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Moraes se declara impedido de julgar presos por ameaças a sua família

Repro­du­ção: © Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Ministro manteve prisão de dois homens suspeitos de ameaças


Publicado em 01/06/2024 — 13:16 Por Felipe Pontes — Repórter da Agência Brasil — Brasília

O minis­tro Ale­xan­dre de Mora­es, do Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral (STF), deci­diu nes­te sába­do (1º) man­ter a pri­são pre­ven­ti­va de dois homens sus­pei­tos de ame­a­çar a inte­gri­da­de físi­ca de sua famí­lia, mas em segui­da se decla­rou impe­di­do de jul­gá-los em rela­ção a essas mes­mas ame­a­ças.

Mora­es man­te­ve o sigi­lo das inves­ti­ga­ções sobre as ame­a­ças a sua famí­lia. Ele jus­ti­fi­cou a manu­ten­ção das pri­sões afir­man­do que os autos apon­tam a prá­ti­ca de atos para “res­trin­gir o exer­cí­cio livre da fun­ção judi­ciá­ria”, em espe­ci­al no que diz res­pei­to à apu­ra­ção dos atos gol­pis­tas de 8 de janei­ro de 2023.

Para o minis­tro, “a manu­ten­ção das pri­sões pre­ven­ti­vas é a medi­da razoá­vel, ade­qua­da e pro­por­ci­o­nal para garan­tia da ordem públi­ca, com a ces­sa­ção da prá­ti­ca cri­mi­no­sa rei­te­ra­da”, escre­veu.

Mora­es man­te­ve a rela­to­ria sobre a par­te do inqué­ri­to que apon­ta a prá­ti­ca do cri­me de ten­ta­ti­va de abo­li­ção do Esta­do Demo­crá­ti­co de Direi­to, impe­din­do ou res­trin­gin­do o exer­cí­cio dos pode­res cons­ti­tu­ci­o­nais” (Art. 359‑L do Códi­go Penal). Foi em fun­ção des­se cri­me que Raul Fon­se­ca de Oli­vei­ra e Oli­vei­ri­no de Oli­vei­ra Júni­or foram pre­sos pela Polí­cia Fede­ral (PF) nes­sa sex­ta-fei­ra (31).

Já em rela­ção aos cri­mes de ame­a­ça e per­se­gui­ção (Art. 147 e 147‑A do Códi­go Penal), que teri­am sua famí­lia como alvo, Mora­es se decla­rou impe­di­do, sob a jus­ti­fi­ca­ti­va e que, ape­nas nes­se pon­to, ele é inte­res­sa­do dire­to no caso, não poden­do, por­tan­to, ser tam­bém o jul­ga­dor. É a pri­mei­ra vez que o minis­tro reco­nhe­ce o impe­di­men­to em um caso sobre ten­ta­ti­va de gol­pe.

Ao man­ter a pri­são dos sus­pei­tos, Mora­es trans­cre­veu pare­cer da Pro­cu­ra­do­ria-Geral da Repú­bli­ca (PGR), segun­do o qual o con­teú­do de men­sa­gens tro­ca­das pelos dois fazia refe­rên­cia a “comu­nis­mo” e “anti­pa­tri­o­tis­mo”.

Para a PGR, a comu­ni­ca­ção entre os sus­pei­tos “evi­den­cia com cla­re­za o intui­to de, por meio das gra­ves ame­a­ças a fami­li­a­res do Minis­tro Ale­xan­dre de Mora­es, res­trin­gir o livre exer­cí­cio da fun­ção judi­ciá­ria pelo magis­tra­do do Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral à fren­te das inves­ti­ga­ções rela­ti­vas aos atos que cul­mi­na­ram na ten­ta­ti­va de abo­li­ção do Esta­do Demo­crá­ti­co de Direi­to em 8.1.2023”.

Edi­ção: Juli­a­na Andra­de

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