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Novo governo terá 11 ministérios comandados por mulheres

Repro­du­ção: © José Cruz/Agência Bra­sil

Mulheres vão chefiar quase um terço da Esplanada dos Ministérios


Publi­ca­do em 31/12/2022 — 09:57 Por Pau­la Labois­siè­re – Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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O pre­si­den­te elei­to Luiz Iná­cio Lula da Sil­va con­cluiu esta sema­na a com­po­si­ção da Espla­na­da dos Minis­té­ri­os de seu pró­xi­mo gover­no. De um total de 37 pas­tas, 11 serão coman­da­das por mulhe­res. Quan­do ain­da esta­va em cam­pa­nha, Lula já havia se com­pro­me­ti­do a aumen­tar a par­ti­ci­pa­ção femi­ni­na no gover­no.

As seis pri­mei­ras minis­tras foram anun­ci­a­das pelo pre­si­den­te elei­to ao lon­go das duas últi­mas sema­nas: Luci­a­na San­tos vai che­fi­ar Ciên­cia e Tec­no­lo­gia; Nísia Trin­da­de, a Saú­de; Mar­ga­reth Mene­zes, a Cul­tu­ra; Cida Gon­çal­ves, o Minis­té­rio da Mulher; Ani­el­le Fran­co, a Igual­da­de Raci­al; e Esther Dweck, o Minis­té­rio da Ges­tão.

Outras cin­co minis­tras foram ofi­ci­a­li­za­das por Lula nes­ta quin­ta-fei­ra (29): Simo­ne Tebet assu­me o Pla­ne­ja­men­to; Mari­na Sil­va, o Meio Ambi­en­te; Sônia Gua­ja­ja­ra, o Minis­té­rio dos Povos Indí­ge­nas; Ana Moser, o Espor­te; e Dani­e­la do Wagui­nho, o Turis­mo. Todas devem assu­mir seus pos­tos no pró­xi­mo domin­go (1º).

Perfis

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e a futura ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, durante anúncio de novos ministros que comporão o governo.
Repro­du­ção: O pre­si­den­te elei­to, Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, e a futu­ra minis­tra da Ciên­cia e Tec­no­lo­gia, Luci­a­na San­tos. — Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Luci­a­na San­tos, nova minis­tra da Ciên­cia e Tec­no­lo­gia, é pre­si­den­te naci­o­nal do PCdoB e vice-gover­na­do­ra de Per­nam­bu­co.

Enge­nhei­ra ele­tri­cis­ta for­ma­da pela Uni­ver­si­da­de Fede­ral de Per­nam­bu­co (UFPE), foi secre­tá­ria esta­du­al de Ciên­cia, Tec­no­lo­gia e Meio Ambi­en­te e, como depu­ta­da fede­ral, inte­grou a Comis­são de Ciên­cia e Tec­no­lo­gia. Será a pri­mei­ra mulher a ocu­par o car­go de minis­tra da Ciên­cia e Tec­no­lo­gia.

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, lança a exposição interativa e acessível Vida e saúde: relações (in)visíveis, no Museu da Vida, em Manguinhos.
Repro­du­ção: A pre­si­den­te da Fun­da­ção Oswal­do Cruz (Fio­cruz), Nísia Trin­da­de — Fer­nan­do Frazão/Arquivo Agên­cia Bra­sil

Nísia Trin­da­de é pre­si­den­te da Fun­da­ção Oswal­do Cruz (Fio­cruz) des­de 2017. Dou­to­ra em soci­o­lo­gia e mes­tre em ciên­cia polí­ti­ca pelo Ins­ti­tu­to Uni­ver­si­tá­rio de Pes­qui­sas do Rio de Janei­ro, ela é gra­du­a­da em Ciên­ci­as Soci­ais pela Uni­ver­si­da­de do Esta­do do Rio de Janei­ro. Nísia lide­rou as ações da Fio­cruz no enfren­ta­men­to da pan­de­mia de covid-19 no Bra­sil e, no novo gover­no, assu­me o Minis­té­rio da Saú­de.

 

A cantora Margareth Menezes da Purificação, fala à imprensa no CCBB Brasília
Repro­du­ção: A can­to­ra Mar­ga­reth Mene­zes é a nova minis­tra da Cul­tu­ra — Anto­nio

Nova minis­tra da Cul­tu­ra, Mar­ga­reth Mene­zes é can­to­ra e com­po­si­to­ra. Come­çou sua car­rei­ra musi­cal em 1986. Em 2002, repre­sen­tou o Bra­sil na fes­ta de come­mo­ra­ção da inde­pen­dên­cia do Timor Les­te, que reu­niu can­to­res de lín­gua lusó­fa­na.

Em 2003, cri­ou a Asso­ci­a­ção Fábri­ca Cul­tu­ral, no intui­to de con­tri­buir para a cons­tru­ção cole­ti­va do reco­nhe­ci­men­to cul­tu­ral bai­a­no.

