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Olimpíada Internacional do Desporto Escolar volta ao país após 10 anos

Repro­dução: © Cristi­na Índio do Brasil/Agência Brasil

Brasil compete com a maior delegação dos jogos


Pub­li­ca­do em 20/08/2023 — 09:57 Por Cristi­na Indio do Brasil — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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A cidade do Rio de Janeiro vai sedi­ar, mais uma vez, a Gym­nasi­ade, Olimpía­da do Desporto Esco­lar, que vai reunir, a par­tir deste domin­go (20), mais de 2 mil estu­dantes atle­tas da cat­e­go­ria sub-15 de 46 país­es de todos os con­ti­nentes. Segun­do o pres­i­dente da Con­fed­er­ação Brasileira do Desporto Esco­lar (CBDE) e vice-pres­i­dente da Fed­er­ação Inter­na­cional do Desporto Esco­lar (ISF), Antônio Hora Fil­ho, se forem com­putadas tam­bém todas as equipes de tra­bal­ho, as pes­soas que acom­pan­ham os atle­tas e famil­iares, o even­to envolve mais de 4 mil pes­soas.

“Nós somos esporte, mas não só esporte. Somos esporte edu­ca­cional. Nós uti­lizamos do esporte como uma fer­ra­men­ta de for­mação da cidada­nia e de edu­cação. Muitas vezes na nos­sa com­petição quem gan­ha não é o mais impor­tante. As exper­iên­cias acu­mu­ladas ao lon­go da com­petição fazem com que sejam mais impor­tantes”, disse em cole­ti­va nes­ta sex­ta-feira (18), no Cen­tro Olímpi­co de Tênis, no Par­que Olímpi­co da Bar­ra da Tiju­ca.

A maior del­e­gação é a do Brasil, com 404 mem­bros, sendo 323 estu­dantes atle­tas ‑161 mul­heres e 162 home­ns -, o que para Antônio Hora Fil­ho resul­ta das ações pró equidade desen­volvi­das pela enti­dade. “Sig­nifi­ca diz­er que a políti­ca de equidade da CBDE vem fazen­do efeitos bené­fi­cos para a nos­sa sociedade, incluin­do a mul­her defin­i­ti­va­mente no esporte”.

Hora Fil­ho lem­brou que essa é tam­bém a maior del­e­gação que o Brasil já apre­sen­tou em edições da Gym­nasi­ade. A expec­ta­ti­va do diri­gente é garan­tir um bom resul­ta­do. “Nas últi­mas Gym­nasi­ades sub-18, o Brasil, des­de 2013, sem­pre figu­ra entre os três país­es com maior número de medal­has no côm­puto ger­al. A nos­sa expec­ta­ti­va é estar no topo do quadro ger­al de medal­has e assim esper­amos porque esta­mos com­petindo em solo brasileiro, com todo o cli­ma e a tor­ci­da. Os atle­tas não terão prob­le­mas de adap­tação ao cli­ma e pressão psi­cológ­i­ca. A nos­sa del­e­gação está bas­tante numerosa. Nós acred­i­ta­mos que o Brasil pode voltar ao topo do quadro ger­al de medal­has. Essa é uma boa per­spec­ti­va para que as próx­i­mas ger­ações olímpi­cas sejam um reflexo dessas com­petições esco­lares”, disse o pres­i­dente da CBDE.

Depois do Brasil, a Chi­na é a del­e­gação com maior número de inte­grantes com mais de 200 com­po­nentes. O Chile é a ter­ceira, com 164 mem­bros, e os Esta­dos Unidos com 122 inscritos.

Na primeira edição do even­to no Brasil, em 2013, a sede foi Brasília. Naque­la edição os estu­dantes atle­tas eram da cat­e­go­ria sub-18.

“Não podemos esque­cer que é do esporte edu­ca­cional que sur­girão os tal­en­tos, e nós temos exem­p­los recentes. A nos­sa medal­hista da ginás­ti­ca Rebe­ca [Andrade], que gan­hou medal­ha de ouro nas Olimpíadas, a primeira medal­ha inter­na­cional que ela gan­hou foi em 2013 quan­do real­izamos Gym­nasi­ade sub-18 em Brasília, e ela se incian­do na sua vida esporti­va gan­hou a sua primeira medal­ha inter­na­cional na mes­ma pro­va que seis anos depois se trans­for­mou em campeã olímpi­ca. No desporto esco­lar, for­mar atle­tas é impor­tante, mas for­mar cidadãos é muito mais impor­tante”, disse Hora Fil­ho.

Para o pres­i­dente da Fed­er­ação Inter­na­cional do Desporto Esco­lar (ISF), o francês Lau­rent Petryn­ka, a par­tic­i­pação dos estu­dantes atle­tas é mais do que rep­re­sen­tar a própria modal­i­dade esporti­va. “Quan­do você com­pete nos even­tos da ISF, não está ape­nas rep­re­sen­tan­do o seu esporte, está rep­re­sen­tan­do a sua família, a sua cul­tura, o seu poten­cial”, disse, acres­cen­tan­do que uma das razões da ISF em orga­ni­zar essas com­petições é desen­volver nos estu­dantes os ver­dadeiros val­ores olímpi­cos.

