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Prefeitura de Brumadinho vive boa situação econômica, mas teme futuro

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© Divul­ga­ção Vale/Direitos Reser­va­dos (Repro­du­ção)

Tragédia impactou arrecadação e modificou economia do município


Publi­ca­do em 25/01/2021 — 06:03 Por Léo Rodri­gues — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Rio de Janei­ro

Pas­sa­dos dois anos do rom­pi­men­to da bar­ra­gem da Vale, Bru­ma­di­nho (MG) expe­ri­men­ta uma situ­a­ção econô­mi­ca con­for­tá­vel. Na aná­li­se da pre­fei­tu­ra, três fato­res con­tri­bu­em para esse cená­rio: um acor­do fei­to com a Vale para com­pen­sar a que­da de arre­ca­da­ção, os auxí­li­os emer­gen­ci­ais pagos pela mine­ra­do­ra à popu­la­ção e a che­ga­da de empre­sas para as ações de repa­ra­ção. No entan­to, todos esses incre­men­tos na eco­no­mia do muni­cí­pio são tem­po­rá­ri­os. Por esta razão, há uma pre­o­cu­pa­ção com o futu­ro, pois difi­cil­men­te a Vale reto­ma­rá o pata­mar de pro­du­ção que tinha ante­ri­or­men­te na cida­de.

“Há uma pre­o­cu­pa­ção do muni­cí­pio pelos pró­xi­mos anos”, admi­te o pre­fei­to Avi­mar Bar­ce­los. Ree­lei­to no ano pas­sa­do, ele rei­vin­di­ca novos valo­res inde­ni­za­tó­ri­os para que pos­sa inves­tir em um dis­tri­to indus­tri­al e redu­zir a depen­dên­cia da mine­ra­ção. Para o pre­fei­to, as ações da Vale com foco no muni­cí­pio ain­da estão aquém da dimen­são da tra­gé­dia.

O acor­do cita­do pelo muni­cí­pio foi cos­tu­ra­do no iní­cio de 2019 e per­mi­tiu a com­pen­sa­ção de valo­res cor­res­pon­den­tes à Com­pen­sa­ção Finan­cei­ra pela Explo­ra­ção de Recur­sos Mine­rais (CFEM) por 18 meses. Ain­da que cin­co mine­ra­do­ras peque­nas tenham con­ti­nu­a­do a ope­rar nor­mal­men­te em Bru­ma­di­nho, a para­li­sa­ção das ati­vi­da­des da Vale leva­ria a uma que­da sig­ni­fi­ca­ti­va da arre­ca­da­ção com o prin­ci­pal tri­bu­to decor­ren­te da explo­ra­ção do miné­rio de fer­ro. O acor­do asse­gu­rou que tal situ­a­ção não ocor­res­se. A Vale con­cor­dou em pagar um total R$ 80 milhões, sen­do R$ 20 milhões em mar­ço de 2019 e o res­tan­te divi­di­do em 18 vezes. Os paga­men­tos foram con­cluí­dos em agos­to de 2020.

A eco­no­mia do muni­cí­pio con­tou ain­da com o incre­men­to das doa­ções e, sobre­tu­do, do auxí­lio emer­gen­ci­al: todos os mora­do­res da cida­de rece­be­ram, pelo perío­do de um ano após a tra­gé­dia, um repas­se men­sal da Vale no valor de um salá­rio míni­mo no caso dos adul­tos, a meta­de des­sa quan­tia para ado­les­cen­tes e um quar­to para cada cri­an­ça. Esse bene­fí­cio con­tri­buiu para o aumen­to do con­su­mo e, con­se­quen­te­men­te, para uma alta na arre­ca­da­ção do Impos­to sobre Cir­cu­la­ção de Mer­ca­do­ri­as e Ser­vi­ços (ICMS). Em janei­ro de 2020, os cri­té­ri­os envol­ven­do o auxí­lio emer­gen­ci­al foram alte­ra­dos , dimi­nuin­do a quan­ti­da­de de bene­fi­ci­a­dos. Os valo­res tam­bém foram redu­zi­dos em deter­mi­na­dos casos.

