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PM apura possíveis abusos em abordagem a adolescentes negros no Rio

Repro­dução: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Jovens são filhos de diplomatas e faziam turismo na cidade


Publicado em 05/07/2024 — 10:00 Por Vitor Abdala — Repórter da Agência Brasil — Rio de Janeiro

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As polí­cias Civ­il e Mil­i­tar estão inves­ti­gan­do se hou­ve exces­sos na abor­dagem fei­ta por poli­ci­ais mil­itares a três ado­les­centes negros na por­ta de um pré­dio, em Ipane­ma, zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Rha­iana Ron­don, mãe do meni­no bran­co que esta­va jun­to com os três, acusa os poli­ci­ais de terem feito uma “abor­dagem despro­por­cional”, racial e crim­i­nosa”.

Tex­to escrito por Rha­iana foi divul­ga­do pelo cun­hado dela, o jor­nal­ista Guga Noblat, que é tio do meni­no bran­co, em suas redes soci­ais. Segun­do o rela­to de Rha­iana, os três ado­les­centes negros, ami­gos de seu fil­ho, são fil­hos de diplo­matas do Canadá, Gabão e Burk­i­na Faso.

Um vídeo mostra os poli­ci­ais chegan­do com armas em pun­ho e colo­can­do os ado­les­centes con­tra a parede. De acor­do com Rha­iana, os qua­tro foram deixar um ami­go na por­ta de casa, na Rua Pru­dente de Moraes, quan­do foram abrup­ta­mente abor­da­dos por PMs “arma­dos com fuzis e pis­to­las” que “sem per­gun­tar nada, encostaram os meni­nos (menores de idade) no muro do con­domínio”.

No rela­to de Rha­iana, pub­li­ca­do por Noblat, os ado­les­centes negros são estrangeiros e não enten­der­am o que os poli­ci­ais dis­ser­am, por isso não con­seguiram respon­der às per­gun­tas. Depois que o fil­ho dela expli­cou que eles eram de Brasília e estavam a tur­is­mo, os poli­ci­ais perce­ber­am o erro, segun­do ela, e lib­er­aram os meni­nos, aler­tan­do para que eles não andassem na rua nova­mente, para evi­tar novas abor­da­gens.

A asses­so­ria de impren­sa da Polí­cia Mil­i­tar afir­mou que os poli­ci­ais envolvi­dos na ação por­tavam câmeras cor­po­rais e que as ima­gens serão anal­isadas para con­statar se hou­ve algum exces­so por parte dos agentes.

“Em todos os cur­sos de for­mação, a Sec­re­taria de Esta­do de Polí­cia Mil­i­tar insere nas grades cur­ric­u­lares como pri­or­i­dade abso­lu­ta dis­ci­plinas como Dire­itos Humanos, Éti­ca, Dire­ito Con­sti­tu­cional e Leis Espe­ci­ais para as praças e ofi­ci­ais que inte­gram o efe­ti­vo da Cor­po­ração”, diz nota divul­ga­da pela PM.

A Polí­cia Civ­il infor­mou que depois da veic­u­lação de notí­cias sobre o ocor­ri­do, a Del­e­ga­cia Espe­cial de Apoio ao Tur­is­mo (Deat) ini­ciou uma inves­ti­gação. Agentes bus­carão ouvir os ado­les­centes abor­da­dos.

Edição: Maria Clau­dia

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