A maior com­petição mundi­al do desporto esco­lar é orga­ni­za­da pela ISF em parce­ria com a CBDE, com apoio do Sesc Rio; da Fed­er­ação de Esportes Estu­dan­tis do Rio de Janeiro (FEERJ); do gov­er­no do esta­do do Rio de Janeiro, por meio da Sec­re­taria de Esta­do de Esporte e Laz­er; e do gov­er­no fed­er­al, por meio do Min­istério do Esporte.

A min­is­tra do Esporte, Ana Moser, deve par­tic­i­par da cer­imô­nia de aber­tu­ra no domin­go. O mas­cote dessa vez será um pás­saro car­i­o­ca, chama­do Rio, que teve o nome escol­hi­do em uma con­sul­ta entre os par­tic­i­pantes.

A ISF U15 Gym­nasi­ade 2023 terá 18 modal­i­dades: tiro com arco, atletismo, bad­minton, bas­quete 3x3, boxe, caratê, dança esporti­va, esgri­ma, ginás­ti­ca artís­ti­ca, ginás­ti­ca rít­mi­ca, judô, ori­en­tação, natação par­alímpi­ca, natação, tênis de mesa, taek­won­do, wrestling e xadrez.

As com­petições serão real­izadas na quin­ta-feira (24) e na sex­ta-feira (25), com encer­ra­men­to do even­to no sába­do (26). O retorno das del­e­gações para os seus país­es está pre­vis­to para os dias 27 e 28.

As provas serão dis­putadas nas are­nas car­i­o­cas 1 e 2, no Cen­tro Olímpi­co de Tênis e Vila Olímpi­ca, insta­l­a­dos no Par­que Olímpi­co da Bar­ra da Tiju­ca; na Are­na da Juven­tude, no Com­plexo Esporti­vo de Deodoro; e no Com­plexo Esporti­vo da Uni­ver­si­dade da Força Aérea (Uni­fa), em Sula­cap. Todos ess­es equipa­men­tos estão na zona oeste da cidade.

O secretário de esta­do de Esporte e Laz­er do Rio de Janeiro, Rafael Pic­ciani, incen­ti­va a pre­sença do públi­co lem­bran­do que os ingres­sos para assi­s­tir as com­petições são grátis. “A grande opor­tu­nidade de con­vi­dar a pop­u­lação para vir vibrar e assi­s­tir ess­es atle­tas com­petindo. Muitos deles, quan­do com­petem fora do Rio, não têm opor­tu­nidade de levar um par­ente para assisti-los, pelo cus­to, difi­cul­dade logís­ti­ca e pelo cal­endário. Essa vai ser uma grande opor­tu­nidade de nós ver­mos ess­es atle­tas com­petindo e de traz­er para per­to a comu­nidade esporti­va que o Rio de Janeiro pos­sui, e mais uma vez ocu­par essas are­nas olímpi­cas, daqui­lo de mais mar­cantes que nós temos que é a ale­gria e a recep­tivi­dade do povo brasileiro”, disse.

Atividades culturais

Hora Fil­ho infor­mou que na quar­ta-feira (23) as com­petições serão inter­romp­i­das para os atle­tas par­tic­i­parem do Dia Cul­tur­al e Noite das Nações, quan­do con­hecerão a cidade do Rio de Janeiro, em espe­cial os pon­tos turís­ti­cos e cartões postais como Cor­co­v­a­do, Pão de Açú­car e a Pra­ia de Copaca­bana. Na noite, a intenção é que as del­e­gações expon­ham os obje­tos típi­cos das cul­turas de seus país­es para tro­cas e inter­câm­bio entre os par­tic­i­pantes. “Cada país tem que traz­er uma apre­sen­tação cul­tur­al, uma comi­da típi­ca para faz­er­mos uma grande inter­ação cul­tur­al”, disse Hora Fil­ho.

O even­to terá tam­bém a Fun Fest com pro­gra­mações diárias de entreten­i­men­to. “Todos os serviços estão mon­ta­dos para causar a mel­hor exper­iên­cia pos­sív­el para os par­tic­i­pantes”, disse o pres­i­dente da CBDE.

Para­le­lo às com­petições, na direção do desen­volvi­men­to esco­lar, haverá palestras e cur­sos em diver­sos setores. Na área de retorno social, a Gym­nasi­ade ofer­e­cerá cur­sos para pro­fes­sores da rede públi­ca de ensi­no das redes munic­i­pal e estad­ual do Rio de Janeiro, com ativi­dades online e pres­en­ci­ais.

Fer­nan­do Soares, de 15 anos de idade, atle­ta do bas­quete 3x3 da del­e­gação brasileira, agrade­ceu por poder par­tic­i­par da com­petição e aos pais por tê-lo sem­pre apoia­do no esporte. “Acho que é mere­ci­do a gente estar aqui. Obri­ga­do pela orga­ni­za­ção de vocês todos. Vai ser um even­to incrív­el e muito maneiro para o Brasil”, disse, acres­cen­tan­do que está muito ansioso.

“Estou muito feliz por esta opor­tu­nidade de chegar ao meu primeiro mundi­al. Vou dar o meu mel­hor. Quero agrade­cer a todos da CBDE por esta opor­tu­nidade”, disse Yas­mim Nasci­men­to, da equipe de bad­minton. A atle­ta, morado­ra da comu­nidade da Chacrin­ha, da Praça Seca, zona oeste do Rio de Janeiro, disse que está mais ansiosa com a Gym­nasi­ade do que da sem­ana de provas na esco­la.

Ouça na Radioagên­cia Nacional:

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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