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Polícia do RJ relata à Justiça cenário de guerra na Operação Contenção

Relatório foi encaminhado pela Polícia Civil à Vara Criminal

André Richter — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 14/11/2025 — 17:45
Brasília
Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, após ação policial da Operação Contenção. Foto: Eusébio Gomes/TV Brasil
Repro­dução: © Eusébio Gomes/TV Brasil

A Polí­cia Civ­il do Rio de Janeiro rela­tou à Justiça um “cenário de guer­ra” durante a Oper­ação Con­tenção, real­iza­da no dia 28 de out­ubro, para o cumpri­men­to de man­da­dos de prisão con­tra pes­soas que seri­am lig­adas à orga­ni­za­ção crim­i­nosa Coman­do Ver­mel­ho.

O rela­to está em um relatório cir­cun­stan­ci­a­do elab­o­ra­do pela Poli­cia Civ­il e envi­a­do à 42ª Vara Crim­i­nal da Cap­i­tal, respon­sáv­el pela emis­são dos man­da­dos que basear­am a oper­ação, que deixou 121 mor­tos.

“Cumpre salien­tar, pre­lim­i­n­ar­mente, que a ação deflagra­da se deu em um cenário de guer­ra e alta com­plex­i­dade opera­cional, con­forme ampla­mente divul­ga­do pela mídia”, diz o relatório.

A polí­cia rela­tou que o tra­bal­ho do cumpri­men­to dos man­da­dos de prisão e de bus­ca a apreen­são pre­cisou ser inter­rompi­do dev­i­do ao inten­so tiroteio. Os poli­ci­ais afir­maram que várias equipes foram ata­cadas simul­tane­a­mente e não con­seguiram cumprir todos os man­da­dos.

“Diver­sas equipes pre­cis­aram deixar a comu­nidade em razão de prisões em fla­grante deli­to e apreen­sões diver­sas, o que ense­jou uma mudança de plane­ja­men­to para asse­gu­rar a inte­gri­dade das equipes que per­manece­r­am no teatro de oper­ações”, afir­mou a polí­cia.

A cor­po­ração tam­bém anex­ou uma lista com sete endereços em que hou­ve prisões e apreen­sões de dro­gas ou insumos para fab­ri­cação, além de tele­fones celu­lares, cader­nos com a ano­tações e com­puta­dores.

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Em out­ros 27 endereços, os alvos não foram encon­tra­dos, nada de ilíc­i­to foi acha­do ou os locais que não foram local­iza­dos dev­i­do ao tiroteio.

“Os demais obje­tivos restaram prej­u­di­ca­dos no cumpri­men­to dos man­da­dos, ten­do em vista que o ter­reno se encon­tra­va muito instáv­el, com diver­sas equipes poli­ci­ais sendo ata­cadas simul­tane­a­mente, resul­tan­do na morte de poli­ci­ais, bem como no fer­i­men­to de diver­sos níveis de gravi­dade”, com­ple­tou o relatório.

Uma cópia do relatório tam­bém foi envi­a­do ao min­istro Alexan­dre de Moraes, do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF), rela­tor do proces­so con­heci­do como ADPF das Fave­las — Arguição de Des­cumpri­men­to de Pre­ceito Fun­da­men­tal (ADPF) nº 635.

Na ação, a Corte já deter­mi­nou diver­sas medi­das para redução da letal­i­dade durante oper­ações em comu­nidades do Rio de Janeiro. Moraes é o rela­tor tem­porário da ação.

Operação Contenção

Real­iza­da pelas polí­cias Civ­il e Mil­i­tar do Rio de Janeiro, a ação poli­cial deixou 121 pes­soas mor­tas, sendo qua­tro poli­ci­ais.

No total, foram feitas 113 prisões, sendo 33 de pre­sos de out­ros esta­dos. Foram recol­hi­das 118 armas e 1 tonela­da de dro­ga. O obje­ti­vo era con­ter o avanço da facção Coman­do Ver­mel­ho e cumprir 180 man­da­dos de bus­ca e apreen­são e 100 de prisão, sendo 30 expe­di­dos pela Justiça do Pará.

A oper­ação con­tou com um efe­ti­vo de 2,5 mil poli­ci­ais e é a maior e mais letal real­iza­da no esta­do nos últi­mos 15 anos.

 

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