Já as empre­sas que che­ga­ram para atu­ar na repa­ra­ção pro­pi­ci­a­ram um aumen­to no reco­lhi­men­to do Impos­to sobre Ser­vi­ços de Qual­quer Natu­re­za (ISS). Elas tam­bém con­tri­buí­ram para um segun­do fenô­me­no obser­va­do pela pre­fei­tu­ra: um repen­ti­no aumen­to popu­la­ci­o­nal. Ele vem sen­do nota­do por meio de dados secun­dá­ri­os. Che­ga a ser um para­do­xo, con­si­de­ran­do que a mai­o­ria dos 270 mor­tos na tra­gé­dia mora­vam na cida­de e não inte­gram mais a base de cál­cu­lo popu­la­ci­o­nal.

“Esse cres­ci­men­to foi regis­tra­do a par­tir dos cadas­tros das pes­so­as que pas­sa­ram a uti­li­zar a rede muni­ci­pal de saú­de públi­ca. Tive­mos um regis­tro de pelo menos 5 mil pes­so­as. Isso se deve prin­ci­pal­men­te pela che­ga­da de pes­so­as que vie­ram tra­ba­lhar em Bru­ma­di­nho, tra­zi­das pelas empre­sas que hoje atu­am nas obras de repa­ra­ção, coor­de­na­das pela Vale”, diz o pre­fei­to. Dados elei­to­rais tam­bém dão uma pers­pec­ti­va des­sa mudan­ça demo­grá­fi­ca. Segun­do dados do Tri­bu­nal Supe­ri­or Elei­to­ral (TSE), o elei­to­ra­do de Bru­ma­di­nho subiu 8,9% de 2018 para 2020, índi­ce bem supe­ri­or à média naci­o­nal de 0,4%.

Mariana

A expe­ri­ên­cia de Bru­ma­di­nho é bem diver­sa da que foi vivi­da por Mari­a­na (MG), cida­de onde uma tra­gé­dia simi­lar ocor­reu em novem­bro de 2015. Na oca­sião, 19 pes­so­as mor­re­ram e comu­ni­da­des fica­ram des­truí­das no rom­pi­men­to de uma bar­ra­gem da Samar­co, que tem a Vale como uma de suas duas con­tro­la­do­ras. Duran­te três anos, o muni­cí­pio lidou com a que­da de arre­ca­da­ção e com o aumen­to do desem­pre­go, uma vez que as ter­cei­ri­za­das e os for­ne­ce­do­res que aten­di­am à mine­ra­do­ra dei­xa­ram a cida­de. As obras mais inten­sas e com mais capa­ci­da­de para gerar pos­tos de tra­ba­lho na cida­de, prin­ci­pal­men­te a recons­tru­ção dos dis­tri­tos des­truí­dos, demo­ra­ram a sair do papel.

Mari­a­na só vol­tou a ver indí­ci­os de uma melho­ra econô­mi­ca  há dois anos. Isso ocor­reu depois que a Vale anun­ci­ou a inter­rup­ção das ope­ra­ções da bar­ra­gem da Mina de Ale­gria, tam­bém loca­li­za­da no muni­cí­pio. Em rea­ção, a pre­fei­tu­ra decre­tou esta­do de cala­mi­da­de. Em setem­bro de 2019, após a ins­ta­la­ção de uma mesa de nego­ci­a­ção, a Vale con­cor­dou em assi­nar um acor­do que per­mi­tiu com­pen­sar os pre­juí­zos.

