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Mostra no Sesc resgata a importância do hip hop para as ruas de SP

Exposição conta com mais de 3 mil peças da história do gênero musical

Matheus Cobre­lat­ti*
Pub­li­ca­do em 16/11/2025 — 16:14
São Paulo
São Paulo (SP), 14/11/2025 – Mostra no Sesc resgata a importância do Hip-hop para as ruas de SP Foto: Matheus Crobelatti/Divulgação
Repro­dução: © Matheus Crobelatti/Divulgação

A exposição HIP-HOP 80’sp – São Paulo na Onda do Break, no Sesc 24 de Maio, exibe a história do gênero musi­cal e a importân­cia do movi­men­to não ape­nas nas ruas de São Paulo, mas de todo o país.

A curado­ria foi ide­al­iza­da por grandes fig­uras da cena paulista, como OSGEMEOS, Rooney­oyo, Shary­laine, entre out­ros. Foram res­gatadas mais de 3 mil peças da história do hip-hop, como fotografias, roupas, dis­cos, equipa­men­tos e reg­istros audio­vi­suais.

Out­ro destaque da mostra é o pro­tag­o­nis­mo que as mul­heres tiver­am na cena do hip-hop. As artis­tas Shary­laine e Rose MC escrever­am que, nos anos 1980, as mul­heres abri­ram espaço para com­posições e rimas “per­ante o meio machista, pre­con­ceitu­oso e sex­ista”. “Com luta e per­se­ver­ança, essas mul­heres meter­am o pé na por­ta, con­quis­taram espaço com força e gar­ra”.

A exposição estará disponív­el até 29 de março de 2026. O espaço está aber­to de terça a sába­do, das 9h às 21h, e nos domin­gos e feri­ados, das 9h às 18h.

Origem

O movi­men­to surge nas décadas de 60 e 70, na região sul do Bronx, em Nova York, nos Esta­dos Unidos. A região era con­heci­da pela extrema vio­lên­cia cau­sa­da por con­fli­tos de gangues e pela repressão poli­cial.

Segun­do os curadores OSGEMEOS, a ideia da exposição é traz­er o cenário da vida em Nova York e o impro­vi­so que tin­ha de ser feito para a diver­são entre ami­gos. “O hip-hop acon­te­ceu de for­ma muito nat­ur­al no meio de tudo isso”, dis­ser­am em nota.

A exposição apre­sen­ta fig­uras essen­ci­ais para a cul­tura do hip-hop gan­har noto­riedade. Os tra­bal­hos de Martha Coop­er e Hen­ry Chal­fant são cita­dos como os primeiros reg­istros da cul­tura emer­gente do sul do Bronx. Martha foi uma das primeiras fotó­grafas a reg­is­trar o movi­men­to e Hen­ry fez o filme Style Wars, con­sid­er­a­do o mel­hor doc­u­men­tário sobre o gênero.

Out­ros nomes que con­tribuíram para a difusão do esti­lo foram Afri­ka Bam­baataa, que criou a primeira casa de hip-hop, em 1983; Sug­ar Hill Gang, que lançou a primeira gravado­ra; Van Maude, uma grande refer­ên­cia na arte do graf­fi­ti; e Michael Jack­son, que incor­po­ra­va o break nos seus tra­bal­hos, cau­san­do uma difusão mundi­al do gênero.

A exposição hom­e­nageia as grandes fig­uras da cena com manequins que rep­re­sen­tam a aparên­cia real dess­es artis­tas. Diver­sos arti­gos de ves­ti­men­ta, como camise­tas, jaque­tas e acessórios, são orig­i­nais, empresta­dos para a exibição.

Brasil

Não se sabe exata­mente quan­do o hip-hop chegou ao país, mas a grande explosão do gênero acon­te­ceu nos anos 80, atribuí­do ao dançari­no Ricardinho, do Elec­tric Boo­gies. Após voltar de uma viagem aos EUA, o jovem começou a se apre­sen­tar nas ruas do cen­tro de São Paulo.

“Quan­do ele vol­ta para cá, vai nos bair­ros e começa a abrir roda de break. A galera não sabia o que era isso,” apon­tam OSGÊMEOS. As ruas 24 de maio e São Ben­to foram tomadas pelo movi­men­to, e isso ger­ou uma grande repressão poli­cial.

Como escrito em um dos murais na exposição, “Os agentes da cor­po­ração poli­cial viam os dançari­nos como vagabun­dos e mar­gin­ais, gente na maio­r­ia pre­ta, par­da e per­iféri­ca”.

É pos­sív­el obser­var o impacto da cul­tura do Hip-hop nos grafites de diver­sas ruas de São Paulo. Um dess­es pon­tos é o Beco do Bat­man, na Vila Madale­na.

A exposição estará disponív­el até 29 de março de 2026, no Sesc 24 de Maio, na Repúbli­ca, cen­tro de São Paulo. O espaço está aber­to de terça a sába­do, das 9h às 21h, e nos domin­gos e feri­ados, das 9h às 18h.

*Estag­iário da Agên­cia Brasil sob super­visão de Odair Braz Junior

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