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Mourão diz que desenvolvimento sustentável depende do setor privado

O vice-presidente Hamilton Mourão durante entrevista coletiva após reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal.
© Reuters/Adriano Machado/Direitos Reser­va­dos (Repro­du­ção)

Vice-presidente participou de painel no Fórum Econômico Mundial


Publi­ca­do em 27/01/2021 — 12:41 Por Luci­a­no Nas­ci­men­to — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

O desen­vol­vi­men­to sus­ten­tá­vel da Amazô­nia só será pos­sí­vel com a par­ti­ci­pa­ção do setor pri­va­do, defen­deu hoje (27) o vice-pre­si­den­te Hamil­ton Mou­rão, duran­te par­ti­ci­pa­ção, de for­ma vir­tu­al, no Fórum Econô­mi­co Mun­di­al. Mou­rão falou no pai­nel Finan­ci­an­do a Tran­si­ção da Amazô­nia para uma Bio­e­co­no­mia Sus­ten­tá­vel.

“O futu­ro sus­ten­tá­vel da Amazô­nia depen­de da expan­são da bio­e­co­no­mia e isso só vai se tor­nar rea­li­da­de com a par­ti­ci­pa­ção do setor pri­va­do”, dis­se Mou­rão.

Segun­do o vice-pre­si­den­te, em um cená­rio pós-pan­de­mia, os gover­nos da região não terão con­di­ções supe­ra­vi­tá­ri­as para rea­li­zar os inves­ti­men­tos neces­sá­ri­os para o desen­vol­vi­men­to da Amazô­nia, como as ações tec­no­ló­gi­cas.

Mou­rão reco­nhe­ceu, entre­tan­to, que há pro­ble­mas de infra­es­tru­tu­ra que difi­cul­tam a che­ga­da de inves­ti­men­tos à região.

O vice-pre­si­den­te dis­se que o ano de 2020 foi o mais “desa­fi­a­dor” no com­ba­te às quei­ma­das no país em razão da pan­de­mia do novo coro­na­ví­rus (covid-19).

“Ape­sar da escas­sez de recur­sos devi­do à pan­de­mia, o Bra­sil tra­ba­lhou sem parar para ten­tar lutar con­tra os incên­di­os ile­gais e des­ma­ta­men­tos. Foi uma cau­sa difí­cil, mas não impos­sí­vel de ganhar”, afir­mou.

Mou­rão dis­se que as ações do gover­no tam­bém resul­ta­ram, em 2020, em uma redu­ção de 17% no des­ma­ta­men­to na Amazô­nia. Ele dis­se ain­da que, ape­sar da pres­são inter­na­ci­o­nal em rela­ção ao aumen­to das quei­ma­das, a mes­ma afir­ma­ção não pode ser fei­ta sobre os inves­ti­men­tos.

“Mes­mo que o inte­res­se sobre o esta­tu­to inter­na­ci­o­nal da Amazô­nia tenha aumen­ta­do, não se pode dizer o mes­mo da coo­pe­ra­ção téc­ni­ca e finan­cei­ra, que está aquém do neces­sá­rio”, dis­se.

Segun­do o vice-pre­si­den­te, o Bra­sil vol­tou a nego­ci­ar com gover­nos os recur­sos para o Fun­do Amazô­ni­co, esta­be­le­ci­do em 2008.

Mou­rão dis­se ain­da que o gover­no está com­pro­me­ti­do com a agen­da ambi­en­tal e citou as metas cli­má­ti­cas apre­sen­ta­das pelo país no Acor­do de Paris, pro­me­ten­do zerar, até 2060, a emis­são de gases do efei­to estu­fa.

“A nos­sa tare­fa é enor­me, mas esta­mos fazen­do os nos­sos melho­res esfor­ços para encon­trar mei­os para imple­men­tar polí­ti­cas e pro­je­tos para que a Amazô­nia pos­sa alcan­çar seu ple­no poten­ci­al, para os bene­fí­ci­os da popu­la­ção mun­di­al e bra­si­lei­ra, enquan­to pre­ser­va seus recur­sos natu­rais”, dis­se.

Edi­ção: Fer­nan­do Fra­ga

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