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Presidentes da Câmara e do Senado discursam em sessão inaugural

Repro­du­ção: © EBC

Líderes falaram sobre eleições, pandemia e desafios para 2022


Publi­ca­do em 02/02/2022 — 18:04 Por Mar­ce­lo Bran­dão e Heloi­sa Cris­tal­do — Repór­te­res da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia
Atu­a­li­za­do em 02/02/2022 — 18:26

O Con­gres­so Naci­o­nal ini­ci­ou hoje (2) o ano legis­la­ti­vo. Duran­te a cerimô­nia, líde­res dos Três Pode­res dis­cur­sa­ram sobre a pan­de­mia, sobre pau­tas rele­van­tes apro­va­das em 2021 e tam­bém sobre as elei­ções. O pre­si­den­te da Repú­bli­ca, Jair Bol­so­na­ro, foi o pri­mei­ro a dis­cur­sar, segui­do do pre­si­den­te do Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral, Luiz Fux. Os pre­si­den­tes da Câma­ra dos Depu­ta­dos, Arthur Lira, e do Sena­do Fede­ral, Rodri­go Pache­co fala­ram logo em segui­da.

Senado

O pre­si­den­te do Con­gres­so, sena­dor Rodri­go Pache­co, fez uma lon­ga fala na ses­são sole­ne de aber­tu­ra dos tra­ba­lhos legis­la­ti­vos em 2022. Pache­co fez um apa­nha­do de pro­je­tos apro­va­dos no ano pas­sa­do e pro­je­tou o Con­gres­so para os pró­xi­mos meses.

Ele fez coro ao pre­si­den­te da Câma­ra, Arthur Lira, e falou em um Con­gres­so em ple­na ati­vi­da­de, vol­ta­do às pau­tas impor­tan­tes para o país e não ante­ci­pan­do o deba­te elei­to­ral.

“Pre­ci­sa­mos rom­per com o para­dig­ma de que, em ano elei­to­ral, há um enges­sa­men­to do Poder Legis­la­ti­vo. Pre­ci­sa­mos com­pre­en­der as difi­cul­da­des que enfren­ta­mos, as neces­si­da­des que nós temos e, tam­bém, nos­sas res­pon­sa­bi­li­da­des como repre­sen­tan­tes do povo. Não pode­mos dei­xar ques­tões urgen­tes em esta­do de latên­cia”, afir­mou.

O pre­si­den­te do Con­gres­so des­ta­cou, entre pau­tas impor­tan­tes para este ano, a apro­va­ção de uma refor­ma admi­nis­tra­ti­va ou, ao menos, pro­je­tos pon­tu­ais de “moder­ni­za­ção do setor públi­co”. Citou tam­bém a refor­ma tri­bu­tá­ria. “Pre­ci­sa­mos pro­mo­ver a sim­pli­fi­ca­ção do sis­te­ma de arre­ca­da­ção”, dis­se. Atu­al­men­te, o tema está na Comis­são de Cons­ti­tui­ção e Jus­ti­ça (CCJ) do Sena­do e deve ser tra­ta­do como pri­o­ri­da­de pelo pre­si­den­te da comis­são, o sena­dor Davi Alco­lum­bre (DEM-AP).

Pache­co afir­mou que o Con­gres­so pro­mo­ve­rá “um ambi­en­te nor­ma­ti­vo está­vel e segu­ro, que per­mi­ta a gera­ção de empre­gos, bem como o com­ba­te estru­tu­ral à infla­ção”. Ele tam­bém dedi­cou uma par­te da fala às elei­ções e à defe­sa da demo­cra­cia.

O sena­dor, que é o favo­ri­to para ser o can­di­da­to do PSD à Pre­si­dên­cia da Repú­bli­ca, pediu um plei­to lim­po, sem “mani­pu­la­ções de dis­pa­ros em mas­sa atra­vés robôs”. Tam­bém deu um reca­do aos can­di­da­tos: “aos per­de­do­res, res­pei­tar o resul­ta­do das urnas”. Em segui­da, pediu o deba­te de idei­as e pro­pos­tas con­cre­tas.

Balanço de 2021

Em sua fala, Pache­co con­de­nou as ten­ta­ti­vas de par­te da soci­e­da­de em dis­se­mi­nar desin­for­ma­ção sobre a pan­de­mia. Para ele, essas pes­so­as uti­li­za­ram a velo­ci­da­de dos mei­os de comu­ni­ca­ção para “a difu­são impres­si­o­nan­te de desin­for­ma­ção.”

Come­mo­rou, con­tu­do, o hábi­to das polí­ti­cas de iso­la­men­to, uso de más­ca­ra e a vaci­na­ção. Além dis­so, exal­tou a rápi­da adap­ta­ção do Con­gres­so à nova rea­li­da­de impos­ta pela pan­de­mia.

“O Con­gres­so Naci­o­nal, por­tan­to, sou­be adap­tar-se às cir­cuns­tân­ci­as impos­tas pela pan­de­mia e con­se­guiu não ape­nas man­ter, mas aumen­tar sua pro­du­ti­vi­da­de, seja tra­ba­lhan­do remo­ta­men­te, pre­sen­ci­al­men­te ou de for­ma híbri­da. Aliás, fomos o pri­mei­ro Par­la­men­to do mun­do a imple­men­tar um sis­te­ma remo­to de deli­be­ra­ção.”