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e a futura ministra da Mulher, Cida Gonçalves, durante anúncio de novos ministros que comporão o governo.
Repro­du­ção: O pre­si­den­te elei­to, Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, e a futu­ra minis­tra da Mulher, Cida Gon­çal­ves,. — Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Cida Gon­çal­ves é ati­vis­ta dos direi­tos das mulhe­res e espe­ci­a­lis­ta em gêne­ro e em vio­lên­cia con­tra a mulher.

Natu­ral de Cam­po Gran­de (MS), é for­ma­da em publi­ci­da­de e pro­pa­gan­da e tra­ba­lha como con­sul­to­ra em polí­ti­cas públi­cas em gêne­ro e vio­lên­cia con­tra a mulher. Nos gover­nos Lula e Dil­ma, foi secre­tá­ria Naci­o­nal de Enfren­ta­men­to à Vio­lên­cia con­tra as Mulhe­res. Na nova ges­tão, ela assu­me o Minis­té­rio da Mulher.

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e a futura ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, durante anúncio de novos ministros que comporão o governo.
Repro­du­ção: O pre­si­den­te elei­to, Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, e a futu­ra minis­tra da Igual­da­de Raci­al, Ani­el­le Fran­co — Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Ani­el­le Fran­co é edu­ca­do­ra, jor­na­lis­ta e escri­to­ra. Dire­to­ra-exe­cu­ti­va do Ins­ti­tu­to Mari­el­le Fran­co, é irmã da ex-vere­a­do­ra do Rio de Janei­ro que dá nome à ins­ti­tui­ção e que foi mor­ta a tiros em 2018.

Ati­vis­ta, enca­be­ça o ins­ti­tu­to que tem como pro­pos­ta ins­pi­rar, conec­tar e poten­ci­a­li­zar mulhe­res negras, pes­so­as LGBTQIA+ e peri­fé­ri­cas. Vai coman­dar o Minis­té­rio da Igual­da­de Raci­al.

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e a futura ministra da Gestão, Esther Dweck, durante anúncio de novos ministros que comporão o governo.
Repro­du­ção: O pre­si­den­te elei­to, Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, e a futu­ra minis­tra da Ges­tão, Esther Dweck. — Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Esther Dweck é eco­no­mis­ta, escri­to­ra e pro­fes­so­ra do Ins­ti­tu­to de Eco­no­mia da Uni­ver­si­da­de Fede­ral do Rio de Janei­ro.

Entre junho de 2011 e mar­ço de 2016, atu­ou no Minis­té­rio do Pla­ne­ja­men­to, Orça­men­to e Ges­tão nos car­gos de che­fe da Asses­so­ria Econô­mi­ca e secre­tá­ria de Orça­men­to Fede­ral.

Assu­me o recém-cri­a­do Minis­té­rio da Ges­tão, fru­to da divi­são do atu­al Minis­té­rio da Eco­no­mia.

Simone Tebet participa de sabatina do Estadão/Faap
Repro­du­ção: Simo­ne Tebet assu­mi­rá o Minis­té­rio do Pla­ne­ja­men­to — Simo­ne Tebet / redes soci­ais

Nova minis­tra do Pla­ne­ja­men­to, Simo­ne Tebet é advo­ga­da, pro­fes­so­ra e polí­ti­ca bra­si­lei­ra fili­a­da ao MDB. Atu­al­men­te, é sena­do­ra pelo esta­do de Mato Gros­so do Sul, do qual tam­bém foi depu­ta­da esta­du­al, secre­tá­ria de gover­no e vice-gover­na­do­ra. Foi pre­si­den­te da Comis­são de Cons­ti­tui­ção e Jus­ti­ça do Sena­do (biê­nio 2019–2020), con­si­de­ra­da uma das mais impor­tan­tes da Casa.

O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, concede entrevista à imprensa, ao lado da ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora, Marina Silva
Repro­du­ção: Mari­na Sil­va vol­ta a che­fi­ar o Minis­té­rio do Meio Ambi­en­te — Reprodução/YouTube

Mari­na Sil­va é his­to­ri­a­do­ra, pro­fes­so­ra, psi­co­pe­da­go­ga, ambi­en­ta­lis­ta e polí­ti­ca bra­si­lei­ra fili­a­da à Rede.  Ao lon­go de sua car­rei­ra polí­ti­ca, foi sena­do­ra pelo Acre e minis­tra do Meio Ambi­en­te entre 2003 e 2008. Can­di­da­tou-se à Pre­si­dên­cia da Repú­bli­ca em 2010, 2014 e 2018. Em 1996, rece­beu o prê­mio Gold­man de Meio Ambi­en­te. Vol­ta a coman­dar a pas­ta do Meio Ambi­en­te.

