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Semana do Pescado quer criar nova temporada de consumo no 2º semestre

Repro­dução: © Arquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil

A 19ª edição do evento começa em 1º de setembro


Pub­li­ca­do em 20/08/2022 — 15:33 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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O setor pro­du­ti­vo nacional real­iza Sem­ana do Pesca­do 2022 no perío­do de 1º a 15 de setem­bro, uma cam­pan­ha de incen­ti­vo ao con­sumo de peix­es, molus­cos e crustáceos. Ide­al­iza­do pelo extin­to Min­istério da Pesca e Aqui­cul­tura, o even­to pre­tende movi­men­tar todas as regiões do país e envolverá super­me­r­ca­dos, restau­rantes, feiras livres e pon­tos de ata­ca­do e vare­jo, ofer­e­cen­do espaços gas­tronômi­cos aber­tos para a pop­u­lação.

Em entre­vista à Agên­cia Brasil, Altemir Gre­golin, mem­bro da Coor­de­nação Nacional do even­to e pres­i­dente do Con­gres­so Inter­na­cional do Peixe (IFC Brasil, do nome em inglês), disse que o obje­ti­vo da 19ª Sem­ana do Pesca­do é estim­u­lar o con­sumo e cri­ar uma segun­da Quares­ma, ou seja, uma nova tem­po­ra­da de con­sumo de pesca­do no segun­do semes­tre. “No primeiro semes­tre, nós temos a Sem­ana San­ta e, no segun­do semes­tre, o obje­ti­vo é cri­ar uma nova tem­po­ra­da e, com isso, estim­u­lar o con­sumo, que seja uma práti­ca cotid­i­ana das pes­soas, porque é mais saúde e, haven­do mais con­sumo, estim­u­la a pro­dução em um país que tem um poten­cial gigante”.

A Sem­ana do Pesca­do será lança­da no dia 1º de setem­bro, durante a quar­ta edição do IFC Brasil, que ocor­rerá em Foz do Iguaçu, no Paraná. A comis­são orga­ni­zado­ra elaborou uma agen­da de tra­bal­hos que con­siste em envolver todos os setores lig­a­dos à cadeia pro­du­ti­va pesqueira e aquí­co­la; ren­o­var a mar­ca da cam­pan­ha; movi­men­tar as redes soci­ais ofi­ci­ais da Sem­ana do Pesca­do; pro­mover reuniões e encon­tros; entre out­ras ações.

Produção

Lev­an­ta­men­to da Asso­ci­ação Brasileira da Pis­ci­cul­tura (PEIXE BR) rev­ela que o Brasil pro­duz­iu, no ano pas­sa­do, 841.005 toneladas de peix­es de cul­ti­vo (tilápia, peix­es nativos e out­ras espé­cies), geran­do recei­ta de R$ 8 bil­hões. O resul­ta­do rep­re­sen­ta cresci­men­to de 4,7% sobre a pro­dução de 2020 (802.930 toneladas). Em seis anos, esse mer­ca­do acu­mu­la aumen­to de 45,4%. A tilápia é a cadeia da pis­ci­cul­tura que mais cresce.

No con­jun­to da pesca e aqui­cul­tura, o Brasil pro­duz 1,6 mil­hão de toneladas, com fat­u­ra­men­to em torno de R$ 20 bil­hões, de acor­do com a Asso­ci­ação Brasileira das Indús­trias dos Pesca­dos (Abipesca). A expec­ta­ti­va dos coor­de­nadores da 19ª Sem­ana do Pesca­do é ampli­ar ess­es números. Gre­golin esclare­ceu que um qui­lo de peixe por habitante/ano sig­nifi­ca 213 mil toneladas, con­sideran­do a pop­u­lação do país. “Se a gente trans­for­mar isso em peixe vivo, há neces­si­dade em torno de 500 mil toneladas de pro­dução, com aumen­to de um qui­lo no con­sumo por habi­tante por ano de pesca­do proces­sa­do. Nós temos o priv­ilé­gio de ter um mer­ca­do gigante e, por­tan­to, estim­u­lar o mer­ca­do inter­no é fun­da­men­tal”.