Pache­co tam­bém lem­brou alguns pro­je­tos apro­va­dos no Con­gres­so que auxi­li­a­ram o Poder Públi­co a com­ba­ter a pan­de­mia. Entre eles, as auto­ri­za­ções para o gover­no assu­mir ris­cos de res­pon­sa­bi­li­da­de civil nos con­tra­tos de aquisição de vaci­nas e ade­rir ao Ins­tru­men­to de Aces­so Glo­bal de Vaci­nas Covid-19, o Covax Faci­lity, da Orga­ni­za­ção Mun­di­al da Saú­de (OMS).

Citou pro­je­tos de con­ces­são de cré­di­to a micro e peque­nas empre­sas e o auxí­lio emer­gen­ci­al a tra­ba­lha­do­res do setor cul­tu­ral, conhe­ci­da como Lei Pau­lo Gus­ta­vo, em home­na­gem ao ator e come­di­an­te mor­to pela covid-19. Pache­co tam­bém men­ci­o­nou a apro­va­ção da Pro­pos­ta de Emen­da à Cons­ti­tui­ção conhe­ci­da como PEC dos Pre­ca­tó­ri­os, como ins­tru­men­to de aten­ção às metas fis­cais do país. Segun­do ele, a apro­va­ção da PEC demons­trou o com­pro­mis­so do Par­la­men­to com a res­pon­sa­bi­li­da­de fis­cal.

Câmara

O pre­si­den­te da Câma­ra, depu­ta­do Arthur Lira (PL-AL), afir­mou que a Casa foi “a gran­de fia­do­ra da esta­bi­li­da­de” no país em 2021. Para o con­gres­sis­ta, o Legis­la­ti­vo é “Poder mais trans­pa­ren­te e demo­crá­ti­co da Repú­bli­ca.”

“A Câma­ra dos Depu­ta­dos, no ano que pas­sou, ape­sar das tur­bu­lên­ci­as, foi a gran­de fia­do­ra da esta­bi­li­da­de. Segu­rou tran­cos e sobres­sal­tos, arre­fe­ceu cri­ses e dimi­nuiu a pres­são. Além dis­so, a des­pei­to de algum des­cré­di­to, cos­tu­ra­mos vári­os acor­dos para vota­ção de maté­ri­as polê­mi­cas, que eu cha­ma­ria aqui, de maté­ri­as de enfren­ta­men­to, no sen­ti­do de moder­ni­za­ção de leis e códi­gos que pas­sa­vam da hora de serem atu­a­li­za­dos”, dis­se.

Lira des­ta­cou pro­je­tos apro­va­dos em 2021, como a auto­no­mia do Ban­co Cen­tral, a regu­la­men­ta­ção fun­diá­ria, o licen­ci­a­men­to ambi­en­tal, a modu­la­ção do paga­men­to de pre­ca­tó­ri­os, a alte­ra­ção da lei impro­bi­da­de admi­nis­tra­ti­va. “Tam­bém tipi­fi­ca­mos os cri­mes con­tra o Esta­do Demo­crá­ti­co de Direi­to, apro­va­mos o novo Códi­go Elei­to­ral, a lei que alte­ra a inci­dên­cia do ICMS sobre com­bus­tí­veis, entre outros”, com­ple­men­tou.

Segun­do o depu­ta­do, desem­pre­go e infla­ção serão os dois focos da Câma­ra em 2022. Além dis­so, incluiu a refor­ma tri­bu­tá­ria como pri­o­ri­da­de dos par­la­men­ta­res nes­te ano.

“Ain­da exis­tem mais de 12 milhões de bra­si­lei­ros desem­pre­ga­dos, o que nos obri­ga a con­ti­nu­ar na dire­ção das refor­mas, para melho­rar o ambi­en­te de negó­ci­os, oti­mi­zar a orga­ni­za­ção do Esta­do e gerar empre­go e ren­da”, afir­mou.

Arthur Lira des­ta­cou ain­da a polê­mi­ca em tor­no da pre­ci­fi­ca­ção dos com­bus­tí­veis no país e a neces­si­da­de de cri­ar ins­tru­men­tos para dimi­nuir o impac­to do pre­ço do petró­leo no valor repas­sa­do aos con­su­mi­do­res bra­si­lei­ros. No ano pas­sa­do, a Câma­ra apro­vou medi­da que modi­fi­ca o cál­cu­lo do Impos­to sobre Cir­cu­la­ção de Mer­ca­do­ri­as e Ser­vi­ços (ICMS), para que seja cal­cu­la­do por uni­da­de de medi­da do com­bus­tí­vel e não mais sobre o seu valor.

“Esta Casa enten­de que a solu­ção miti­ga­ria em par­te as vari­a­ções dos pre­ços do petró­leo. Sabe­mos que exis­te quem defen­da solu­ção diver­sa. Não há pro­ble­ma, pode­mos dis­cu­tir e evo­luir para a cons­tru­ção de uma solu­ção con­jun­ta. O que não se pode fazer, em nos­sa visão, é pro­te­lar inde­fi­ni­da­men­te o assun­to e igno­rar os efei­tos de seus impac­tos per­ver­sos sobre a eco­no­mia naci­o­nal e a soci­e­da­de bra­si­lei­ra”, dis­cur­sou.

Edi­ção: Pedro Ivo de Oli­vei­ra

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