Sônia Guajajara
Repro­du­ção: Sônia Gua­ja­ja­ra che­fi­a­rá a recém-cri­a­da pas­ta dos Povos Indí­ge­nas — REUTERS/Amanda Perobelli/Direitos Reser­va­dos

Sônia Gua­ja­ja­ra é líder indi­ge­nis­ta bra­si­lei­ra da Ter­ra Indí­ge­na Ara­ri­bóia, no Mara­nhão. For­ma­da em letras e em enfer­ma­gem, pós-gra­du­a­da em edu­ca­ção espe­ci­al e depu­ta­da fede­ral, foi coor­de­na­do­ra da Arti­cu­la­ção dos Povos Indí­ge­nas do Bra­sil e can­di­da­ta a vice-pre­si­den­te em 2018 pelo PSOL.

É a pri­mei­ra mulher indí­ge­na do país a assu­mir o car­go de minis­tra. Ela che­fi­a­rá a recém-cri­a­da pas­ta dos Povos Indí­ge­nas.

Brasília - A ex-atleta Ana Moser participa de sessão solene da Câmara dos Deputados pela educação pública de qualidade (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Repro­du­ção: A ex-atle­ta Ana Moser será a nova minis­tra do Espor­te  — Fabio Rodri­gues Pozzebom/Arquivo Agên­cia Bra­sil

Ana Moser é ex-atle­ta, meda­lhis­ta olím­pi­ca de vôlei e empre­en­de­do­ra soci­al. Há 20 anos, pre­si­de o Ins­ti­tu­to Espor­te e Edu­ca­ção, orga­ni­za­ção da soci­e­da­de civil que tem como obje­ti­vo imple­men­tar a meto­do­lo­gia do espor­te edu­ca­ci­o­nal em comu­ni­da­des de bai­xa ren­da. Inte­grou a equi­pe de tran­si­ção do gover­no elei­to e vai coman­dar o até então extin­to Minis­té­rio dos Espor­tes.

Daniela do Waguinho
Repro­du­ção: Dani­e­la do Wagui­nho assu­me o Minis­té­rio do Turis­mo — José Cruz/Agência Bra­sil

Dani­e­la Moté de Sou­za Car­nei­ro, conhe­ci­da como Dani­e­la do Wagui­nho, é peda­go­ga e depu­ta­da fede­ral ree­lei­ta pelo Rio de Janei­ro como a mais vota­da do esta­do. Fili­a­da ao União Bra­sil e casa­da com o pre­fei­to de Bel­ford Roxo, na Bai­xa­da Flu­mi­nen­se, Wag­ner dos San­tos Car­nei­ro, conhe­ci­do como Wagui­nho, foi secre­tá­ria muni­ci­pal de Assis­tên­cia Soci­al e Cida­da­nia. Vai coman­dar o Minis­té­rio do Turis­mo.

Outras mulheres

O futu­ro minis­tro da Fazen­da, Fer­nan­do Had­dad, anun­ci­ou nes­ta sex­ta-fei­ra (30) duas mulhe­res para pre­si­dir os prin­ci­pais ban­cos públi­cos bra­si­lei­ros.

Tar­ci­a­na Medei­ros assu­me o Ban­co do Bra­sil e Maria Rita Ser­ra­no, a Cai­xa Econô­mi­ca. Ambas são fun­ci­o­ná­ri­as de car­rei­ra das ins­ti­tui­ções que irão pre­si­dir.

Tar­ci­a­na Medei­ros têm 22 anos de car­rei­ra no Ban­co do Bra­sil. Ago­ra, tor­na-se a pri­mei­ra mulher a pre­si­dir o ban­co em mais de 200 anos de his­tó­ria da ins­ti­tui­ção, que foi fun­da­da ain­da na épo­ca do Impé­rio, em 1808. Atu­al­men­te, pos­sui car­go de geren­te exe­cu­ti­va na dire­to­ria de Cli­en­tes. Antes, foi supe­rin­ten­den­te comer­ci­al da BB Segu­ri­da­de, sub­si­diá­ria do ban­co. For­ma­da em admi­nis­tra­ção de empre­sas, é pós-gra­du­a­da em ges­tão, mar­ke­ting, lide­ran­ça e ino­va­ção.

Rita Ser­ra­no tem 33 anos de Cai­xa Econô­mi­ca Fede­ral, sen­do a atu­al repre­sen­tan­te dos empre­ga­dos elei­ta para o Con­se­lho de Admi­nis­tra­ção do ban­co esta­tal, car­go que ocu­pa des­de 2014. Entre diver­sas fun­ções, foi, de 2006 a 2012, pre­si­den­te do Sin­di­ca­to dos Ban­cá­ri­os do ABC Pau­lis­ta. Atu­al­men­te, é uma das líde­res do movi­men­to de defe­sa das empre­sas públi­cas.

Edi­ção: Líli­an Beral­do

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