Na média, o con­sumo atu­al de pesca­do no Brasil atinge 10 qui­los por habi­tante ao ano, ain­da abaixo do recomen­da­do, que são 12 qui­los por habitante/ano, e dis­tante da média mundi­al de 20,2 qui­los por habitante/ano. O pres­i­dente do IFC Brasil recon­heceu que a pop­u­lação brasileira tem muitas out­ras opções, como fran­go e carnes bov­ina e suí­na, que muitos país­es não têm. “Então, o pesca­do dis­pu­ta o mer­ca­do com essas out­ras pro­teí­nas”.

Potencial

Gre­golin diz acred­i­tar, entre­tan­to, no poten­cial do con­sumo de pesca­do crescer no Brasil. “Temos um poten­cial grande, porque é a pro­teí­na mais saudáv­el, porque a gente está crescen­do muito na orga­ni­za­ção da cadeia, ten­do, por­tan­to, mais com­pet­i­tivi­dade. O setor está sendo mais efi­ciente, reduzin­do cus­to da pro­dução, reduzin­do o preço final para o con­sum­i­dor, aumen­tan­do a pro­dução nacional. Então, o setor pro­du­ti­vo tem, cada vez mais, mel­hores preços, mel­hor qual­i­dade”. Gre­golin, que é ex-min­istro da Pesca e Aqui­cul­tura, reit­er­ou que pesca­do é saúde, é a pro­teí­na mais saudáv­el. “Por isso é a pro­teí­na mais con­sum­i­da e mais com­er­cial­iza­da no mun­do”. Os país­es asiáti­cos são os maiores con­sum­i­dores de peixe, lid­er­a­dos pelo Japão, onde o con­sumo por indi­ví­duo alcança mais de 60 qui­los por ano.

Na últi­ma edição da Sem­ana do Pesca­do, no ano pas­sa­do, o seg­men­to alcançou 30% de aumen­to no con­sumo em relação à edição de 2020.

Desempenho

O Paraná é o líder nacional de pro­dução de peix­es, com 172 mil toneladas em 2020 con­tra 154,2 mil toneladas no ano ante­ri­or. Um dos grandes destaques no esta­do é a tilápia, que cresceu 11,5%. Uma expli­cação para o exce­lente resul­ta­do é o desem­pen­ho coop­er­a­tivista, com incen­tivos à pro­dução.

Em segun­do lugar, aparece São Paulo, com cresci­men­to de 6,9% em 2020. De acor­do com a Coor­de­nação Nacional da Sem­ana do Pesca­do, o que expli­ca esse avanço é a reg­u­la­men­tação ambi­en­tal reg­istra­da nos últi­mos dois anos, além do fato de São Paulo ser um grande cen­tro con­sum­i­dor, o que atrai inves­ti­men­tos.

O bom desem­pen­ho dos peix­es nativos colo­ca Rondô­nia na ter­ceira posição no rank­ing pro­du­tor, mes­mo ten­do sofri­do que­da de 4,8% em 2020. O vol­ume pro­duzi­do de 65,5 mil toneladas ain­da é bem aci­ma do quar­to colo­ca­do que é San­ta Cata­ri­na, cuja pro­dução cresceu 3% e atingiu 51,7 mil toneladas.

Pesca Extrativista

Prin­ci­pal rep­re­sen­tante do setor de pesca­do no Brasil, a Abipesca proces­sa mais de 400 espé­cies de pesca­do, geran­do cer­ca de 10 mil empre­gos dire­tos e 6 mil indi­re­tos. São expor­ta­dos a cada ano mais de US$ 400 mil­hões, com expan­são de 10% na taxa anu­al de ven­das ao exte­ri­or.

Edição: Aline Leal

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