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Saúde alerta para acidentes que causam queimaduras em festas juninas

Repro­du­ção: © PREFEITURA MUNICIPAL DE BAEPEND/Direitos reser­va­dos

Líquidos quentes, fogueiras e fogos de artifício exigem mais atenção


Publi­ca­do em 19/06/2022 — 08:33 Por Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

O Minis­té­rio da Saú­de divul­gou aler­ta com reco­men­da­ções e cui­da­dos para evi­tar aci­den­tes que pos­sam cau­sar quei­ma­du­ras duran­te as tra­di­ci­o­nais fes­tas juni­nas, mui­to popu­la­res em todo o país. A aten­ção deve ser espe­ci­al em ambi­en­tes em que podem ser fre­quen­tes as quei­ma­du­ras por líqui­dos quen­tes, cha­mas de foguei­ra e fogos de arti­fí­cio.

Entre janei­ro e abril des­te ano, já foram regis­tra­dos 3.540 pro­ce­di­men­tos hos­pi­ta­la­res e 32.631 aten­di­men­tos ambu­la­to­ri­ais por cau­sa de quei­ma­du­ras no Bra­sil.

Segun­do o minis­té­rio, em junho, é comum aumen­ta­rem os casos, e a pre­va­lên­cia é de quei­ma­du­ras de segun­do grau, com des­ta­que para as lesões dos mem­bros supe­ri­o­res (mãos e bra­ços), tron­co e cabe­ça.

De acor­do com a Orga­ni­za­ção Mun­di­al de Saú­de (OMS), cer­ca de 180 mil pes­so­as mor­rem por ano em con­sequên­cia de quei­ma­du­ras, que são a quin­ta cau­sa mais comum de lesões não fatais na infân­cia. As quei­ma­du­ras não fatais podem cau­sar hos­pi­ta­li­za­ção pro­lon­ga­da, des­fi­gu­ra­ção e inca­pa­ci­da­de, mui­tas vezes resul­tan­do em cica­tri­zes e rejei­ção.

Ao todo, 48 esta­be­le­ci­men­tos são habi­li­ta­dos pelo Sis­te­ma Úni­co de Saú­de (SUS) como cen­tros de refe­rên­cia na assis­tên­cia a quei­ma­dos, além da ofer­ta de pro­ce­di­men­tos, medi­ca­men­tos, órte­ses, pró­te­ses, mate­ri­ais espe­ci­ais e exa­mes neces­sá­ri­os para aten­der às víti­mas.

Primeiros socorros

De acor­do com o Minis­té­rio da Saú­de, em casos de quei­ma­du­ra, o paci­en­te deve colo­car, de ime­di­a­to, a par­te quei­ma­da debai­xo da água cor­ren­te fria, com jato sua­ve, por apro­xi­ma­da­men­te dez minu­tos. Com­pres­sas úmi­das e fri­as tam­bém são indi­ca­das.

Se hou­ver poei­ra ou inse­tos no local, man­te­nha a quei­ma­du­ra cober­ta com pano lim­po e úmi­do. No caso de quei­ma­du­ras em gran­des exten­sões do cor­po por subs­tân­ci­as quí­mi­cas ou ele­tri­ci­da­de, a pes­soa neces­si­ta de cui­da­dos médi­cos ime­di­a­tos.

É impor­tan­te nun­ca tocar a quei­ma­du­ra com as mãos; nem furar bolhas; ten­tar des­co­lar teci­dos gru­da­dos na pele quei­ma­da, ou reti­rar cor­pos estra­nhos ou gra­xa do local quei­ma­do. Não se pode colo­car man­tei­ga, pó de café, cre­me den­tal ou qual­quer outra subs­tân­cia sobre a quei­ma­du­ra. O Minis­té­rio da Saú­de lem­bra que somen­te o pro­fis­si­o­nal de saú­de sabe o que deve ser apli­ca­do sobre o local afe­ta­do.

Prevenção

Nas fes­tas, é pre­ci­so tam­bém ter aten­ção ao mani­pu­lar bebi­das e ali­men­tos com altas tem­pe­ra­tu­ras e evi­tar brin­ca­dei­ras per­to de foguei­ras para pre­ve­nir quei­ma­du­ras por cha­mas e pro­ble­mas nas vias aére­as, pela ina­la­ção de fuma­ça.

É impor­tan­te ain­da ter cui­da­do ao usar pro­du­tos infla­má­veis, como o álco­ol 70% (na for­ma líqui­da ou em gel), e não mani­pu­lar o pro­du­to per­to do fogo, mantendo‑o lon­ge do alcan­ce das cri­an­ças.

Outras reco­men­da­ções são evi­tar fumar den­tro de casa, prin­ci­pal­men­te se esti­ver dei­ta­do, ao acen­der fós­fo­ros, man­ter o pali­to lon­ge do ros­to, para não atin­gir cabe­lo ou sobran­ce­lha, e, ao acen­der velas, obser­var se estão lon­ge de pro­du­tos infla­má­veis, boti­jões de gás, sol­ven­tes ou teci­dos.

No caso de quei­ma­du­ras elé­tri­cas, é pre­ci­so reti­rar o fio da toma­da ou des­li­gar a ener­gia geral. Reco­men­da-se ain­da o uso de pro­te­tor nas toma­das elé­tri­cas da casa. Pos­sí­veis vaza­men­tos de gás devem ser inves­ti­ga­dos com frequên­cia, e as cri­an­ças pre­ci­sam ficar lon­ge da cozi­nha duran­te o pre­pa­ro dos ali­men­tos. O cabo e as alças das pane­las, que devem estar em bom esta­do, têm de ficar sem­pre vira­dos para a área do fogão.

Na hora do banho, é bom tes­tar a tem­pe­ra­tu­ra da água com o dor­so da mão antes de molhar a cri­an­ça, que deve ficar sem­pre lon­ge de pro­du­tos de lim­pe­za. Reco­men­da-se ain­da o uso de pro­te­tor nas toma­das elé­tri­cas da casa.

Edi­ção: Nádia Fran­co

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