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Rafael Matos conquista o primeiro título brasileiro em um Rio Open

Repro­du­ção: © Divulgação/Fotojump/Direitos Reser­va­dos

Gaúcho triunfa nas duplas ao lado do colombiano Nicolas Barrientos


Publi­ca­do em 26/02/2024 — 09:48 Por Mar­cos Alcân­ta­ra – Equi­pe de Espor­tes da TV Bra­sil — Rio de Janei­ro

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O últi­mo dia do ATP 500 em solo cari­o­ca entrou para his­tó­ria do tênis bra­si­lei­ro. Sob for­te calor, o gaú­cho Rafa­el Matos foi o pri­mei­ro repre­sen­tan­te do Bra­sil a come­mo­rar um títu­lo no sai­bro do Rio Open, o mai­or tor­neio da moda­li­da­de na Amé­ri­ca do Sul. O gaú­cho e o colom­bi­a­no Nico­las Bar­ri­en­tos dita­ram o rit­mo do jogo no últi­mo domin­go (25) e ven­ce­ram a dupla aus­tría­ca for­ma­da por Ale­xan­der Erler e Lucas Mie­dler por 2 sets a 0 (par­ci­ais de 6/4 e 6/3).

Uma curi­o­si­da­de da dupla cam­peã é que Rafa­el Matos e Nico­las Bar­ri­en­tos con­quis­ta­ram o pri­mei­ro títu­lo jun­tos. Demo­rou, mas a tor­ci­da fez a fes­ta. A decep­ção pela eli­mi­na­ção dos três outros bra­si­lei­ros nas sim­ples não afas­tou os aman­tes do tênis. Emba­la­dos pelo sam­ba do Sal­guei­ro, a dupla rece­beu o prê­mio da 10ª edi­ção do Rio Open.

Antes de a boli­nha ama­re­la qui­car na qua­dra Guga Kuer­ten na final de sim­ples, o can­tor e com­po­si­tor Seu Jor­ge can­tou o hino naci­o­nal. A final argen­ti­na con­tou com a vitó­ria do cabe­ça de cha­ve núme­ro cin­co do tor­neio Sebas­ti­an Baez. Ele levou a melhor con­tra o com­pa­tri­o­ta Mari­a­no Navo­ne ao fechar o jogo em 2 sets a 0 (par­ci­ais de 6/2 e 6/2). Baez sai do Rio Open com o mai­or títu­lo da car­rei­ra. Além dis­so, se tor­nou o sex­to repre­sen­tan­te de seu país a fes­te­jar um títu­lo de ATP 500, o segun­do na eta­pa cari­o­ca.

Com o tro­féu em mãos, Baez agra­de­ceu sua equi­pe, os adver­sá­ri­os e o públi­co do Rio Open, e ain­da arris­cou o por­tu­guês: “Que­ro dizer mui­to obri­ga­do, gale­ra! Eu amo o Bra­sil”. Já Navo­ne per­de a final den­tro de qua­dra, mas viveu momen­tos curi­o­sos no tor­neio. Após sofrer agres­sões xeno­fó­bi­cas de uma peque­na par­te da tor­ci­da no jogo no qual der­ro­tou o bra­si­lei­ro João Fon­se­ca, o argen­ti­no virou o que­ri­di­nho da tor­ci­da na deci­são. Dá para afir­mar que Navo­ne foi uma atra­ção do Rio Open. Tam­bém vale lem­brar que o argen­ti­no come­çou no qua­lifying e che­gou à final.

Porém, uma coi­sa é cer­ta, um momen­to vai ficar na memó­ria dos dois fina­lis­tas argen­ti­nos. Eles tive­ram o pra­zer de falar e tirar fotos ao lado de Gus­ta­vo Kuer­ten e do ex-tenis­ta espa­nhol David Fer­rer.

Fim de fes­ta, é hora fazer um balan­ço do even­to. A dire­ção do Rio Open afir­ma que a 10ª edi­ção foi um suces­so, com que­bra de recor­des de públi­co, sem falar dos resul­ta­dos posi­ti­vos entre os tenis­tas bra­si­lei­ros no tor­neio. Uma novi­da­de que cha­mou a aten­ção de mui­ta gen­te foi o pri­mei­ro tor­neio de duplas de tênis em cadei­ra de rodas ven­ci­do pelos bri­tâ­ni­cos Alfie Hewett e Gor­don Reid. Eles leva­ram a melhor con­tra o japo­nês Shin­go Kuni­e­da e o bra­si­lei­ro Dani­el Rodri­gues ao fecha­rem o jogo em 2 sets a 0 (par­ci­ais de 6/2 e 6/4). Após o jogo, Dani­el dis­se que esta­va feliz e emo­ci­o­na­do por par­ti­ci­par da pri­mei­ra edi­ção da com­pe­ti­ção e ver o públi­co PcD (Pes­soa com Defi­ci­ên­cia). Na final de sim­ples do Whe­el­chair Ten­nis Eli­te, Alfie Hewett der­ro­tou o com­pa­tri­o­ta Gor­don Reid por 2 sets a 0 (com um duplo 6/3). Ago­ra fica a expec­ta­ti­va para a rea­li­za­ção de um tor­neio femi­ni­no seme­lhan­te no Bra­sil nas pró­xi­mas edi­ções do ATP no Bra­sil.

Edi­ção: Fábio Lis­boa

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