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Rio tem novos instrumentos para combater violência contra mulher

Repro­du­ção: © Fabio Rodri­gues-Poz­ze­bom/ Agên­cia Bra­sil

Monitor é de fácil manuseio e consulta, diz governo estadual


Publicado em 08/03/2024 — 11:59 Por Cristina Indio do Brasil — Repórter da Agência Brasil — Rio de Janeir

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O com­ba­te à vio­lên­cia con­tra a mulher ganhou mais ins­tru­men­tos no esta­do do Rio de Janei­ro. O Ins­ti­tu­to de Segu­ran­ça Públi­ca (ISP) desen­vol­veu o pai­nel inte­ra­ti­vo Moni­tor da Vio­lên­cia Con­tra a Mulher, que vai auxi­li­ar a Secre­ta­ria de Esta­do da Mulher no moni­to­ra­men­to das diver­sas for­mas de vio­lên­cia que atin­gem a popu­la­ção femi­ni­na.

Por meio do Moni­tor da Vio­lên­cia Con­tra a Mulher, que de acor­do com o gover­no do Rio é de fácil con­sul­ta e manu­seio, será pos­sí­vel ter infor­ma­ções de dados men­sais rela­ci­o­na­dos aos deli­tos pra­ti­ca­dos con­tra as mulhe­res por muni­cí­pio e área de atu­a­ção das dele­ga­ci­as e bata­lhões de polí­cia.

“Por isso, incen­ti­var que as mulhe­res víti­mas regis­trem as ocor­rên­ci­as em uma dele­ga­cia de polí­cia é tão impor­tan­te para aná­li­se e pla­ne­ja­men­to de ações de segu­ran­ça públi­ca vol­ta­das para pre­ven­ção, aco­lhi­men­tos das víti­mas e puni­ção dos auto­res”, dis­se.

Para a dire­to­ra-pre­si­den­te do ISP, Mar­ce­la Ortiz, por ter como fun­ção prin­ci­pal dar sub­sí­di­os para a cri­a­ção de polí­ti­cas públi­cas com base em evi­dên­ci­as, o órgão sem­pre bus­ca desen­vol­ver ini­ci­a­ti­vas rápi­das, dinâ­mi­cas e dire­tas.

“O pai­nel, para a Secre­ta­ria da Mulher, foi cri­a­do para auxi­li­ar na aná­li­se local das víti­mas, levan­do em con­si­de­ra­ção a rea­li­da­de onde vivem. A ver­da­de é que nos muni­cí­pi­os há cená­ri­os mui­to dife­ren­tes e é natu­ral que os dados refli­tam essa rea­li­da­de”, afir­mou Mar­ce­la Ortiz.

Somen­te ser­vi­do­res da Secre­ta­ria da Mulher têm aces­so ao pai­nel que dá supor­te a polí­ti­cas de enfren­ta­men­to à vio­lên­cia de gêne­ro nos 92 muni­cí­pi­os do esta­do. O moni­tor inte­gra infor­ma­ção e inte­li­gên­cia para com­ba­ter a vio­lên­cia domés­ti­ca e fami­li­ar que o gover­no do esta­do tem pos­to em prá­ti­ca.

A supe­rin­ten­den­te de Enfren­ta­men­to à Vio­lên­cia con­tra a Mulher, da Secre­ta­ria da Mulher, Giu­lia Luz, dis­se que o pai­nel dá mais agi­li­da­de ao pro­ces­sa­men­to das esta­tís­ti­cas.

“Pelo moni­tor, con­se­gui­mos garan­tir mai­or cele­ri­da­de no aces­so aos dados esta­tís­ti­cos, para ela­bo­ra­ção de res­pos­tas ins­ti­tu­ci­o­nais cada vez mais efi­ci­en­tes e efi­ca­zes para o enfren­ta­men­to à vio­lên­cia con­tra as mulhe­res”, dis­se.

ISPMulher

Outra medi­da para dar mais visi­bi­li­da­de é o aces­so da popu­la­ção à pla­ta­for­ma que con­tém dados sobre esse tipo de cri­me. “A fer­ra­men­ta faz par­te do paco­te de ati­vi­da­des de 25 anos de exis­tên­cia do Ins­ti­tu­to de Segu­ran­ça Públi­ca.”

No ISP­Mu­lher é pos­sí­vel acom­pa­nhar de for­ma sim­ples e atu­a­li­za­da os ados de vio­lên­cia con­tra a mulher e, ain­da, os ende­re­ços da Rede de Aten­di­men­to à Mulher Víti­ma. Femi­ni­cí­di­os e ten­ta­ti­vas de femi­ni­cí­di­os subi­ram, em janei­ro de 2024, com três víti­mas a mais de femi­ni­cí­dio e seis de ten­ta­ti­va, segun­do infor­ma­ções con­ti­das no pai­nel.

Outro dado, de janei­ro des­te ano, é a redu­ção de cin­co homi­cí­di­os com víti­mas mulhe­res, na com­pa­ra­ção com o mes­mo perío­do do ano ante­ri­or. Já os cri­mes de vio­lên­cia moral e psi­co­ló­gi­ca, como a difa­ma­ção e o cons­tran­gi­men­to ile­gal, cres­ce­ram 27,9% e 16,2%, res­pec­ti­va­men­te, no pri­mei­ro mês do ano.

“Esse aumen­to podem sig­ni­fi­car que as mulhe­res estão mais cons­ci­en­tes dos seus direi­tos e pro­cu­ram as dele­ga­ci­as de polí­cia civil para regis­trar essas ocor­rên­ci­as”, indi­cou.

Des­de 2006, o ins­ti­tu­to divul­ga o Dos­siê Mulher, reco­nhe­ci­do como prin­ci­pal estu­do sobre mulhe­res víti­mas no ter­ri­tó­rio flu­mi­nen­se.

O levan­ta­men­to já está na 18ª edi­ção e traz esta­tís­ti­cas ofi­ci­ais que aju­dam na ela­bo­ra­ção de polí­ti­cas públi­cas foca­das na pro­te­ção, aco­lhi­men­to e aten­di­men­to às mulhe­res víti­mas.

Atu­al­men­te o esta­do tem 14 dele­ga­ci­as e seis núcle­os de aten­di­men­to à mulher, espe­ci­a­li­za­das que fun­ci­o­nam 24 horas.

Todas as uni­da­des têm equi­pe capa­ci­ta­da para ofe­re­cer um aten­di­men­to huma­ni­za­do para a mulher víti­ma de vio­lên­cia. O tra­ba­lho é refor­ça­do pelo Pro­gra­ma Patru­lha Maria da Penha — Guar­diões da Vida, que garan­te a pro­te­ção das mulhe­res que soli­ci­ta­ram medi­das pro­te­ti­vas con­tra seus agres­so­res.

Edi­ção: Maria Clau­dia

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