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Para evitar golpes, consumidor deve ficar atento nas compras

Repro­du­ção: © Tânia Rêgo/Agência Bra­sil

Fim de ano é época de muito movimento nas lojas


Publi­ca­do em 17/12/2022 — 10:00 Por Lud­mi­la Sou­za — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — São Pau­lo

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Nes­ta épo­ca do ano, com o rece­bi­men­to da segun­da par­ce­la do 13º salá­rio, é o momen­to de milha­res de bra­si­lei­ros irem ao vare­jo de rua, shop­pings e no e‑commerce em bus­ca de com­pras para o Natal. 

Mas, nes­te perío­do, os con­su­mi­do­res devem redo­brar a aten­ção já que qua­dri­lhas espe­ci­a­li­za­das em apli­car gol­pes onli­ne e tam­bém no comér­cio de rua se apro­vei­tam da pres­sa dos con­su­mi­do­res em fina­li­zar a lis­ta de pre­sen­tes para rou­bar dados pes­so­ais e cau­sar pre­juí­zo.

A aglo­me­ra­ção e a dis­tra­ção na hora de pagar com­pras em comér­ci­os de rua cri­am o ambi­en­te ide­al para que gol­pis­tas des­cu­bram a senha e tro­quem o car­tão.

A Fede­ra­ção Bra­si­lei­ra de Ban­cos (Febra­ban) aler­ta que, nes­ta épo­ca do ano, tam­bém são comuns abor­da­gens de cri­mi­no­sos com pági­nas fal­sas que simu­lam e‑commerce; pro­mo­ções ine­xis­ten­tes envi­a­das por e‑mails, SMS e men­sa­gens de What­sApp e a cri­a­ção de per­fis fal­sos que inves­tem em mídia para apa­re­cer em pági­nas de bus­cas e sto­ri­es (his­tó­ri­as) de redes soci­ais.

“Os arti­fí­ci­os são inú­me­ros, como men­sa­gens que afir­mam que a con­ta do cli­en­te está irre­gu­lar, o car­tão que ultra­pas­sou o limi­te ou ain­da a neces­si­da­de da atu­a­li­za­ção de token. Com infor­ma­ções pes­so­ais dos cli­en­tes em mãos, os ban­di­dos fazem tran­sa­ções, bur­lam blo­quei­os de segu­ran­ça e des­blo­quei­am novos car­tões”, aler­ta o dire­tor do Comi­tê de Pre­ven­ção a Frau­des da Fede­ra­ção Bra­si­lei­ra de Ban­cos (Febra­ban), Adri­a­no Vol­pi­ni.

A enti­da­de e os ban­cos têm fei­to cam­pa­nhas e ações de cons­ci­en­ti­za­ção em canais de comu­ni­ca­ção com os cli­en­tes para ori­en­tar a popu­la­ção a se pre­ve­nir de frau­des. Nas redes da Febra­ban, a comu­ni­ca­ção con­tra frau­des e gol­pes pros­se­gue de for­ma inin­ter­rup­ta por meio do site.

Dicas de segurança para o Natal

No ambi­en­te vir­tu­al:

Nun­ca cli­que em links. Digi­te você mes­mo o ende­re­ço da loja no nave­ga­dor de inter­net.

Des­con­fie de abor­da­gens em que alguém diga que há uma gran­de opor­tu­ni­da­de de com­pra, pedin­do que o paga­men­to seja fei­to naque­le momen­to para que o cli­en­te não per­ca o pro­du­to.

Des­con­fie das pro­mo­ções cujos pre­ços sejam mui­to meno­res que o valor real do pro­du­to. Pes­qui­se a média de pre­ços em vári­os sites.

Nun­ca cli­que em links rece­bi­dos em e‑mails, men­sa­gens de What­sApp e pelo SMS. Fique aten­to ao e‑mail do reme­ten­te. Empre­sas de gran­de por­te não uti­li­zam con­tas pri­va­das como @gmail, @hotmail ou @terra e enti­da­des públi­cas sem­pre usam @gov.br ou @org.br.

Sem­pre use o car­tão vir­tu­al para rea­li­zar com­pras na inter­net.

Se for pagar com Pix, sem­pre faça o paga­men­to den­tro do ambi­en­te da loja vir­tu­al. Quan­do o vare­jis­ta for­ne­cer o códi­go QR Code, con­fi­ra com aten­ção todos os dados do paga­men­to e se a loja esco­lhi­da é real­men­te quem irá rece­ber o dinhei­ro. Só após essa che­ca­gem deta­lha­da, faça a trans­fe­rên­cia.

Se for pagar a com­pra com bole­to, con­fi­ra quem é a empre­sa bene­fi­ciá­ria que apa­re­ce no momen­to do paga­men­to do bole­to, no apli­ca­ti­vo ou site do ban­co. Se o nome for dife­ren­te da mar­ca ou empre­sa onde a com­pra foi fei­ta, a tran­sa­ção não deve ser con­cluí­da.

Tome cui­da­do com com­pras nas redes soci­ais. O con­su­mi­dor deve veri­fi­car se a pági­na tem selo de auten­ti­ca­ção, núme­ro de segui­do­res com­pa­tí­veis e tam­bém comen­tá­ri­os de outros com­pra­do­res sobre as com­pras e pra­zos de entre­gas.

Nun­ca uti­li­ze dados pes­so­ais como senha (ex. data de ani­ver­sá­rio, pla­ca de car­ro etc), nem núme­ros repe­ti­dos ou sequen­ci­ais (ex. 1111 ou 1234), nem ano­te senhas em papel, no celu­lar, no com­pu­ta­dor ou em e‑mails.

Cui­da­do com o que com­par­ti­lha nas redes soci­ais. Um sim­ples post pode dar mui­tas infor­ma­ções para gol­pis­tas. O que você com­par­ti­lha pode aju­dar ban­di­dos a conhe­ce­rem seu per­fil e com­por­ta­men­to;

Sem­pre ati­ve a fun­ção de segu­ran­ça “duplo fator de auten­ti­ca­ção” em suas con­tas na inter­net que ofe­re­cem essa opção: e‑mail, redes soci­ais, apli­ca­ti­vos e sis­te­mas ope­ra­ci­o­nais.

Nun­ca use um com­pu­ta­dor públi­co ou de um estra­nho para efe­tu­ar com­pras. Nun­ca colo­que seus dados ban­cá­ri­os

Em lojas físi­cas, shop­pings e comér­ci­os de rua:

Pas­se você mes­mo o car­tão na maqui­ni­nha em vez de entre­gá-lo para outra pes­soa.

Sem­pre con­fi­ra o valor da com­pra na maqui­ni­nha antes de digi­tar a sua senha. E pro­te­ja o códi­go de segu­ran­ça.

Ao ter­mi­nar de rea­li­zar uma com­pra na maqui­ni­nha, veri­fi­que o nome no car­tão para ter cer­te­za de que real­men­te é o seu. Gol­pis­tas podem se apro­vei­tar de dis­tra­ções para tro­car o seu car­tão.

Edi­ção: Kle­ber Sam­paio

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