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Satélite Amazonia 1 é embarcado para a Índia

São Paulo - O satélite Amazonia 1 embarcou nesta terça-feira (22) para a Índia, onde será lançado ao espaço em fevereiro de 2021. O embarque aconteceu em um avião B777 da Emirates no aeroporto de São José dos Campos/SP (SJC)
São Paulo — O satélite Ama­zo­nia 1 embar­cou nes­ta terça-feira (22) para a Índia, onde será lança­do ao espaço em fevereiro de 2021. O embar­que acon­te­ceu em um avião B777 da Emi­rates no aero­por­to de São José dos Campos/SP (SJC) © Divulgação/Inpe (Repro­dução)

Lançamento na órbita será em fevereiro de 2021


Publicado em 22/12/2020 — 12:28 Por Ludmilla Souza — Repórter da Agência Brasil — São Paulo

O satélite Ama­zo­nia 1 já está à cam­in­ho da Índia. O embar­que acon­te­ceu em um avião B777 da Emi­rates, no Aero­por­to de São José dos Cam­pos (SP). A pre­visão de lança­men­to ao espaço é em fevereiro de 2021. 

“Para ter­mos o satélite prepara­do para envio para a base de lança­men­to con­ta­mos com o empen­ho de cen­te­nas de pes­soas com o tra­bal­ho incan­sáv­el de anos de preparação. Os desafios foram muitos. Como resul­ta­do, esta­mos a pou­cas eta­pas de con­cluir o ciclo com­ple­to de um satélite total­mente desen­volvi­do, inte­gra­do, tes­ta­do no Brasil e pelo Brasil”, disse o dire­tor do Insti­tu­to Nacional de Pesquisas Espa­ci­ais (INPE/MCTI), Clezio de Nardin, em cole­ti­va de impren­sa real­iza­da nes­ta man­hã (22) nas dependên­cias do Aero­por­to de São José dos Cam­po e trans­mi­ti­da ao vivo pelo canal do Min­istério da Ciên­cia e Tec­nolo­gia (MCTI) no Youtube.

Para o pres­i­dente da Agên­cia Espa­cial Brasileira (AEB), Car­los Moura, é um priv­ilé­gio para o Brasil ver o seu pro­gra­ma espa­cial con­sol­i­dan­do mais essa con­quista. “Isso se deve muito à capaci­dade tec­nológ­i­ca das pes­soas, ao desen­volvi­men­to cien­tí­fi­co, mas tam­bém ao esforço logís­ti­co que prossegue até chegar na Índia, e tam­bém ao esforço admin­is­tra­ti­vo, que é uma vitória de todas as insti­tu­ições”, disse.

O satélite

O satélite terá a mis­são de fornecer dados (ima­gens) de sen­so­ri­a­men­to remo­to para obser­var e mon­i­torar o des­mata­men­to, espe­cial­mente na Região Amazôni­ca. Com seis quilômet­ros de fios e 14 mil conexões elétri­c­as, o Ama­zo­nia 1 será o ter­ceiro satélite brasileiro de sen­so­ri­a­men­to remo­to em oper­ação, jun­to ao CBERS‑4 e ao CBERS-4A.

O Ama­zo­nia 1 é o primeiro satélite de obser­vação da Ter­ra com­ple­ta­mente pro­je­ta­do, inte­gra­do, tes­ta­do e oper­a­do pelo Brasil. Com lança­men­to pre­vis­to para fevereiro de 2021, o Ama­zo­nia 1 é um satélite de órbi­ta Sol sín­crona (polar), que irá ger­ar ima­gens do plan­e­ta a cada 5 dias. Para isso, pos­sui um imageador ópti­co de visa­da larga (câmera com três ban­das de fre­quên­cias no espec­tro visív­el VIS e uma ban­da próx­i­ma do infraver­mel­ho Near Infrared ou NIR) capaz de obser­var uma faixa de aprox­i­mada­mente 850 km com 64 met­ros de res­olução.

“Os dados do satélite poderão ser usa­dos para um infinidade de apli­cações, como mon­i­tora­men­to ambi­en­tal, agri­cul­tura — esse é um grande avanço — e mon­i­tora­men­to das zonas costeiras e out­ras apli­cações cor­re­latos. Além dos dados, o Ama­zo­nia 1 é fun­da­men­tal do pon­to de vista tec­nológi­co, ele val­i­da em voo a nos­sa platafor­ma mul­ti­mis­são, um desen­volvi­men­to lid­er­a­do pelo MCTI, mas com a pre­sença forte da AEB e do Inpe em bene­fí­cio do nos­so par­que indus­tri­al”, salien­tou Nardin.

Sua órbi­ta foi pro­je­ta­da para pro­por­cionar uma alta taxa de revisi­ta (5 dias), ten­do, com isso, capaci­dade de disponi­bi­lizar uma sig­ni­fica­ti­va quan­ti­dade de dados de um mes­mo pon­to do plan­e­ta. Sob deman­da, o Ama­zo­nia 1 poderá fornecer dados de um pon­to especí­fi­co em 2 dias. Essa car­ac­terís­ti­ca é extrema­mente valiosa em apli­cações como aler­ta de des­mata­men­to na Amazô­nia, pois aumen­ta a prob­a­bil­i­dade de cap­tura de ima­gens úteis diante da cober­tu­ra de nuvens na região.

Os satélites da série Ama­zo­nia serão for­ma­dos por dois módu­los inde­pen­dentes: um Módu­lo de Serviço, que é a Platafor­ma Mul­ti­mis­são (PMM); e um Módu­lo de Car­ga Útil, que abri­ga câmeras imageado­ras e equipa­men­tos de gravação e trans­mis­são de dados de ima­gens.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

Agên­cia Brasil / EBC


 

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