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Mostra sobre mosaicos celebra 150 anos da imigração italiana no Brasil

Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil

Peças podem ser vistas até 18 de agosto


Publicado em 22/06/2024 — 09:36 Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil — São Paulo

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Uma mostra mul­ti­mí­dia, imer­si­va e itin­er­ante a ser aber­ta ao públi­co neste sába­do (22), no MIS Expe­ri­ence, cel­e­bra os 150 anos da imi­gração ital­iana no Brasil. Chama­da de Mosaico — Códi­go Itáli­co de uma Arte Atem­po­ral, a exposição con­ta a história da Itália por meio de um de seus impor­tantes aspec­tos artís­ti­cos e históri­cos: o mosaico.

“Temos a intenção de dar um pre­sente ao Brasil nos 150 anos da imi­gração ital­iana”, disse Lil­lo Teodoro Guarneri, dire­tor do Insti­tu­to Ital­iano de Cul­tura e adi­do cul­tur­al do Con­sula­do da Itália, em entre­vista à Agên­cia Brasil.

“O mosaico é a per­fei­ta junção de uma alta parte artís­ti­ca, do desen­ho e da imag­i­nação com uma alta parte téc­ni­ca. São Paulo foi plane­ja­da e con­struí­da em grande parte pelos ital­ianos – e não só arquite­tos, mas tam­bém por pes­soas que fazi­am a dec­o­ração, os artesãos. Pen­samos em traz­er uma exposição que pos­sa favore­cer o diál­o­go, lem­bran­do daque­les ital­ianos que vier­am aqui com um grande con­hec­i­men­to téc­ni­co”, acres­cen­tou.

Sangue italiano

“São Paulo é uma cidade onde 25% da pop­u­lação têm sangue ital­iano. E os ital­ianos foram fun­da­men­tais na con­strução dessa cidade. Então, hom­e­nagear essa imi­gração, que comem­o­ra 150 anos, esta­va muito no nos­so obje­ti­vo e essa exposição caiu como uma luva. Aqui, a gente cel­e­bra a cul­tura, a arte do mosaico, que é muito ital­iana e que depois, claro, cresceu para out­ros lugares. Essa é uma arte que exige muito tal­en­to, tan­to dos artis­tas quan­to dos artesãos capazes de pro­duzir o mate­r­i­al necessário e de fixá-lo com pre­cisão”, afir­mou André Sturm, dire­tor do MIS.

Além de embelezar e dec­o­rar ambi­entes, os mosaicos são con­sid­er­a­dos um patrimônio históri­co, nar­ran­do histórias de reis, religiões, cotid­i­anos e cos­tumes. Eles tam­bém são uma história sobre a própria arte e de como seus esti­los vão se alteran­do ao lon­go dos anos.

“A téc­ni­ca é vari­a­da no tem­po e o con­teú­do tam­bém é var­iáv­el. No perío­do romano, obvi­a­mente, era mais ded­i­ca­do à geome­tria, às cenas de caça e às cenas amorosas. Na parte mais tradi­cional, depois da entra­da do cris­tian­is­mo na história, ele é mais volta­do para o tema reli­gioso. Na mod­ernidade se retoma esta parte muito forte rela­ciona­da ao urban­is­mo. O mosaico sem­pre foi um sig­no de pode­rio, sem­pre foi rela­ciona­do a momen­tos muito fortes de grande capaci­dade artís­ti­ca, téc­ni­ca e de din­heiro”, expli­cou o dire­tor do Insti­tu­to Ital­iano de Cul­tura.

Percurso

A exposição é divi­di­da em sete estações que relatam a arte dos mosaicos em diver­sos locais ital­ianos como Roma, Pom­peia, Aquileia, Raven­na, Paler­mo, Mon­reale, Praça Arme­ri­na e na cidade sub­m­er­sa de Baia. Essa arte é mostra­da por meio de con­teú­dos audio­vi­suais inédi­tos, fil­ma­gens sub­aquáti­cas e feitas com drones, mate­ri­ais de arqui­vo, ani­mações grá­fi­cas e uma tril­ha sono­ra espe­cial­mente com­pos­ta para a mostra.

A primeira pro­tag­o­nista da mostra é Roma, cujo pas­sa­do gan­ha vida através de mosaicos guarda­dos nos Museus Capi­toli­nos e nas duas basíli­cas alto-medievais: San­tos Cosme e Damião e San­ta Praxedes. Depois, vem a Casa do Fauno, em Pom­peia, com frag­men­tos que teste­munham a Batal­ha de Isso.

A segun­da estação mostra o pavi­men­to da Basil­i­ca de Aquileia e, a ter­ceira, é ded­i­ca­da a Raven­na. Ao mosaico da Sicília, são ded­i­cadas duas estações: a época de Rogério II revive em um itin­erário solene de seus lugares sagra­dos, do Duo­mo de Mon­reale à Capela Palati­na e Mar­torana. Já os cos­tumes, tradições e hábitos dos romanos são exibidos ao lon­go dos corre­dores e salas de um acha­do arque­ológi­co de val­or ines­timáv­el: a Vil­la Romana del Casale da Praça Arme­ri­na.

A últi­ma estação apre­sen­ta mosaicos que só foram redescober­tos na déca­da de 1960, no Gol­fo de Nápoles: os mosaicos do Par­que Arque­ológi­co Sub­aquáti­co de Baia, que só podem ser vis­tos pres­en­cial­mente por quem mer­gul­ha.

“Ess­es mosaicos que estão na exposição são de oito lugares difer­entes da Itália. Tem até uma parede que mostra mosaicos que ficam embaixo d’água, e que, por­tan­to, só pode­ri­am ser vis­tos vis­i­tan­do uma exposição, como essa nos­sa mostra aqui”, frisou Sturm.

Pro­duzi­da pela Direção Ger­al para a Diplo­ma­cia Cul­tur­al do Min­istério das Relações Exte­ri­ores e da Coop­er­ação Inter­na­cional da Itália (Mae­ci) e ide­al­iza­da e real­iza­da pela Mag­is­ter Art, a mostra é uma coop­er­ação entre o MIS Expe­ri­ence e o Insti­tu­to Ital­iano de Cul­tura de São Paulo.

“Essa é uma exposição tam­bém imer­si­va, por­tan­to, ela tem vídeos, tem tril­ha sono­ra, tem uma ambi­en­tação de ilu­mi­nação e um plus a mais, que é quan­do você chega, você recebe um fone de ouvi­do conec­ta­do a um celu­lar com a nar­ração da exposição”, final­i­zou o dire­tor do MIS.

Mais infor­mações sobre a mostra podem ser obti­das no site do MIS Expe­ri­ence.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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