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Número de mortes em desastre climático no RS sobe para 171

Repro­du­ção: © Rafa Neddermeyer/Agência Bra­sil

Segundo a Defesa Civil, 43 pessoas estão desaparecidas


Publicado em 01/06/2024 — 11:35 Por Felipe Pontes — Repórter da Agência Brasil — Brasília

O núme­ro de mor­tos em decor­rên­cia das for­tes chu­vas, enchen­tes e enxur­ra­das que atin­gem o Rio Gran­de do Sul des­de o fim de abril aumen­tou para 171, de acor­do com balan­ço divul­ga­do nes­te sába­do (1º) pela Defe­sa Civil gaú­cha.

De acor­do com os dados, o núme­ro de desa­pa­re­ci­dos caiu para 43, enquan­to o de feri­dos per­ma­ne­ce em 806. Outras 618 mil pes­so­as seguem desa­lo­ja­das, com 37.812 em abri­gos tem­po­rá­ri­os, mais de um mês des­de o iní­cio do mau tem­po. Ao todo, mais de 2,3 milhões de mora­do­res foram afe­ta­dos, em 475 muni­cí­pi­os.

As for­tes chu­vas que atin­gi­ram o esta­do come­ça­ram em 27 de abril, ten­do avan­ça­do na dire­ção nor­te por mais de uma sema­na. O mau tem­po dei­xou um ras­tro de enxur­ra­das e inun­da­ções, com mor­tes e des­trui­ção ao lon­go de rios como Taqua­ri, Sinos, Caí, Gra­va­taí, Par­do e Jacuí. Um imen­so volu­me d´água depois desem­bo­cou no Rio Guaí­ba, que banha a capi­tal Por­to Ale­gre.

O trans­bor­da­men­to do Guaí­ba inun­dou diver­sos bair­ros da capi­tal gaú­cha, pro­vo­can­do mor­tes e des­truin­do os bens de milha­res de famí­li­as. A água em segui­da con­ti­nu­ou em dire­ção à Lagoa dos Patos, pro­vo­can­do ala­ga­men­tos em cida­des como Rio Gran­de e Pelo­tas.

A infra­es­tru­tu­ra em todo o esta­do tam­bém ficou for­te­men­te com­pro­me­ti­da, com deze­nas de des­li­za­men­tos e pon­tes arras­ta­das, o que dei­xou milha­res de famí­li­as ilha­das. Até o momen­to, foram mais de 77 mil res­ga­tes. A rodo­viá­ria e o aero­por­to da capi­tal gaú­cha foram ala­ga­dos e para­ram de ope­rar.

Nes­te sába­do (1º), o nível do Guaí­ba ficou abai­xo da cota de inun­da­ção pela pri­mei­ra vez em um mês e pes­so­as em bair­ros como Humai­tá e Vila dos Far­ra­pos retor­nam para casa pela pri­mei­ra vez, encon­tran­do mui­to lixo e lama.

Edi­ção: Juli­a­na Andra­de

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