...
segunda-feira ,22 julho 2024
Home / Saúde / Primeiro lote do IFA para vacina da Fiocruz chega hoje ao Brasil

Primeiro lote do IFA para vacina da Fiocruz chega hoje ao Brasil

Vacinação dos profissionais de saúde, veterinários e agentes funerários com 60 anos ou mais de idade, que estam na ativa, na Clínica da Família Estácio de Sá, na região central da cidade. O município do Rio de Janeiro ampliou hoje (27) o público-alvo da campanha de vacinação contra a covid-19.
© Tânia Rêgo/Agência Brasil (Repro­dução)

Insumo permitirá produzir 2,8 milhões de doses da vacina contra covid


Pub­li­ca­do em 06/02/2021 — 08:33 Por Viní­cius Lis­boa — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O primeiro lote do ingre­di­ente far­ma­cêu­ti­co ati­vo (IFA) para a pro­dução das vaci­nas Oxford/AstraZeneca na Fun­dação Oswal­do Cruz (Fiocruz) tem chega­da pre­vista para as 17h50 deste sába­do (5) no Aero­por­to Inter­na­cional do Rio de Janeiro. O IFA pos­si­bil­i­tará a pro­dução de mais 2,8 mil­hões de dos­es da vaci­na con­tra a covid-19, que já começou a ser apli­ca­da no país a par­tir de 2 mil­hões de dos­es prontas impor­tadas da Índia no mês pas­sa­do.

O insumo foi fab­ri­ca­do no lab­o­ratório Wuxi Bio­log­ics, na Chi­na, de onde par­tiu às 20h35 da últi­ma quin­ta-feira (horário de Brasília). O lab­o­ratório chinês foi vis­to­ri­a­do pela Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa) no fim do ano pas­sa­do e é par­ceiro da far­ma­cêu­ti­ca europeia AstraZeneca, que desen­volveu a vaci­na com a Uni­ver­si­dade de Oxford, do Reino Unido.

Depois do desem­bar­que, o IFA será trans­porta­do para o Insti­tu­to de Tec­nolo­gia em Imuno­bi­ológi­cos (Bio-Man­guin­hos/­Fiocruz), na zona norte do Rio de Janeiro. Lá, após checa­gens de con­t­role de qual­i­dade, o insumo deve ser lib­er­a­do na próx­i­ma quar­ta-feira (10) para descon­ge­la­men­to, já que pre­cisa ser trans­porta­do a ‑55 graus Cel­sius. O dege­lo pre­cisa ser feito lenta­mente, e somente na sex­ta-feira (12), deve ter iní­cio a for­mu­lação do lote de pré-val­i­dação, necessário para garan­tir que o proces­so de pro­dução da vaci­na está ade­qua­do.

Na for­mu­lação, o IFA é diluí­do em out­ros com­po­nentes da vaci­na, que, entre out­ras funções, garan­tem que a armazenagem pos­sa ser fei­ta em refrig­er­adores comuns, com 2 a 8 graus Cel­sius. Após a for­mu­lação, uma série de out­ros pro­ced­i­men­tos como o envase e a rotu­lagem preparam a vaci­na para dis­tribuição. Tal proces­so con­ta com rig­orosos testes de qual­i­dade, e a pre­visão é que o primeiro lote de pré-val­i­dação da vaci­na seja lib­er­a­do para aprovação da Anvisa no dia 18 deste mês.

A Fiocruz esper­a­va ini­cial­mente o envio de 14 remes­sas de IFA ao lon­go do primeiro semes­tre, cada uma com insumo sufi­ciente para pro­duzir 7,5 mil­hões de dos­es. As duas primeiras remes­sas dev­e­ri­am ter chega­do em janeiro, e o con­tra­to pre­vê que a fun­dação rece­ba o sufi­ciente para pro­duzir 100,4 mil­hões de dos­es até jul­ho. Ape­sar dos atra­sos na chega­da do insumo, a Fiocruz afir­ma que é pos­sív­el man­ter o com­pro­mis­so de entre­gar a mes­ma quan­ti­dade de dos­es.

Em fevereiro, em vez de dois lotes, cada um para 7,5 mil­hões de dos­es de vaci­na, a Fiocruz rece­berá três lotes, que, soma­dos, terão o IFA necessário para pro­duzir as mes­mas 15 mil­hões de dos­es pre­vis­tas ini­cial­mente. A chega­da dos dois próx­i­mos lotes de IFA está pro­gra­ma­da para os dias 23 e 28 de fevereiro, e a Fiocruz pre­vê entre­gar o primeiro mil­hão de dos­es prontas entre 15 e 19 de março, e mais 14 mil­hões de dos­es até o fim do mês que vem.

No fim de março, a escala de pro­dução da vaci­na em Bio-Man­guin­hos deve aumen­tar de 700 mil dos­es por dia para 1,3 mil­hão de dos­es por dia, o que per­mi­tirá entre­gas maiores: 27 mil­hões de dos­es em abril, 28 mil­hões em maio e 28 mil­hões em jun­ho. As 2,4 mil­hões de dos­es que com­ple­tam o com­pro­mis­so de 100,4 mil­hões devem ser entregues em jul­ho.

Os ter­mos do acor­do entre a Fiocruz, a AstraZeneca e a Uni­ver­si­dade de Oxford pre­veem que, ini­cial­mente, o Brasil vai pro­duzir a vaci­na com IFA impor­ta­do. Pos­te­ri­or­mente, Bio-Man­guin­hos vai nacionalizar a pro­dução do insumo, o que deve ocor­rer no segun­do semes­tre, a par­tir de um proces­so de trans­fer­ên­cia de tec­nolo­gia.

Após a nacional­iza­ção do IFA, a Fiocruz pre­vê pro­duzir mais 110 mil­hões de dos­es até o fim deste ano, chegan­do a um total de mais de 210,4 mil­hões de dos­es, o que faz da vaci­na Oxford/AstraZeneca a que tem mais dos­es pro­gra­madas para serem apli­cadas na pop­u­lação brasileira até o momen­to.

Segura e eficaz

A apli­cação dos primeiros 2 mil­hões de dos­es que chegaram da Índia rece­beu autor­iza­ção de uso emer­gen­cial da Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa), e o pedi­do defin­i­ti­vo de reg­istro da vaci­na no país está em avali­ação, depois de ter sido con­cluí­do no mês pas­sa­do.

A vaci­na já foi autor­iza­da pela autori­dade san­itária do Reino Unido (MNRA) e tam­bém rece­beu sinal verde da agên­cia reg­u­lado­ra de medica­men­tos da União Europeia (EMA). Além do Brasil, out­ros país­es como Reino Unido e Índia já ini­cia­ram a apli­cação das dos­es.

A vaci­na de Oxford tem eficá­cia ger­al de 76% 22 dias após a apli­cação da primeira dose, e de 82% após a segun­da dose, que deve ser apli­ca­da três meses após a primeira. Os dados foram pub­li­ca­dos na revista cien­tí­fi­ca The Lancet, uma das mais respeitadas do mun­do.

Além de pre­venir a doença em mais de 80% dos casos, a vaci­na apre­sen­tou 100% de eficá­cia con­tra casos graves e hos­pi­tal­iza­ções. Isso sig­nifi­ca que, durante os estu­dos clíni­cos, ninguém que foi vaci­na­do pre­cisou ser inter­na­do.

Edição: Nádia Fran­co

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Diabetes não controlado pode causar problemas cardiovasculares

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil Especialista recomenda que as pessoas façam check-ups periódicos Publicado em …