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Megaexplosão solar de classe X pode ser vista neste 2 de janeiro

Repro­du­ção: © REUTERS/Alexander Kuz­net­sov /Direitos reser­va­dos

Último registro de um evento semelhante ocorreu em 2017


Publi­ca­do em 02/01/2024 — 15:30 Por Lucas Por­deus León — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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Uma mega explo­são solar ocor­ri­da no final­zi­nho de 2023 pode­rá ser vis­ta nes­ta ter­ça-fei­ra (2) em pon­tos espe­cí­fi­cos do pla­ne­ta por meio das cha­ma­das auro­ras bore­ais. Fenô­me­no mais comum no nor­te do pla­ne­ta, as auro­ras bore­ais ou aus­trais são carac­te­ri­za­das pela for­ma­ção de dese­nhos lumi­no­sos e colo­ri­dos no céu e são cau­sa­das pela radi­a­ção emi­ti­da pelas explo­sões sola­res em con­ta­to com nos­sa atmos­fe­ra.   

No final do últi­mo dia 31 de dezem­bro, uma for­te explo­são de clas­se X foi regis­tra­da na super­fí­cie do Sol. Esses even­tos são clas­si­fi­ca­das de acor­do com a quan­ti­da­de de radi­a­ção que eles emi­tem, poden­do ser de clas­ses A, B, C, M e a X, o mais for­te e raro de todas. A últi­ma explo­são de clas­se X foi regis­tra­da em 2017.

“No caso da explo­são solar de clas­se X, é mais comum de ela acon­te­cer no inter­va­lo de 11 anos. Por quê? O Sol tem perío­dos de máxi­ma e de míni­ma ati­vi­da­de solar. E sabe-se que o perío­do des­te ano, de 2024, e do pró­xi­mo, que é 2025, é um perío­do em que a ati­vi­da­de solar está na máxi­ma”, expli­cou o astrô­no­mo Adri­a­no Leo­nês, pós-gra­du­an­do da Uni­ver­si­da­de de Bra­sí­lia (UnB).

O espe­ci­a­lis­ta acres­cen­tou que, caso as explo­sões forem for­tes o sufi­ci­en­te, elas pode­rão ser vis­tas fora dos polos da ter­ra, onde geral­men­te o fenô­me­no cos­tu­ma ser visu­a­li­za­do.

“Se o sol tiver uma explo­são de gran­de mag­ni­tu­de, como acon­te­ceu em mea­dos do sécu­lo 20, pode gerar auro­ra em lati­tu­des mais bai­xas. Por exem­plo, as regiões do sul do Bra­sil, do Rio Gran­de do Sul, do Uru­guai e da Argen­ti­na geral­men­te não tem auro­ra, mas que se tiver uma ati­vi­da­de solar de gran­de mag­ni­tu­de, são regiões que podem ser que você veja a auro­ra”, afir­mou Leo­nês.

Consequências

Além das belas ima­gens que as explo­sões sola­res cau­sam na atmos­fe­ra do pla­ne­ta, a ele­va­da emis­são de radi­a­ção solar pode inter­fe­rir tam­bém no fun­ci­o­na­men­to dos apa­re­lhos ele­trô­ni­cos. O pes­qui­sa­dor de astro­no­mia da UnB Adri­a­no Leo­nês lem­brou de um caso na pri­mei­ra meta­de do sécu­lo 20 em que tele­fé­ri­cos e outros apa­re­lhos elé­tri­cos para­ram de fun­ci­o­nar.

“Nos­so mai­or pro­ble­ma é em rela­ção ao fun­ci­o­na­men­to de itens elé­tri­cos por­que pode afe­tar os saté­li­tes, afe­tan­do tudo que depen­da des­ses saté­li­tes para fun­ci­o­nar, como GPS, sinal de trân­si­to e tec­no­lo­gi­as em geral”, des­ta­cou o espe­ci­a­lis­ta, que acres­cen­tou que hoje é mais difí­cil afe­tar as redes de comu­ni­ca­ções por­que se faz o moni­to­ra­men­to des­sas radi­a­ções.

“A gen­te está falan­do de um fenô­me­no da natu­re­za, então a gen­te não cra­va que não vão ocor­rer inter­fe­rên­ci­as. Mas é mui­to difí­cil por­que você con­se­gue des­li­gar o saté­li­te, que é a nos­sa pri­mei­ra linha de defe­sa, para que não tenha­mos nenhum tipo de pre­juí­zo”, expli­cou.

Edi­ção: Valé­ria Agui­ar

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