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Relatório global de exercícios físicos destaca evolução das caminhadas

Repro­du­ção: © Fer­nan­do Frazão/Agência Bra­sil

Segundo o Strava, registro da atividade dobrou do ano passado para cá


Publi­ca­do em 16/12/2021 — 17:31 Por Lin­coln Cha­ves — Repór­ter da TV Bra­sil e da Rádio Naci­o­nal — São Pau­lo

rela­tó­rio anu­al sobre a prá­ti­ca de exer­cí­ci­os no mun­do, divul­ga­do pelo Stra­va, rede soci­al vol­ta­da ao espor­te, apon­tou a cami­nha­da ao ar livre como uma das ati­vi­da­des que mais cres­ce­ram do ano pas­sa­do para cá. O balan­ço reu­niu dados dos mais de 95 milhões de usuá­ri­os da pla­ta­for­ma e iden­ti­fi­cou o dobro de regis­tros de cami­nha­das na com­pa­ra­ção de 2021 com 2020.

O aumen­to cha­ma aten­ção por supe­rar o impac­to de fenô­me­nos cli­má­ti­cos, espe­ci­al­men­te nos Esta­dos Uni­dos, prin­ci­pal mer­ca­do do apli­ca­ti­vo. As nevas­cas que atin­gi­ram o Texas em feve­rei­ro e a cri­se de ener­gia redu­zi­ram as ati­vi­da­des ao ar livre no segun­do esta­do mais popu­lo­so do país em 57% no perío­do. Duran­te o verão nor­te-ame­ri­ca­no, a onda de calor pre­sen­ci­a­da no esta­do do Ore­gon dimi­nuiu os regis­tros em 23%.

A esta­tís­ti­ca das cami­nha­das fica pro­por­ci­o­nal­men­te atrás somen­te das ati­vi­da­des alter­na­ti­vas de inver­no, como os esquis nór­di­co e fora de pis­ta, que aumen­ta­ram 2,5 vezes em rela­ção ao ano pas­sa­do. Segun­do o rela­tó­rio, hou­ve impac­to do fecha­men­to de esta­ções de esqui em boa par­te de 2021, que resul­tou em uma que­da de 37% dos regis­tros de esqui alpi­no e snow­bo­ard.

“Com as res­tri­ções neces­sá­ri­as por con­ta da pan­de­mia da covid-19 em vigor e o dese­jo, tal­vez mais for­te do que nun­ca, de tirar um tem­po para se exer­ci­tar duran­te o dia, vimos a cami­nha­da se tor­nar mais popu­lar do que nun­ca em todas as fai­xas etá­ri­as e em todo o mun­do”, apon­ta um tre­cho do rela­tó­rio.

No Bra­sil, ter­cei­ro mai­or mer­ca­do do Stra­va, a cami­nha­da ao ar livre subiu 1,6 vez na com­pa­ra­ção com 2020. O rela­tó­rio apon­tou que o bra­si­lei­ro cami­nha, em média, três horas por sema­na. A mar­ca é a mes­ma dos ale­mães, infe­ri­or a de espa­nhóis (3,7 horas), bri­tâ­ni­cos (3,5 horas), indi­a­nos (3,3 horas) e fran­ce­ses (3,2 horas), mas supe­ri­or a aus­tra­li­a­nos (2,7 horas) e nor­te-ame­ri­ca­nos (2,5 horas).

“A cami­nha­da ao ar livre vem cres­cen­do nos últi­mos anos glo­bal­men­te e com resul­ta­do mui­to expres­si­vo no Bra­sil, que é um dos mer­ca­dos que puxa esse núme­ro. Há vári­as hipó­te­ses. Uma delas é ser um espor­te de entra­da para outros, com pes­so­as que­ren­do come­çar a se movi­men­tar e encon­tran­do na cami­nha­da um espor­te mais fácil e tran­qui­lo de come­çar”, ana­li­sou a geren­te do Stra­va no Bra­sil, Rosa­na For­tes, à Agên­cia Bra­sil.

“Tam­bém temos vis­to a cami­nha­da como uma for­ma de se comu­tar. Mui­ta gen­te que se mudou para mais per­to do tra­ba­lho e dei­xou o car­ro em casa ou deci­diu [cami­nhar e] não pegar trans­por­te públi­co, com cer­te­za por refle­xo da pan­de­mia”, com­ple­tou Rosa­na.

Ain­da segun­do o rela­tó­rio, quan­to mais velhas as pes­so­as, mai­or o per­cen­tu­al das cami­nha­das. Des­ta­que à fai­xa etá­ria aci­ma de 70 anos, onde 56% dos usuá­ri­os da rede soci­al regis­tra­ram as ati­vi­da­des ao ar livre. No Bra­sil, a esta­tís­ti­ca foi de 52%. O menor índi­ce no país foi obser­va­do entre pes­so­as de 18 a 29 anos (38%, pou­co supe­ri­or ao balan­ço glo­bal do recor­te, que foi de 35%).

“O Stra­va come­çou há mais de 10 anos mui­to foca­do no ciclis­mo e o públi­co da bici­cle­ta sem­pre foi mais velho, seja por conhe­ci­men­to do apli­ca­ti­vo ou poder aqui­si­ti­vo. Tal­vez essa seja a hipó­te­se de ter­mos um núme­ro gran­de de pes­so­as mais velhas, pro­por­ci­o­nal­men­te [regis­tran­do cami­nha­das]. Por con­sequên­cia, pes­so­as que já usam o apli­ca­ti­vo o uti­li­zam [tam­bém] para cami­nha­das”, ava­li­ou a geren­te da rede soci­al.

Por aqui, as publi­ca­ções de cami­nha­das só cres­ce­ram menos que as de nata­ção (1,8 vez), ioga (1,9 vez) e trei­nos fun­ci­o­nais (2,2 vezes). Para Rosa­na, as esta­tís­ti­cas tam­bém têm a ver com a pan­de­mia. Ela des­ta­ca o exem­plo da ioga, moda­li­da­de cujo regis­tro de ati­vi­da­des tam­bém dobrou em nível glo­bal, na com­pa­ra­ção com 2020.

“O aumen­to do núme­ro de atle­tas regis­tran­do trei­nos de ioga é um movi­men­to que temos vis­to em todos os mer­ca­dos e mui­to rela­ci­o­na­do ao fato de ser indo­or, pra­ti­ca­do sozi­nho, tal­vez com a aju­da de vídeo ou tuto­ri­ais. Obvi­a­men­te, é um espor­te que fala de saú­de men­tal, em um momen­to que todos pro­cu­ra­ram o espor­te como uma vál­vu­la de esca­pe para os impac­tos da pan­de­mia”, con­cluiu.

Edi­ção: Fábio Lis­boa

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