denún­cia de téc­ni­cas de enfer­ma­gem esta­giá­ri­as, que tinham ini­ci­a­do o pri­mei­ro plan­tão na casa de ido­sos no domin­go.

Ao veri­fi­car as con­di­ções subu­ma­nas em que os ido­sos vivi­am, a esta­giá­ria Dani­e­le Mota, 44 anos, deci­diu dei­xar o plan­tão e foi à dele­ga­cia de polí­cia rela­tar os maus-tra­tos e aban­do­no.

Em nota, a Polí­cia Civil infor­mou que “no asi­lo tinham 29 ido­sos inter­na­dos. As tes­te­mu­nhas rela­ta­ram que as víti­mas esta­vam em con­di­ções pre­cá­ri­as e insa­lu­bres, sem aten­di­men­to médi­co, mate­ri­al hos­pi­ta­lar e de higi­e­ne, rece­bi­am uma ali­men­ta­ção pre­cá­ria e sofri­am agres­sões. No lugar, os poli­ci­ais cons­ta­ta­ram os fatos”.

Segun­do os agen­tes poli­ci­ais, um dos ido­sos foi diag­nos­ti­ca­do com úlce­ras de pres­são, uma delas em esta­do de necro­se, com qua­dro de des­nu­tri­ção e desi­dra­ta­ção agu­da, além de visí­vel infec­ção gene­ra­li­za­da. Ele foi enca­mi­nha­do para a rede públi­ca de saú­de.

Em depoi­men­to, a espo­sa de uma das víti­mas afir­mou que esta­va há mais de um ano sen­do impe­di­da de ver o mari­do na casa de repou­so.

Atendimento

Uma equi­pe da Secre­ta­ria Muni­ci­pal de Assis­tên­cia Soci­al este­ve hoje (8) na casa de repou­so para veri­fi­car a situ­a­ção dos 29 ido­sos e ten­tar loca­li­zar os paren­tes.

Des­se total, três deles pre­ci­sa­ram de cui­da­dos médi­cos e foram envi­a­dos ao Hos­pi­tal Rocha Faria. Vin­te famí­li­as já foram loca­li­za­das e leva­ram seus fami­li­a­res para casa, e seis pes­so­as já foram enca­mi­nha­das para abri­go de ido­sos da secre­ta­ria por­que não foi pos­sí­vel iden­ti­fi­car os paren­tes.

Dois ido­sos foram enca­mi­nha­dos a alber­gues da pre­fei­tu­ra no cen­tro da cida­de, um para o Alber­gue Harol­do Cos­ta e três para o Alber­gue Car­los Por­te­la.

Em nota, a Secre­ta­ria Muni­ci­pal de Saú­de do Rio infor­mou que os resi­den­tes da Casa de Repou­so de Gua­ra­ti­ba foram ava­li­a­dos no local por equi­pes de saú­de da Aten­ção Pri­má­ria.

Três deles, com neces­si­da­de de assis­tên­cia em uni­da­de hos­pi­ta­lar, foram trans­fe­ri­dos: um, pelo Ser­vi­ço de Aten­di­men­to Móvel de Urgên­cia , para a Uni­da­de de Pron­to Aten­di­men­to  de Cam­po Gran­de, e as outras duas, uma senho­ra de 81 anos e outra de 92, foram enca­mi­nha­das ao Hos­pi­tal Muni­ci­pal Rocha Faria, onde seguem com qua­dros está­veis e rece­ben­do cui­da­dos indi­ca­dos.

No site do Tri­bu­nal de Jus­ti­ça do Rio cons­ta um pro­ces­so na área cri­mi­nal con­tra a casa de repou­so de Gua­ra­ti­ba e outros cin­co na área cível.

Edi­ção: Kle­ber Sam­paio

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