...
segunda-feira ,17 junho 2024
Home / Mulher / MPRJ: 25% dos casos de violência contra mulher ocorrem na internet

MPRJ: 25% dos casos de violência contra mulher ocorrem na internet

Repro­du­ção: @Agência Bra­sil / EBC

Coordenadora da Ouvidoria da Mulher citou dados em CPI da Alerj


Publi­ca­do em 22/08/2023 — 00:07 Por Dou­glas Cor­rêa — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil* — Rio de Janei­ro

ouvir:

Cer­ca de 25% das denún­ci­as de vio­lên­cia con­tra mulher rece­bi­das pelo Minis­té­rio Públi­co do Rio Janei­ro (MPRJ) em 2023 apon­tam que os casos ocor­re­ram em ambi­en­te vir­tu­al, segun­do a coor­de­na­do­ra da Ouvi­do­ria da Mulher do MPRJ, Dina Maria Fur­ta­do de Men­don­ça Vel­lo­so. Do iní­cio do ano até ago­ra, a Ouvi­do­ria da Mulher rece­beu 1.626 denún­ci­as, sen­do que 411 esta­vam rela­ci­o­na­das à vio­lên­cia ciber­né­ti­ca.

“Den­tro des­se uni­ver­so de vio­lên­cia con­tra a mulher, a ciber­né­ti­ca é mui­to expres­si­va”, afir­mou a pro­mo­to­ra de Jus­ti­ça, ao par­ti­ci­par de oiti­va nes­ta segun­da-fei­ra (21) na Comis­são Par­la­men­tar de Inqué­ri­to (CPI) de Com­ba­te à Vio­lên­cia Ciber­né­ti­ca con­tra as Mulhe­res da Assem­bleia Legis­la­ti­va do Rio (Alerj).

A coor­de­na­do­ra acre­di­ta que o núme­ro de casos é mai­or, pois mui­tas víti­mas têm medo de denun­ci­ar. Ela cita que, em julho de 2023, dos 8.073 expe­di­en­tes aten­di­dos pela Ouvi­do­ria do MPRJ, ape­nas 125 tra­ta­vam de vio­lên­cia con­tra mulhe­res. Os canais de denún­cia são site, e‑mail e Sala Lilás. A ouvi­do­ria rea­li­za tam­bém cam­pa­nhas iti­ne­ran­tes, que são pre­sen­ci­ais, quan­do é iden­ti­fi­ca­do o aumen­to de rela­tos de mulhe­res. Segun­do ela, o MPRJ estu­da medi­das para que as mulhe­res se sin­tam segu­ras a denun­ci­ar sob ano­ni­ma­to.

A pre­si­den­te da CPI, depu­ta­da Martha Rocha (PDT), defen­de que os pro­fis­si­o­nais res­pon­sá­veis pelo pri­mei­ro aten­di­men­to às víti­mas pas­sem por capa­ci­ta­ção. “É neces­sá­rio uma inter­lo­cu­ção entre as áre­as da saú­de e edu­ca­ção para que o pro­fis­si­o­nal da emer­gên­cia médi­ca, no momen­to em que rece­be uma mulher com indí­ci­os de auto­mu­ti­la­ção, pos­sa ter a sen­si­bi­li­da­de para enca­mi­nhá-la ao tra­ta­men­to psi­co­ló­gi­co e mos­trar que ela pode ter sido víti­ma de vio­lên­cia ciber­né­ti­ca”, expli­cou.

A rela­to­ra da comis­são, depu­ta­da Índia Arme­lau (PL), abor­dou os peri­gos da expo­si­ção de cri­an­ças e ado­les­cen­tes em redes soci­ais, mes­mo com auto­ri­za­ção dos pais e res­pon­sá­veis. De acor­do com ela, há depoi­men­tos de influ­en­cers que dei­xa­ram de publi­car con­teú­dos na inter­net após rece­be­rem men­sa­gens de ódio. “Fico mui­to pre­o­cu­pa­da com as cri­an­ças que são expos­tas, prin­ci­pal­men­te no que diz res­pei­to à pedo­fi­lia e por­no­gra­fia infan­til”.

* Com infor­ma­ções da Alerj

Edi­ção: Caro­li­na Pimen­tel

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Risco de acidente em rodovias federais sob gestão pública é maior

Repro­du­ção: © Depar­ta­men­to Naci­o­nal de Infra­es­tru­tu­ra de Trans­por­tes — DNIT É o que mostra estudo …