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Olimpíada: Aída dos Santos eterniza pés no Hall da Fama do COB

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Repro­du­ção: © Divulgação/COB

Ela é a primeira brasileira a disputar uma final olímpica


Publi­ca­do em 16/07/2021 — 00:47 Por Juli­a­no Jus­to — Repór­ter da TV Bra­sil e Rádio Naci­o­nal — São Paulo

Aída dos San­tos, pri­mei­ra mulher bra­si­lei­ra a dis­pu­tar uma final olím­pi­ca e 4º lugar no sal­to em altu­ra, nos Jogos de 1964 (Tóquio), eter­ni­zou os pés no Hall da Fama do Comi­tê Olím­pi­co do Bra­sil (COB) nes­ta quin­ta-fei­ra (15).

A cerimô­nia ocor­reu de for­ma res­tri­ta na sede do COB, na Bar­ra da Tiju­ca, Rio de Janei­ro. “Como mulher negra, e um dos mai­o­res exem­plos do Movi­men­to Olím­pi­co, Aída tem uma his­tó­ria que mere­ce ser reve­ren­ci­a­da, cele­bra­da e hon­ra­da por todas suas lutas, con­quis­tas e gló­ri­as. A pri­mei­ra mulher do Bra­sil a dis­pu­tar uma final olím­pi­ca e o 4º lugar dela no sal­to em altu­ra, em Tóquio 1964, obten­do o melhor resul­ta­do indi­vi­du­al de uma atle­ta bra­si­lei­ra nos Jogos Olím­pi­cos até Pequim 2008 é, sem dúvi­das, moti­vo de orgu­lho para todos nós”, afir­mou o pre­si­den­te do COB, Pau­lo Wan­der­ley Teixeira.

“Quan­do entrei para o atle­tis­mo nem sabia que tinham com­pe­ti­ções como Sul-Ame­ri­ca­no e Jogos Olím­pi­cos. Espor­te indi­vi­du­al tinha que ter índi­ce. Eu não esta­va com índi­ce. Fui com­pe­tir por aca­so e fiz o resul­ta­do. Hoje, os atle­tas têm psi­có­lo­go, nutri­ci­o­nis­ta. Eu via­ja­va de avião da FAB. Melho­rou o mate­ri­al huma­no, mas não os resul­ta­dos”, decla­rou a mais nova inte­gran­te do Hall da Fama. Se Aída pudes­se dar um con­se­lho aos atle­tas que par­ti­ci­pa­rão dos Jogos seria enfá­ti­ca: “Já que estão em Tóquio, é por­que mere­ce­ram. Sejam per­se­ve­ran­tes e pen­sem que são tão bons quan­tos os outros. Bri­guem pela meda­lha de ouro”.

Aída dos San­tos esta­va em com­pa­nhia da filha Vales­ki­nha, cam­peã olím­pi­ca de vôlei nos Jogos de 2008 (Pequim), quan­do rece­beu a home­na­gem. “Aída é uma refe­rên­cia. Hoje nós temos qua­tro atle­tas do atle­tis­mo no Hall da Fama e ela é a pri­mei­ra mulher. Tem um sim­bo­lis­mo mui­to gran­de. Em 2012, a Con­fe­de­ra­ção Bra­si­lei­ra de Atle­tis­mo ins­ti­tuiu uma meda­lha com o nome da Aída dos San­tos. Nos­sas atle­tas meda­lhis­tas em mun­di­ais e edi­ções de Jogos Olím­pi­cos rece­bem a meda­lha Aída dos San­tos. Isso mos­tra a dimen­são dela e sua refe­rên­cia para as mulhe­res. Ela era uma estre­la soli­tá­ria, e hoje ilu­mi­na com seu bri­lho todo o atle­tis­mo naci­o­nal”, con­cluiu o pre­si­den­te da Con­fe­de­ra­ção Bra­si­lei­ra de Atle­tis­mo, Wla­mir Lean­dro Mot­ta Campos.

Edi­ção: Fábio Lisboa

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