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Presidente licenciado do Solidariedade passa por audiência de custódia

Repro­dução: © PROS/Divulgação

Eurípedes Junior é investigado por desvio de R$ 36 milhões


Publicado em 17/06/2024 — 07:05 Por Daniella Almeida — Repórter da Agência Brasil — Brasília

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O pres­i­dente licen­ci­a­do do par­tido Sol­i­dariedade, Eurí­pedes Gomes Júnior, pas­sou por audiên­cia de custó­dia e fez exame de cor­po de deli­to nesse domin­go (16). Ele está pre­so pre­ven­ti­va­mente em Brasília, após se entre­gar à Polí­cia Fed­er­al no sába­do (15). O políti­co ficou três dias for­agi­do.

Na audiên­cia de custó­dia, os advo­ga­dos do diri­gente par­tidário, José Eduar­do Car­do­zo e Fabio Tof­ic Siman­thob, pedi­ram que a prisão pre­ven­ti­va fos­se con­ver­ti­da em domi­cil­iar, com uso de tornozeleira eletrôni­ca. O pedi­do foi nega­do pela Justiça.

O políti­co, um dos alvos da Oper­ação Fun­do no Poço, deflagra­da quar­ta-feira (12), segue em uma cela da Super­in­tendên­cia da Polí­cia Fed­er­al, em Brasília, e deve ser trans­feri­do ao com­plexo pen­i­ten­ciário da Papu­da, em São Sebastião, no Dis­tri­to Fed­er­al.

Antes de se entre­gar à PF no sába­do, Eurí­pedes Júnior se licen­ciou da presidên­cia do Sol­i­dariedade por tem­po inde­ter­mi­na­do. Em nota ofi­cial, a sigla desta­cou que Paulo Pereira da Sil­va, con­heci­do como Paulin­ho da Força, que ocu­pa­va a vice-presidên­cia nacional, assumirá o coman­do do Sol­i­dariedade. ““Essa solic­i­tação é com­patív­el com o estatu­to par­tidário”, diz a nota, que desta­ca a “reg­u­lar con­tinuidade do exer­cí­cio da direção par­tidária”.

O caso

A Oper­ação Fun­do no Poço foi autor­iza­da pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de Brasília Luiz Lizan­dro Gar­cia Gomes Fil­ho. Eurí­pedes Júnior é acu­sa­do de desviar aprox­i­mada­mente R$ 36 mil­hões do fun­do par­tidário e eleitoral do Par­tido Repub­li­cano da Ordem Social (Pros) nas eleições de 2022.

O esque­ma crim­i­noso con­sis­tia no uso de can­di­dat­uras laran­jas pelo país, super­fat­u­ra­men­to de serviços de con­sul­to­ria jurídi­ca e desvio de recur­sos par­tidários des­ti­na­dos à Fun­dação de Ordem Social (FOS) – enti­dade do par­tido.

O políti­co pre­so é inves­ti­ga­do pelos crimes de orga­ni­za­ção crim­i­nosa, lavagem de din­heiro, fur­to qual­i­fi­ca­do, apro­pri­ação indébi­ta, fal­si­dade ide­ológ­i­ca eleitoral e apro­pri­ação de recur­sos des­ti­na­dos ao finan­cia­men­to eleitoral, jun­ta­mente com out­ras pes­soas lig­adas à sigla.

O anti­go Pros se uniu ao par­tido Sol­i­dariedade, em 2023.

Em nota, os advo­ga­dos de defe­sa de Eurí­pedes Júnior afir­maram que seu cliente con­seguirá provar inocên­cia diante dos fatos em apu­ração. “Eurí­pedes Gomes de Mace­do Júnior demon­strará, per­ante a Justiça, não só a insub­sistên­cia dos motivos que prop­i­cia­ram a prisão pre­ven­ti­va, mas tam­bém sua total inocên­cia em face dos fatos que estão sendo apu­ra­dos nos autos do inquéri­to poli­cial”.

Edição: Graça Adju­to

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