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Saiba como funcionam os polos para pacientes com dengue no Rio

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Capital entrou hoje em situação de emergência devido à doença


Publi­ca­do em 05/02/2024 — 12:36 Por Vitor Abda­la — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Rio de Janei­ro

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Até o fim des­ta sema­na, a cida­de do Rio de Janei­ro terá dez polos de saú­de espe­cí­fi­cos para aten­der a paci­en­tes com sus­pei­ta de den­gue. O pri­mei­ro deles, em Curi­ci­ca, na zona oes­te da cida­de, foi inau­gu­ra­do na manhã des­ta segun­da-fei­ra (5). A capi­tal entrou hoje em situ­a­ção de emer­gên­cia devi­do à doen­ça.

Have­rá polos tam­bém em Cam­po Gran­de, San­ta Cruz e Ban­gu (na zona oes­te), Com­ple­xo do Ale­mão, Madu­rei­ra, Del Cas­ti­lho e Tiju­ca (na zona nor­te), Gávea (na zona sul) e Cen­tro.

A aber­tu­ra dos polos é uma das ações do pla­no de con­tin­gên­cia de enfren­ta­men­to à den­gue, cri­a­do pela pre­fei­tu­ra do Rio, uma vez que a cida­de já regis­trou, este ano, 11 mil casos da doen­ça, com 360 deles neces­si­tan­do de inter­na­ção.

Os polos vão fun­ci­o­nar nas depen­dên­ci­as de uni­da­des bási­cas de saú­de. No caso de Curi­ci­ca, por exem­plo, está loca­li­za­do den­tro do Cen­tro Muni­ci­pal de Saú­de Rapha­el de Pau­la Sou­za.

Atendimento

O secre­tá­rio muni­ci­pal de Saú­de, Dani­el Soranz, ori­en­ta as pes­so­as a pro­cu­ra­rem aten­di­men­to nos polos ou em redes de aten­ção bási­ca se come­ça­rem a sen­tir sin­to­mas da den­gue, que inclu­em febre alta, dor de cabe­ça, dor no cor­po, nas arti­cu­la­ções e no fun­do dos olhos.

Assim que che­gam ao polo, os paci­en­tes têm uma amos­tra do san­gue reco­lhi­da para a con­fir­ma­ção do diag­nós­ti­co, que é dado cer­ca de uma hora depois da cole­ta. No local, tam­bém há cadei­ras e macas para hidra­ta­ção veno­sa e oral.

A equi­pe de saú­de, for­ma­da por médi­cos, enfer­mei­ros e téc­ni­cos de enfer­ma­gem, fará tam­bém a clas­si­fi­ca­ção da gra­vi­da­de do qua­dro. Os qua­dros mais gra­ves serão enca­mi­nha­dos para inter­na­ção como “vaga zero” (emer­gên­cia), atra­vés da Cen­tral Muni­ci­pal de Regu­la­ção.

O pla­no de con­tin­gên­cia tam­bém pre­vê a des­ti­na­ção de lei­tos exclu­si­vos para a inter­na­ção des­ses paci­en­tes. No Hos­pi­tal Muni­ci­pal Ronal­do Gazol­la, por exem­plo, que fun­ci­o­na como uma uni­da­de de refe­rên­cia ini­ci­al, foram sepa­ra­dos 20 lei­tos.

No pró­prio Cen­tro Muni­ci­pal de Saú­de Rapha­el de Pau­la Sou­za, tam­bém have­rá um setor des­ti­na­do à inter­na­ção de paci­en­tes com den­gue e outras arbo­vi­ro­ses (doen­ças trans­mi­ti­das por artró­po­des, como mos­qui­tos e car­ra­pa­tos).

“Esse nos­so pri­mei­ro polo con­se­gue fazer todo o tra­ta­men­to. O paci­en­te che­ga, colhe san­gue, con­se­gue fazer hemo­gra­ma, con­se­gue colher soro­lo­gia. Se pre­ci­sar de hidra­ta­ção, faz hidra­ta­ção veno­sa e oral aqui mes­mo. E, se pre­ci­sar de inter­na­ção, tam­bém tem lei­tos dedi­ca­dos aqui para arbo­vi­ro­se e infec­to­lo­gia. O obje­ti­vo é que a gen­te con­si­ga redu­zir o núme­ro de casos gra­ves e redu­zir o núme­ro de óbi­tos por den­gue. Esse tra­ta­men­to pre­co­ce faz toda a dife­ren­ça”, afir­mou Soranz.

Caso haja neces­si­da­de, mais cen­tros de aten­di­men­to pode­rão ser aber­tos, segun­do a Secre­ta­ria Muni­ci­pal de Saú­de. Além dos polos, os 150 cen­tros de hidra­ta­ção mon­ta­dos no final do ano pas­sa­do nas uni­da­des de saú­de para o aten­di­men­to de devi­do aos efei­tos do calor tam­bém serão usa­dos na assis­tên­cia às pes­so­as com den­gue.

Edi­ção: Ali­ne Leal

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