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PF investiga grupo que usava Correios para traficar animais

Repro­du­ção: © Ins­ti­tu­to Vital Brazil/Direitos reser­va­dos

Espécies apreendidas poderiam colocar fauna em risco


Publicado em 28/05/2024 — 10:02 Por Pedro Peduzzi — Repórter da Agência Brasil — Brasília

A Polí­cia Fede­ral inves­ti­ga gru­po que usa­va os Cor­rei­os para fazer trá­fi­co ile­gal de ani­mais. Entre os rép­teis exó­ti­cos comer­ci­a­li­za­dos esta­vam alguns que, se fos­sem sol­tos, ame­a­ça­ri­am espé­ci­es nati­vas, poden­do desen­ca­de­ar, inclu­si­ve, o sur­gi­men­to de novas doen­ças no país.

Dois man­da­dos de bus­ca estão sen­do cum­pri­dos nes­ta ter­ça-fei­ra (28), por deter­mi­na­ção da 17ª Vara Fede­ral da Seção Judi­ciá­ria da Bahia, no muni­cí­pio de Ser­ri­nha. Os ani­mais apre­en­di­dos pela Ope­ra­ção Oju­a­ra têm como des­ti­no o Cen­tro de Tri­a­gem de Ani­mais Sil­ves­tres, do Ins­ti­tu­to do Meio Ambi­en­te e Recur­sos Hídri­cos, para rea­bi­li­ta­ção visan­do sua devo­lu­ção à natu­re­za.

Segun­do a PF, “alguns rép­teis exó­ti­cos comer­ci­a­li­za­dos pelos inves­ti­ga­dos, caso sol­tos, além de ame­a­çar espé­ci­es nati­vas da região, podem trans­mi­tir para­si­tas noci­vos e desen­ca­de­ar o sur­gi­men­to de novas doen­ças no país”.

Cobras

Entre os ani­mais apre­en­di­dos, a Polí­cia Fede­ral des­ta­ca cobras do gêne­ro píton, natu­rais da Ásia. “Elas podem dizi­mar a fau­na local, por vive­rem 30 anos, não terem pre­da­do­res no Bra­sil e são capa­zes de repro­du­zir-se por si só”, deta­lhou.

“Regis­tra-se que o trá­fi­co de ani­mais, sil­ves­tres ou exó­ti­cos, cau­sa enor­me pre­juí­zo à fau­na bra­si­lei­ra, cri­an­do gra­ves dese­qui­lí­bri­os ambi­en­tais, inclu­si­ve em ecos­sis­te­mas pro­te­gi­dos, poden­do expor deter­mi­na­das espé­ci­es ao ris­co de extin­ção”, acres­cen­tou nota da PF.

Ain­da segun­do a ins­ti­tui­ção, a inves­ti­ga­ção teve iní­cio com a apre­en­são de diver­sos rép­teis na Agên­cia Cen­tral dos Cor­rei­os na cida­de de Simões Filho, na Bahia. Lá, foi detec­ta­da a pre­sen­ça de “obje­tos pos­tais, iden­ti­fi­ca­dos frau­du­len­ta­men­te, que con­ti­nham car­ga viva”.

Ao lon­go das inves­ti­ga­ções, cons­ta­tou-se a exis­tên­cia de uma “rede cri­mi­no­sa for­ma­da por cri­a­do­res clan­des­ti­nos de ani­mais da fau­na sil­ves­tre e exó­ti­ca”. Eles teri­am comer­ci­a­li­za­do por meio da inter­net e uti­li­za­vam os Cor­rei­os para fazer a entre­ga.

Se con­fir­ma­das as sus­pei­tas, os inves­ti­ga­dos res­pon­de­rão pelos cri­mes de trá­fi­co e maus-tra­tos de ani­mais; intro­du­ção de espé­ci­me ani­mal no país, sem auto­ri­za­ção e recep­ta­ção e fal­si­da­de ide­o­ló­gi­ca. Soma­das, as penas podem che­gar a 12 anos de reclu­são.

Edi­ção: Kle­ber Sam­paio

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