Para o Movi­men­to dos Atin­gi­dos por Bar­ra­gem (MAB), a dife­ren­ça entre as duas situ­a­ções não é casu­al. A enti­da­de ava­lia que a expe­ri­ên­cia de Mari­a­na ser­viu como refe­rên­cia para uma mai­or orga­ni­za­ção dos atin­gi­dos e para uma cobran­ça mais for­te por par­te da soci­e­da­de, pres­si­o­nan­do a Jus­ti­ça e a Vale por res­pos­tas mais rápi­das. “O rom­pi­men­to em Bru­ma­di­nho cha­mou a aten­ção da opi­nião públi­ca toda pelo núme­ro de mor­tes, pelo caos e pela rein­ci­dên­cia. As ins­ti­tui­ções de Jus­ti­ça e os movi­men­tos esta­vam mais pre­pa­ra­dos. A Vale foi rapi­da­men­te inti­ma­da a fazer os paga­men­tos emer­gen­ci­ais”, diz Joce­li Andri­o­li, mem­bro da coor­de­na­ção do MAB.

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Ins­ti­tu­to Inho­tim é um das prin­ci­pais atra­ções turís­ti­cas de Bru­ma­di­nho — TV Brasil/ Ins­ti­tu­to Inhotim/ Divul­ga­ção

Turismo

Mas nem todos os seto­res de Bru­ma­di­nho usu­fru­em do con­for­to econô­mi­co. O turis­mo ain­da não se recu­pe­rou ple­na­men­te, sobre­tu­do por­que sofre tam­bém com as con­sequên­ci­as da pan­de­mia de covid-19. Bru­ma­di­nho é um des­ti­no atra­en­te por suas cacho­ei­ras e atra­ções eco­ló­gi­cas, além de sedi­ar o Ins­ti­tu­to Inho­tim, que reú­ne um dos mais impor­tan­tes acer­vos de arte con­tem­po­râ­nea do Bra­sil. Ape­sar de não ter sido dire­ta­men­te atin­gi­do pela onda de lama, o espa­ço ficou fecha­do por boa par­te de 2019, enquan­to a cida­de bus­ca­va se recu­pe­rar dos pri­mei­ros impac­tos e, no ano pas­sa­do, nova­men­te sus­pen­deu as ati­vi­da­des por um perío­do de oito meses em decor­rên­cia da pan­de­mia.

O Bru­ma­di­nho Hos­tel, situ­a­do no cen­tro da cida­de, expe­ri­men­ta­va uma cres­cen­te movi­men­ta­ção de hós­pe­des quan­do acon­te­ceu o rom­pi­men­to da bar­ra­gem. Res­pon­sá­vel pelo negó­cio, Ana Caro­li­na Cos­ta Men­des con­ta que a que­da foi acen­tu­a­da devi­do ao estig­ma. “O cen­tro fica bem dis­tan­te do local da tra­gé­dia. Mas mes­mo em Belo Hori­zon­te, que é vizi­nha a Bru­ma­di­nho, as pes­so­as acha­vam que a cida­de ficou des­truí­da. Ima­gi­na a per­cep­ção do res­to do Bra­sil”, pon­tua. Hoje, com o turis­mo em bai­xa, os prin­ci­pais cli­en­tes do Bru­ma­di­nho Hos­tel são tra­ba­lha­do­res a ser­vi­ço das empre­sas ter­cei­ri­za­das que estão atu­an­do nas ações de repa­ra­ção. Mas essa inten­sa movi­men­ta­ção tam­bém traz um efei­to cola­te­ral.

“Há uma for­te espe­cu­la­ção imo­bi­liá­ria na cida­de por­que essas empre­sas tam­bém alu­gam mui­tos imó­veis pros seus empre­ga­dos. Então quem tem comér­cio e paga alu­guel, está sen­do afe­ta­do. O imó­vel onde eu mon­tei o hos­tel é alu­ga­do e o pre­ço subiu mui­to. Mes­mo ten­do esse flu­xo de hós­pe­des, o retor­no finan­cei­ro não é gran­de. Mui­tas hos­pe­da­gens fecha­ram, pos­si­vel­men­te por­que a situ­a­ção agra­vou com a pan­de­mia. Hoje eu tra­ba­lho em um res­tau­ran­te para com­ple­men­tar a ren­da, mas estou insis­tin­do no hos­tel acre­di­tan­do que o cená­rio vai melho­rar após a pan­de­mia”, acres­cen­ta Ana Caro­li­na. Ela apos­ta que o Inho­tim pode­rá aju­dar a rea­que­cer o turis­mo, mas tam­bém defen­de que a cida­de invis­ta em melhor estru­tu­ra para o eco­tu­ris­mo, tor­nan­do mais conhe­ci­das e aces­sí­veis as cacho­ei­ras da região.

