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Moraes nega mais um recurso de Bolsonaro contra inelegibilidade

Repro­du­ção: © Val­ter Campanato/Agência Bra­sil

Defesa pedia que caso fosse encaminhado ao STF


Publi­ca­do em 05/12/2023 — 13:07 Por Feli­pe Pon­tes — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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O pre­si­den­te do Tri­bu­nal Supe­ri­or Elei­to­ral (TSE), minis­tro Ale­xan­dre de Mora­es, negou hoje (5) o pros­se­gui­men­to de um recur­so extra­or­di­ná­rio do ex-pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro con­tra a deci­são que o tor­nou ine­le­gí­vel por oito anos.

Em junho, Bol­so­na­ro foi con­de­na­do pelo TSE por abu­so de poder polí­ti­co e uso inde­vi­do dos mei­os de comu­ni­ca­ção pela reu­nião rea­li­za­da com embai­xa­do­res, em julho do ano pas­sa­do, no Palá­cio da Alvo­ra­da, para ata­car o sis­te­ma ele­trô­ni­co de vota­ção. Pela deci­são, ele fica impe­di­do de ser can­di­da­to até 2030.

No recur­so nega­do por Mora­es nes­ta ter­ça-fei­ra (5), a defe­sa de Bol­so­na­ro ale­ga­va vio­la­ção de regras da Cons­ti­tui­ção e, por isso, pedia que o caso fos­se enca­mi­nha­do ao Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral (STF).

Para Mora­es, o pedi­do da defe­sa não pre­en­che os requi­si­tos neces­sá­ri­os para ser acei­to e enca­mi­nha­do ao Supre­mo. Os advo­ga­dos apre­sen­ta­ram ao menos 19 pon­tos que con­si­de­ra­vam vio­la­ção a regras cons­ti­tu­ci­o­nais.

Mora­es des­ta­cou que a mai­o­ria dos ques­ti­o­na­men­tos, para serem exa­mi­na­dos, requer uma nova aná­li­se de fatos e pro­vas, o que não seria pos­sí­vel por meio des­se tipo de recur­so, que somen­te ser­ve para a aná­li­se de vio­la­ção a regras cons­ti­tu­ci­o­nais, jus­ti­fi­cou o rela­tor.

Um dos pon­tos ques­ti­o­na­dos, por exem­plo, foi a inclu­são da cha­ma­da “minu­ta do gol­pe” nos autos do pro­ces­so. Os advo­ga­dos ale­ga­ram que o docu­men­to seria alheio ao pro­ces­so, e que sua inclu­são vio­lou prin­cí­pi­os cons­ti­tu­ci­o­nais de segu­ran­ça jurí­di­ca.

A minu­ta do gol­pe diz res­pei­to a um ras­cu­nho de decre­to, não assi­na­do, que foi encon­tra­do na casa de Ander­son Tor­res, ex-minis­tro da Jus­ti­ça de Bol­so­na­ro. O tex­to pre­via uma espé­cie de inter­ven­ção na Jus­ti­ça Elei­to­ral, de modo a impe­dir a con­cre­ti­za­ção do resul­ta­do da elei­ção pre­si­den­ci­al.

O pre­si­den­te do TSE fri­sou que a minu­ta foi incluí­da como ele­men­to no pro­ces­so de for­ma regu­lar, e que Bol­so­na­ro não foi con­de­na­do com base nes­sa pro­va, não sen­do ela deci­si­va para o des­fe­cho. Des­sa manei­ra, não seria pos­sí­vel ale­gar vio­la­ção a prin­cí­pi­os cons­ti­tu­ci­o­nais de ampla defe­sa ou segu­ran­ça jurí­di­ca.

“Sali­en­te-se, ain­da, que não assis­te razão ao recor­ren­te ao ale­gar que a con­de­na­ção foi base­a­da em ‘docu­men­to apó­cri­fo”, pois a supos­ta minu­ta de decre­to não emba­sou a con­de­na­ção do recor­ren­te, ten­do sido a res­pon­sa­bi­li­da­de do inves­ti­ga­do fixa­da com base nos atos que com­pro­va­da­men­te pra­ti­cou ao se valer das prer­ro­ga­ti­vas de Pre­si­den­te da Repú­bli­ca e de bens e ser­vi­ços públi­cos, com des­vio de fina­li­da­de em favor de sua can­di­da­tu­ra, como des­ta­ca­do nos diver­sos votos pro­fe­ri­dos”, escre­veu Mora­es.

Em setem­bro, o TSE já havia nega­do um outro recur­so de Bol­so­na­ro con­tra a con­de­na­ção, do tipo embar­gos de decla­ra­ção. Ain­da é pos­sí­vel que a defe­sa recor­ra dire­ta­men­te ao STF.

Edi­ção: Juli­a­na Andra­de

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