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PF oferece apoio ao Equador para rastrear facções criminosas

Repro­du­ção: © REUTERS/Vicente Gai­bor del Pino

Polícias de 16 países latino-americanos debateram onda de violência


Publi­ca­do em 12/01/2024 — 21:41 Por Pedro Rafa­el Vile­la — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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Repre­sen­tan­tes de for­ças poli­ci­ais de 16 paí­ses lati­no-ame­ri­ca­nos se reu­ni­ram nes­ta sex­ta-fei­ra (12), por meio de vide­o­con­fe­rên­cia, para dis­cu­tir saí­das para a onda de vio­lên­cia que asso­la o Equa­dor. O encon­tro extra­or­di­ná­rio da Comu­ni­da­de de Polí­ci­as das Amé­ri­cas, a Ame­ri­pol, foi con­vo­ca­do pelo dire­tor-geral da Polí­cia Fede­ral, Andrei Rodri­gues, que tam­bém é secre­tá­rio-exe­cu­ti­vo da enti­da­de inter­na­ci­o­nal que reú­ne cor­po­ra­ções poli­ci­ais do con­ti­nen­te.

A cri­se de segu­ran­ça públi­ca no Equa­dor, que já dura alguns anos, é resul­ta­do da atu­a­ção de fac­ções cri­mi­no­sas do nar­co­trá­fi­co. Cer­ca de 13 pes­so­as mor­re­ram nos últi­mos dias, em meio a motins, seques­tros e con­fron­tos.

Os par­ti­ci­pan­tes da reu­nião apro­va­ram o enca­mi­nha­men­to de pro­pos­tas que inclu­em o inter­câm­bio de infor­ma­ções de inte­li­gên­cia para o enfre­ta­men­to do cri­me orga­ni­za­do, a dis­po­ni­bi­li­za­ção de equi­pa­men­tos de inte­li­gên­cia, o apoio na iden­ti­fi­ca­ção dos pre­sos do sis­te­ma peni­ten­ciá­rio equa­to­ri­a­no e a ofer­ta de cur­sos de des­ca­pi­ta­li­za­ção do cri­me orga­ni­za­do. Este últi­mo tema é uma das espe­ci­a­li­da­des da PF bra­si­lei­ra. Todos os paí­ses enca­mi­nha­rão as pro­pos­tas de coo­pe­ra­ção poli­ci­al à secre­ta­ria-exe­cu­ti­va da Ame­ri­pol, que for­ma­li­za­rá o envio ao Equa­dor até este sába­do (13).

As for­ças poli­ci­ais que par­ti­ci­pa­ram da reu­nião da Ame­ri­pol são: Gen­dar­me­ria Argen­ti­na; Polí­cia Fede­ral do Bra­sil; Polí­cia Naci­o­nal do Equa­dor; Polí­cia Boli­vi­a­na; CICPC/Venezuela; Polí­cia Naci­o­nal do Uru­guai; Polí­cia Naci­o­nal da Colôm­bia; Polí­cia Naci­o­nal do Peru; Cara­bi­ne­ros de Chi­le; Polí­cia de Inves­ti­ga­ções (PDI) do Chi­le; Polí­cia Naci­o­nal do Hai­ti; Polí­cia Naci­o­nal da Repú­bli­ca Domi­ni­ca­na; Polí­cia Naci­o­nal de Hon­du­ras; For­ça Publi­ca da Cos­ta Rica; Poli­cia Fede­ral da Argen­ti­na; Polí­cia Naci­o­nal do Para­guai; Polí­cia Naci­o­nal de Beli­ze e Polí­cia Naci­o­nal da Gua­te­ma­la.

Escritório no Equador

Um dos temas dis­cu­ti­dos, com a par­ti­ci­pa­ção da minis­tra do Inte­ri­or do Equa­dor, Moni­ca Palen­cia, foi a cri­a­ção de uma adi­dân­cia da PF bra­si­lei­ra no país andi­no. A ideia, como isso, é que a PF tra­ba­lhe em uma coo­pe­ra­ção estrei­ta com as for­ças poli­ci­ais do país.

Além do dire­tor-geral Andrei Rodri­gues, da PF, par­ti­ci­pa­ram da reu­nião o vice-pre­si­den­te da Inter­pol para as Amé­ri­cas, Val­decy Urqui­za; além de Fábio Mer­tens, coor­de­na­dor-geral de coo­pe­ra­ção poli­ci­al. Tam­bém esti­ve­ram pre­sen­tes repre­sen­tan­tes do Minis­té­rio das Rela­ções Exte­ri­o­res e da Asses­so­ria Espe­ci­al da Pre­si­dên­cia da Repú­bli­ca.

O Tra­ta­do de Cons­ti­tui­ção da Comu­ni­da­de de Polí­ci­as da Amé­ri­ca (Ame­ri­pol) é recen­te. Foi assi­na­do em novem­bro do ano pas­sa­do, em Bra­sí­lia. A enti­da­de, cuja sede fica em Bogo­tá (Colôm­bia), ser­ve como meca­nis­mo de coo­pe­ra­ção e tro­ca de infor­ma­ções entre as polí­ci­as e for­ças de segu­ran­ça dos paí­ses das Amé­ri­cas.

Edi­ção: Caro­li­na Pimen­tel

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