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Bru­ma­di­nho, Minas Gerais. — Arte/Agência Bra­sil (Repro­du­ção)

Alternativas

Os pla­nos do muni­cí­pio para diver­si­fi­car sua eco­no­mia estão na cri­a­ção dis­tri­to indus­tri­al, capaz de atrair empre­sas para a cida­des. Para tan­to, a pre­fei­tu­ra cobra uma fatia dos recur­sos finan­cei­ros do acor­do de inde­ni­za­ção que está sen­do nego­ci­a­do entre a Vale, o gover­no de Minas, a União e o Minis­té­rio Públi­co.

Avi­mar Bar­ce­los diz que Bru­ma­di­nho foi excluí­do das dis­cus­sões. “A tra­gé­dia foi aqui, as pes­so­as que mor­re­ram mora­vam aqui, as famí­li­as desam­pa­ra­das estão aqui e um acor­do pre­vê inde­ni­za­ção só para o esta­do? Vão cons­truir estra­da, pre­sí­dio e inves­tir os recur­sos em outros muni­cí­pi­os, dei­xan­do Bru­ma­di­nho de fora?”, ques­ti­o­na.

A pre­fei­tu­ra afir­ma que as obras em Bru­ma­di­nho rea­li­za­das pela Vale se resu­mem à refor­ma de cemi­té­ri­os, de qua­dras espor­ti­vas e do tea­tro muni­ci­pal e à cons­tru­ção de qua­tro cre­ches, uma uni­da­de bási­ca de saú­de e de um cen­tro de aten­di­men­to edu­ca­ci­o­nal para cri­an­ças com trans­tor­nos diver­sos. Além dis­so, há ações de recu­pe­ra­ção ambi­en­tal e de tra­ta­men­to de água na área afe­ta­da pela tra­gé­dia. “A Vale não con­tri­bui em nada para além des­sas obras. Esta­mos ten­tan­do, inde­pen­den­te do pro­ces­so de inde­ni­za­ção cita­do aci­ma, um acor­do para que ela invis­ta R$ 2 bilhões”, acres­cen­ta Avi­mar.

Em nota, a mine­ra­do­ra afir­ma que, entre as ações de repa­ra­ção, bus­ca con­tri­buir para o for­ta­le­ci­men­to da eco­no­mia nos muni­cí­pi­os impac­ta­dos “A Vale enten­de como neces­sá­rio cri­ar opor­tu­ni­da­des para a diver­si­fi­ca­ção das rea­li­da­des locais, ampli­an­do a gera­ção de empre­go e ren­da para as popu­la­ções atin­gi­das. O foco des­te tra­ba­lho é asse­gu­rar a sus­ten­ta­bi­li­da­de soci­al, econô­mi­ca e ambi­en­tal dos ter­ri­tó­ri­os afe­ta­dos, atra­vés do apoio a ini­ci­a­ti­vas do poder públi­co que visam ao desen­vol­vi­men­to de voca­ções locais, como inves­ti­men­tos nas áre­as de agri­cul­tu­ra, turis­mo, sus­ten­ta­bi­li­da­de e meio ambi­en­te”, diz o tex­to. Um exem­plo cita­do é o pro­gra­ma de apoio aos agri­cul­to­res de Bru­ma­di­nho e Mário Cam­pos.

