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Recebedor de pensão alimentícia pode pedir ressarcimento de imposto

Repro­du­ção: © Juca Varella/Agência Bra­sil

Em 2022, STF decidiu que recursos não podem ser tributados duas vezes


Publicado em 13/03/2024 — 06:45 Por Wellton Máximo — Repórter da Agência Brasil — Brasília

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Os con­tri­buin­tes que rece­be­ram pen­são ali­men­tí­cia nos últi­mos cin­co anos e paga­ram Impos­to de Ren­da podem pedir o res­sar­ci­men­to do tri­bu­to, escla­re­ceu a Defen­so­ria Públi­ca da União (DPU). É neces­sá­rio reti­fi­car a decla­ra­ção do Impos­to de Ren­da de anos ante­ri­o­res e, em alguns casos, pedir a devo­lu­ção de impos­to pago a mais.

O pra­zo de entre­ga da decla­ra­ção do Impos­to de Ren­da (IR) 2024 come­ça nes­ta sex­ta-fei­ra (15) às 8h e vai até as 23h59min59s de 31 de maio. Nes­te ano, o Fis­co espe­ra rece­ber 43 milhões de decla­ra­ções, con­tra 41.151.515 entre­gues no ano pas­sa­do.

Em outu­bro de 2022, o Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral (STF) deci­diu que as pen­sões ali­men­tí­ci­as são isen­tas de Impos­to de Ren­da. Por una­ni­mi­da­de, os minis­tros enten­de­ram que o tri­bu­to inci­de sobre os ganhos do paga­dor da pen­são e não pode ser cobra­do duas vezes.

Na oca­sião, o STF enten­deu que a bitri­bu­ta­ção, além de incons­ti­tu­ci­o­nal, pre­ju­di­ca pes­so­as mais vul­ne­rá­veis e fere os direi­tos fun­da­men­tais da popu­la­ção. Des­de a deci­são do Supre­mo, a DPU acom­pa­nha o caso e ori­en­ta que valo­res reco­lhi­dos inde­vi­da­men­te nos últi­mos cin­co anos sejam devol­vi­dos ao con­tri­buin­te, inclu­si­ve com o envio de reco­men­da­ções à Recei­ta Fede­ral.

Orientações

Des­de a deci­são do Supre­mo, o rece­bi­men­to de pen­são ali­men­tí­cia deve ser decla­ra­do como “ren­di­men­tos isen­tos e não tri­bu­tá­veis”. Quem decla­rou, nos últi­mos cin­co anos, os valo­res como “ren­di­men­tos tri­bu­tá­veis” pre­ci­sa reti­fi­car a decla­ra­ção de cada ano.

Caso a mudan­ça resul­te em aumen­to no valor a res­ti­tuir, a dife­ren­ça será depo­si­ta­da auto­ma­ti­ca­men­te em um dos lotes resi­du­ais de res­ti­tui­ção de anos ante­ri­o­res. Caso a reti­fi­ca­ção redu­za o valor de impos­to pago em deter­mi­na­do ano, será neces­sá­rio fazer pedi­do ele­trô­ni­co de devo­lu­ção por meio do pro­gra­ma Per/Dcomp, dis­po­ní­vel no Cen­tro de Aten­di­men­to Vir­tu­al ao Con­tri­buin­te(e‑CAC).

Pagantes

Para quem paga pen­são ali­men­tí­cia, nada muda. O dinhei­ro deve con­ti­nu­ar a ser decla­ra­do anu­al­men­te e pode ser dedu­zi­do ao acres­cen­tar o Cadas­tro de Pes­soa Físi­ca (CPF) do ali­men­tan­do.

O paga­dor pode dedu­zir até 100% do valor pago como pen­são, des­de que ela seja esta­be­le­ci­da pela Jus­ti­ça ou em escri­tu­ra públi­ca. O ali­men­tan­te tam­bém pode dedu­zir outras des­pe­sas pagas ao filho, como des­pe­sas com saú­de ou edu­ca­ção, des­de que tam­bém defi­ni­das por acor­do judi­ci­al.

Outras infor­ma­ções sobre a Decla­ra­ção do Impos­to de Ren­da Pes­soa Físi­ca podem ser obti­das na pági­na da Recei­ta Fede­ral, na seção per­gun­tas fre­quen­tes. A Defen­so­ria Públi­ca da União pode pres­tar assis­tên­cia caso a pes­soa não pos­sa pagar por um advo­ga­do. Para mais infor­ma­ções, o con­tri­buin­te deve aces­sar o site do órgão.

Repro­du­ção: Impos­to de Ren­da 2024 — Arte/Agência Bra­sil

 

Edi­ção: Gra­ça Adju­to

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