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Remo e Brasiliense disputam título inédito da Copa Verde nesta quarta

Brasiliense x Remo jogam no Estádio Mané Garrincha pelo Campeonato Copa Verde
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Duelo em Belém, às 16h, será transmitido ao vivo na TV Brasil


Pub­li­ca­do em 24/02/2021 — 08:00 Por Lin­coln Chaves — Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional — São Paulo

O títu­lo da edição 2020 da Copa Verde não é a úni­ca moti­vação para Remo e Brasiliense, que deci­dem a com­petição region­al nes­ta quar­ta-feira (24), às 16 (horário de Brasília), no Mangueirão, em Belém, com trans­mis­são ao vivo da TV Brasil. O campeão garante um lugar dire­to na ter­ceira fase da Copa do Brasil 2021. A sim­ples par­tic­i­pação no torneio nacional já asse­gu­ra ao clube uma pre­mi­ação de R$ 1,5 mil­hão con­ce­di­da pela Con­fed­er­ação Brasileira de Fute­bol (CBF). 

A van­tagem é do Jacaré, que gan­hou o jogo de ida por 2 a 1 no Mané Gar­rin­cha, em Brasília, no últi­mo domin­go (21). O ata­cante Wal­lace abriu o mar­cador para os paraens­es, mas os volantes Sandy e Aldo viraram o placar. Os brasiliens­es têm a van­tagem do empate. O Leão Azul, por sua vez, tem que vencer por, ao menos, dois gols de difer­ença para lev­an­tar a taça. Se a vitória remista for por um gol de sal­do, a decisão do títu­lo será defini­da na cobrança de pênaltis.

Seja quem for o campeão, o títu­lo será inédi­to. O Remo está pela segun­da vez na final. Em 2015, o Leão Azul goleou o Cuiabá por 4 a 1 no primeiro jogo da decisão, mas foi atro­pela­do por 5 a 1 no due­lo de vol­ta, fican­do com o vice. Na cam­pan­ha de 2020, o time paraense bateu Gama (1 a 0), Inde­pen­dente-PA (2 a 0 e 1 a 3, com  definição nos pênaltis por 3 a 0) e Man­aus (1 a 1 e 6 a 2).

“No primeiro jogo [da final], começamos mel­hor, com mais posse de bola, mas sofre­mos o primeiro gol em uma desatenção e o segun­do na bola para­da, que treinamos tan­to. A gente se cobrou para não repe­tir­mos os mes­mos erros. Nes­ta quar­ta-feira, vamos suar sangue. Cheguei ago­ra [ao Remo], mas já pude sen­tir a atmos­fera da tor­ci­da, sei que ela quer muito esse títu­lo e que ele será espe­cial, não só para mim, mas para todos. Esta­mos con­fi­antes”, disse o lat­er­al remista Welling­ton Sil­va, em entre­vista cole­ti­va.

O Brasiliense dis­pu­ta a final da com­petição pela primeira vez. A mel­hor cam­pan­ha do clube dis­tri­tal era a semi­fi­nal de 2014, na primeira edição do torneio, quan­do o Jacaré foi elim­i­na­do pelo rival Brasília, que lev­ou o títu­lo daque­le ano. Na tra­jetória até a decisão, o Jacaré super­ou Vitória-PE (4 a 0), Luver­dense-MT (2 a 1), Atléti­co-GO (2 a 1 e 3 a 1) e Vila Nova (2 a 0 e 1 a 3, com 5 a 3 nos pênaltis).

“A Copa Verde con­tou com dois clubes de Série A, o Atléti­co-GO e o Cuiabá, que subiu esse ano [da Série B], e diver­sas equipes de Série B e de Série C. Mas quem está em destaque é jus­ta­mente o Brasiliense, que dis­pu­ta a Série D do Campe­ona­to Brasileiro. A nos­sa cam­pan­ha reflete o esforço e seriedade do tra­bal­ho nestes últi­mos anos e ain­da colo­ca na vit­rine do cenário nacional o fute­bol de Brasília, mais uma vez”, comem­o­rou a pres­i­dente do Jacaré, Luísa Estevão, em depoi­men­to à Agên­cia Brasil.

As equipes têm des­falques para a decisão. No Remo, a úni­ca ausên­cia é o zagueiro Kevem, que sofreu uma lesão de grau dois na coxa dire­i­ta. Tam­bém con­tun­di­do, o meia Tobin­ha não estará em cam­po pelo Brasiliense. O clube dis­tri­tal, por sua vez, tem a vol­ta do meia Wag­n­er Balotel­li, que cumpriu sus­pen­são na par­ti­da de ida e dis­putará posição com Peu na lat­er­al esquer­da.

Dirigi­do por Paulo Bonami­go, o Leão Azul tem como prováv­el escalação: Viní­cius; Welling­ton Sil­va, Fred­son, Rafael Jansen e Mar­lon; pin­go, Lucas Siqueira e Felipe Gedoz; Hélio, Wal­lace e Augus­to. O téc­ni­co do Jacaré, Vil­son Tadei, deve man­dar a cam­po o time com: Edmar Sucuri; Dio­go, Bad­huga, Key­nan e Peu (Wag­n­er Balotel­li); Aldo, Sandy, Zot­ti e Luquin­has; Maicon Assis e Zé Love.

Copa sustentável

O vence­dor da Copa Verde será agra­ci­a­do com três taças. Além da tradi­cional, o campeão rece­berá um troféu vivo, com mudas para serem plan­tadas na sede do clube, e out­ro feito de madeira cer­ti­fi­ca­da, ide­al­iza­do pelo artista Paulo Alves. As mudas são ref­er­entes aos bio­mas das regiões dos final­is­tas: bacu­pari da Amazô­nia e puruí do Cer­ra­do. O atle­ta que for eleito o mel­hor em cam­po tam­bém será pre­mi­a­do com um troféu de madeira cer­ti­fi­ca­da, ide­al­iza­do pela design­er Rober­ta Ram­paz­zo.

As duas equipes entrarão em cam­po no Mangueirão vestin­do camisas com patch­es (apliques) alu­sivos às fau­nas da Amazô­nia e do Pan­tanal, bio­mas pre­sentes nas regiões dos times que par­tic­i­pam da com­petição. A ini­cia­ti­va visa incen­ti­var a preser­vação das espé­cies. O do Remo hom­e­nageará a onça-pin­ta­da e o do Brasiliense será alu­si­vo à arara-azul.

Edição: Cláu­dia Soares Rodrigues

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