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ONU: Braille é essencial para plena realização dos direitos humanos

Repro­du­ção: © Myri­ams Foto/Pixabay

Dia mundial do sistema de escrita e leitura é comemorado hoje


Publi­ca­do em 04/01/2024 — 07:38 Por Pau­la Labois­siè­re — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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Mes­mo em cir­cuns­tân­ci­as nor­mais, pes­so­as com defi­ci­ên­cia têm menos chan­ce de aces­sar ser­vi­ços de saú­de, edu­ca­ção e empre­go. De acor­do com a Orga­ni­za­ção das Nações Uni­das (ONU), é mais pro­vá­vel que elas vivam na pobre­za, regis­trem taxas mais ele­va­das de vio­lên­cia, negli­gên­cia e abu­so e este­jam entre os mais mar­gi­na­li­za­dos. No caso de defi­ci­en­tes visu­ais, a pan­de­mia de covid-19, segun­do a enti­da­de, mos­trou a impor­tân­cia de pro­du­zir infor­ma­ção essen­ci­al em for­ma­tos aces­sí­veis, incluin­do brail­le e for­ma­tos sono­ros.  

“Mui­tas pes­so­as com defi­ci­ên­cia pode­ri­am enfren­tar ris­co mai­or de con­ta­mi­na­ção devi­do à fal­ta de aces­so a ori­en­ta­ções e pre­cau­ções para pro­te­ger e redu­zir a pro­pa­ga­ção de uma pan­de­mia. A covid-19 tam­bém enfa­ti­zou a neces­si­da­de de inten­si­fi­car todas as ati­vi­da­des rela­ci­o­na­das com a aces­si­bi­li­da­de digi­tal para garan­tir a inclu­são digi­tal de todos”, des­ta­cou a ONU. No Dia Mun­di­al do Brail­le, lem­bra­do nes­ta quin­ta-fei­ra (4), a pro­pos­ta é ampli­ar a cons­ci­en­ti­za­ção do Brail­le como meio de comu­ni­ca­ção para a ple­na rea­li­za­ção dos direi­tos huma­nos de pes­so­as com defi­ci­ên­cia visu­al.

Entenda

O Sis­te­ma Brail­le foi cri­a­do em 1825 pelo fran­cês Louis Brail­le, que ficou cego aos 3 anos em razão de um aci­den­te que cau­sou infec­ção nos dois olhos. A ver­são mais conhe­ci­da da escri­ta data de 1837. O sis­te­ma per­mi­te a comu­ni­ca­ção em vári­as lín­guas.

Dia Mundial do Braille: 4 de janeiro. Como está o ensino do Braille no país? Como os cegos aprendem a ler e escrever? O Braille é ensinado nas escolas públicas do Brasil? Qual a participação do governo federal neste processo? Foto: Freepik
Repro­du­ção: Dia Mun­di­al do Brail­le é come­mo­ra­do em 4 de janei­ro — Foto Fre­e­pik

For­ma­do por sím­bo­los alfa­bé­ti­cos e numé­ri­cos, o sis­te­ma pos­si­bi­li­ta a escri­ta e a lei­tu­ra, por meio da com­bi­na­ção de um a seis pon­tos. A lei­tu­ra, com uma ou ambas as mãos, se faz da esquer­da para a direi­ta. Os pon­tos em rele­vo obe­de­cem a medi­das padrão e a dimen­são da cela brail­le cor­res­pon­de à uni­da­de de per­cep­ção da pon­ta dos dedos.

No Bra­sil, o brail­le foi intro­du­zi­do por José Álva­res de Aze­ve­do, ide­a­li­za­dor da pri­mei­ra esco­la para o ensi­no de pes­so­as cegas no país, o Impe­ri­al Ins­ti­tu­to de Meni­nos Cegos, atu­al Ben­ja­min Cons­tant. Em 8 de abril, ani­ver­sá­rio de Aze­ve­do, é come­mo­ra­do o Dia Naci­o­nal do Brail­le.

A ONU des­ta­ca que o brail­le é con­si­de­ra­do essen­ci­al no con­tex­to da edu­ca­ção, da liber­da­de de expres­são e de opi­nião, bem como da inclu­são soci­al, con­for­me pre­vis­to na Con­ven­ção sobre os Direi­tos das Pes­so­as com Defi­ci­ên­cia.

Números

Con­di­ções ocu­la­res são con­si­de­ra­das extre­ma­men­te comuns. A Orga­ni­za­ção Mun­di­al da Saú­de (OMS) esti­ma que pelo menos 1 bilhão de pes­so­as em todo o mun­do apre­sen­tam algum tipo de defi­ci­ên­cia visu­al, seja para enxer­gar de per­to ou de lon­ge, que pode­ria ter sido evi­ta­da ou que ain­da não foi solu­ci­o­na­da.

“As pes­so­as com defi­ci­ên­cia visu­al têm mai­or pro­ba­bi­li­da­de do que as que não têm de sofrer taxas mais ele­va­das de pobre­za e des­van­ta­gem. Não satis­fa­zer as suas neces­si­da­des ou não cum­prir os seus direi­tos tem con­sequên­ci­as de amplo alcan­ce: a per­da de visão repre­sen­ta, mui­tas vezes, uma vida intei­ra de desi­gual­da­de, pro­ble­mas de saú­de e bar­rei­ras à edu­ca­ção e ao empre­go”, aler­tou a ONU.

Edi­ção: Gra­ça Adju­to

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