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou hoje (19) que encontrou o corpo de mais uma vítima do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O Cor­po de Bom­bei­ros de Minas Gerais con­ti­nua a bus­ca pelos cor­pos de toda as víti­mas da tra­gé­dia — Divulgação/Corpo de Bom­bei­ros de Minas Gerais (Repro­du­ção)

Memorial

A comu­ni­da­de de Cór­re­go do Fei­jão, a mais pró­xi­ma da bar­ra­gem, vive uma rea­li­da­de dife­ren­te do cen­tro da cida­de, com menos movi­men­to e com mui­tos negó­ci­os encer­ra­dos. “Diver­sos mora­do­res opta­ram por se mudar. Cór­re­go do Fei­jão é hoje mui­to dife­ren­te do que era. As pes­so­as se reu­ni­am no final da tar­de, essa coi­sa paca­ta de inte­ri­or. Não tem mais isso”, con­ta a enge­nhei­ra civil Josi­a­ne Melo, que per­deu sua irmã e é atu­al­men­te pre­si­den­te da Asso­ci­a­ção dos Fami­li­a­res de Víti­mas e Atin­gi­dos do Rom­pi­men­to da Bar­ra­gem da Mina Cór­re­go do Fei­jão (Ava­brum).

Em dezem­bro de 2019, a Vale apre­sen­tou uma pro­pos­ta de rede­se­nho urba­no. Tra­ta-se de um pro­je­to de requa­li­fi­ca­ção do local, inti­tu­la­do ter­ri­tó­rio-par­que, que pre­vê diver­sas ações de melho­ria da infra­es­tru­tu­ra, tais como pavi­men­ta­ção e urba­ni­za­ção de ruas e refor­mas de casas e estru­tu­ras. De acor­do com a mine­ra­do­ra, os pri­mei­ros equi­pa­men­tos públi­cos serão entre­gues ain­da no pri­mei­ro semes­tre des­te ano.

Para­le­la­men­te, está em anda­men­to o pro­je­to de cons­tru­ção de um memo­ri­al em home­na­gem às 272 vidas per­di­das con­for­me os cál­cu­los Ava­brum. A enti­da­de leva em con­ta que duas mulhe­res esta­vam grá­vi­das, o que inclui entre as víti­mas dois bebês que foram impe­di­dos de nas­cer. Para a obra do memo­ri­al, hou­ve um pro­ces­so sele­ti­vo e os atin­gi­dos esco­lhe­ram o pro­je­to em mar­ço do ano pas­sa­do: entre os qua­tro apre­sen­ta­dos, saiu-se ven­ce­dor o do arqui­te­to Gus­ta­vo Pen­na. Serão 1,5 mil metros qua­dra­dos de área cons­truí­da, inte­gra­do a um amplo jar­dim, em um ter­re­no de 9 hec­ta­res pró­xi­mo à comu­ni­da­de de Cór­re­go do Fei­jão. O iní­cio das obras depen­de da con­clu­são do licen­ci­a­men­to ambi­en­tal.

“É um memo­ri­al pen­sa­do e pla­ne­ja­do pelas famí­li­as. Não terá nenhu­ma logo­mar­ca da Vale, afi­nal ela é a cau­sa­do­ra des­sas per­das. Cabe­rá à mine­ra­do­ra ape­nas entre­gar a obra e tam­bém defen­de­mos que ela arque com a manu­ten­ção, o que está em dis­cus­são”, diz Josi­a­ne.

Um outro memo­ri­al, cha­ma­do Minas de Espe­ran­ça, será o cam­pa­ná­rio do San­tuá­rio Arqui­di­o­ce­sa­no Nos­sa Senho­ra do Rosá­rio, no cen­tro de Bru­ma­di­nho. Ofer­ta­do pela Arqui­di­o­ce­se de Belo Hori­zon­te, sua pedra fun­da­men­tal foi lan­ça­da no iní­cio do ano pas­sa­do. Tra­ta-se de um monu­men­to de 20 metros de altu­ra e cin­co sinos, que toca­rão dia­ri­a­men­te às 12h28, horá­rio que a bar­ra­gem se rom­peu. Tam­bém serão ins­cri­tas em suas colu­nas os nomes de todas as víti­mas.

Edi­ção: Fábio Mas­sal­li

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