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Presidente sanciona Orçamento de 2022, com vetos

Repro­du­ção: © José Cruz/Agência Bra­sil

Valor total da despesa é de R$ 4,73 trilhões


Publi­ca­do em 24/01/2022 — 08:41 Por Pedro Peduz­zi – Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

O pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro san­ci­o­nou, com vetos, o Orça­men­to de 2022 apro­va­do em dezem­bro pelo Con­gres­so Naci­o­nal. O valor total da des­pe­sa – pre­vis­to na Lei 14.303, publi­ca­da no Diá­rio Ofi­ci­al da União de hoje (24) – é de R$ 4,73 tri­lhões. Des­te total, R$ 1,88 tri­lhão tem como des­ti­no o refi­nan­ci­a­men­to da dívi­da públi­ca fede­ral.

O resul­ta­do pri­má­rio pre­vis­to na Lei Orça­men­tá­ria Anu­al (LOA) de 2022 é de um défi­cit de R$ 79,3 bilhões, valor que encon­tra-se, segun­do a Secre­ta­ria-Geral da Pre­si­dên­cia da Repú­bli­ca, “infe­ri­or à meta pre­vis­ta na LDO-2022, cor­res­pon­den­te aos Orça­men­tos Fis­cal e da Segu­ri­da­de Soci­al da União, no valor de R$ 170,5 bilhões”.

“Essa pro­je­ção do resul­ta­do pri­má­rio pre­sen­te na LOA-2022 menor que aque­la meta pre­vis­ta na LDO-2022 decor­re par­ti­cu­lar­men­te da ele­va­ção da esti­ma­ti­va de recei­tas pri­má­ri­as rea­li­za­das pelo Con­gres­so Naci­o­nal”, infor­ma a Secre­ta­ria.

A Secre­ta­ria res­sal­ta que a LOA-2022 res­pei­ta o limi­te defi­ni­do para des­pe­sas pri­má­ri­as pre­vis­tas no teto de gas­tos. Ela con­tem­pla tam­bém “dota­ções sufi­ci­en­tes para o aten­di­men­to das apli­ca­ções míni­mas em ações e ser­vi­ços públi­cos de saú­de (R$ 139,9 bilhões) e na manu­ten­ção e desen­vol­vi­men­to do ensi­no (R$ 62,8 bilhões)”; bem como a apro­va­ção das Emen­das Cons­ti­tu­ci­o­nais que alte­ra­ram as regras dos pre­ca­tó­ri­os, de for­ma a via­bi­li­zar os R$ 89,1 bilhões pre­vis­tos para o pro­gra­ma Auxí­lio Bra­sil, que subs­ti­tuiu o Bol­sa Famí­lia.

A LOA já con­si­de­ra tam­bém o novo cri­té­rio de atu­a­li­za­ção dos limi­tes indi­vi­du­a­li­za­dos do teto de gas­tos da União, que é de R$ 1,7 tri­lhão, ten­do por base a pro­je­ção do IPCA de 10,18% ao ano.

“Cabe ain­da men­ci­o­nar que foi neces­sá­rio vetar pro­gra­ma­ções orça­men­tá­ri­as com intui­to de ajus­tar des­pe­sas obri­ga­tó­ri­as rela­ci­o­na­das às des­pe­sas de pes­so­al e encar­gos soci­ais. Nes­se caso, será neces­sá­rio, pos­te­ri­or­men­te, enca­mi­nhar pro­je­to de lei de cré­di­to adi­ci­o­nal com o apro­vei­ta­men­to do espa­ço fis­cal resul­tan­te dos vetos das pro­gra­ma­ções”, deta­lha a Secre­ta­ria.

Os vetos pre­si­den­ci­ais à pro­pos­ta apre­sen­ta­da pelo Con­gres­so Naci­o­nal, foram deta­lha­dos no des­pa­cho pre­si­den­ci­al, tam­bém publi­ca­do hoje.

 

Edi­ção: Deni­se Gri­e­sin­ger

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