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Senado, Cotas Raciais, Concurso Público

Repro­du­ção: © Anto­nio Augusto/SCO/STF

Decisão foi tomada por unanimidade


Publicado em 22/05/2024 — 17:13 Por André Richter — Repórter da Agência Brasil — Brasília

Por una­ni­mi­da­de, o Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral (STF) reco­nhe­ceu nes­ta quar­ta-fei­ra (22) o cha­ma­do “assé­dio judi­ci­al” con­tra jor­na­lis­tas e veí­cu­los de impren­sa. Com a deci­são, a Cor­te con­fir­ma a ile­ga­li­da­de do ajui­za­men­to de inú­me­ras ações judi­ci­ais para cons­tran­ger ou difi­cul­tar o exer­cí­cio da liber­da­de de impren­sa.

Pelo enten­di­men­to, as ações nas quais pes­so­as cita­das em maté­ri­as jor­na­lís­ti­cas bus­cam inde­ni­za­ções devem ser jul­ga­das pela Jus­ti­ça da cida­de onde o jor­na­lis­ta mora. Atu­al­men­te, quem pro­ces­sa pode esco­lher a cida­de em que a ação vai tra­mi­tar, pul­ve­ri­zan­do os pro­ces­sos con­tra a impren­sa.

Os minis­tros tam­bém acres­cen­ta­ram na deci­são que a res­pon­sa­bi­li­za­ção de jor­na­lis­tas e veí­cu­los de impren­sa deve ocor­rer somen­te em caso de dolo ou cul­pa gra­ve, ou seja, por negli­gên­cia pro­fis­si­o­nal, com a inten­ção de pre­ju­di­car a pes­soa cita­da em uma repor­ta­gem.

O jul­ga­men­to foi moti­va­do por ações pro­to­co­la­das pela Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Jor­na­lis­mo Inves­ti­ga­ti­vo (Abra­ji) e pela Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Impren­sa (ABI).

A ques­tão foi deci­di­da com base no voto do minis­tro Luís Rober­to Bar­ro­so. O minis­tro citou casos de 100 ações ajui­za­das ao mes­mo tem­po em diver­sos esta­dos con­tra jor­na­lis­tas. As ações são movi­das por pes­so­as cita­das em repor­ta­gens para bus­car inde­ni­za­ção por danos morais.

Duran­te a ses­são, Bar­ro­so dis­se que o Bra­sil pos­sui um “pas­sa­do que con­de­na” em ques­tões sobre liber­da­de de impren­sa.

“A his­tó­ria do Bra­sil teve cen­su­ra à impren­sa, com pági­nas em bran­co, recei­ta de bolo, poe­mas de Camões, todas as músi­cas tinham que ser sub­me­ti­das ao depar­ta­men­to de cen­su­ra, o balé Bolshoi foi proi­bi­do de ser ence­na­do por­que era [con­si­de­ra­do] pro­pa­gan­da comu­nis­ta”, comen­tou.

A minis­tra Cár­men Lúcia acres­cen­tou que o assé­dio judi­ci­al con­tra jor­na­lis­tas é uma for­ma de per­se­gui­ção.

“Se nós vive­mos a déca­da de 1970, com toda for­ma de cen­su­ra, hoje nós temos outras for­mas de cen­su­ra par­ti­cu­la­res. Nós não que­re­mos defen­der e dar gua­ri­da a novas for­mas de cen­su­ra, esta­mos falan­do de liber­da­de”, com­ple­tou.

Edi­ção: Juli­a­na Andra­de

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