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Servidores do Banco Central fazem paralisação de 24 horas

Repro­du­ção: © Mar­cel­lo Casal Jr / Agên­cia Bra­sil

Eles querem melhorias na carreira e equiparação com outras categorias


Publi­ca­do em 11/01/2024 — 10:37 Por Luci­a­no Nas­ci­men­to — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — São Luís

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Os ser­vi­do­res do Ban­co Cen­tral (BC) fazem hoje (11) uma gre­ve de 24 horas. Segun­do o Sin­di­ca­to Naci­o­nal dos Fun­ci­o­ná­ri­os do Ban­co Cen­tral (Sinal), mais de 70% dos fun­ci­o­ná­ri­os devem ade­rir à para­li­sa­ção. Os tra­ba­lha­do­res rei­vin­di­cam melho­ri­as na car­rei­ra, como a equi­pa­ra­ção com outras cate­go­ri­as seme­lhan­tes. 

O Sinal dis­se que a para­li­sa­ção pode gerar um “apa­gão” em todos os ser­vi­ços do ban­co, com impac­tos no aten­di­men­to ao mer­ca­do e ao públi­co, incluin­do can­ce­la­men­to de reu­niões, manu­ten­ção em sis­te­mas e atra­so na divul­ga­ção de infor­ma­ções.

A manu­ten­ção do PIX pode ficar pre­ju­di­ca­da, tra­zen­do ris­co à con­ti­nui­da­de dos ser­vi­ços. A para­li­sa­ção tam­bém pode tra­zer mai­or impac­to na con­clu­são de pro­je­tos em cur­so, como o da moe­da digi­tal, o Drex, na super­vi­são de Pre­ven­ção à Lava­gem de Dinhei­ro e Finan­ci­a­men­to do Ter­ro­ris­mo e na regu­la­men­ta­ção de ati­vos vir­tu­ais.

“A deci­são de rea­li­zar a gre­ve decor­re da insa­tis­fa­ção dos ser­vi­do­res em rela­ção ao tra­ta­men­to dis­pen­sa­do às suas deman­das, em meio a con­ces­sões assi­mé­tri­cas ofe­re­ci­das a outras cate­go­ri­as típi­cas de Esta­do. Res­sal­ta-se a pre­o­cu­pa­ção com a fal­ta de diá­lo­go e o ale­ga­do aço­da­men­to auto­ri­tá­rio do pre­si­den­te do BC [Rober­to Cam­pos Neto] na abor­da­gem de ques­tões rele­van­tes, como a Pro­pos­ta de Emen­da Cons­ti­tu­ci­o­nal (PEC) da Inde­pen­dên­cia do Ban­co Cen­tral”, diz nota do sin­di­ca­to.

Os ser­vi­do­res rei­vin­di­cam, entre outros pon­tos, rea­jus­te nas tabe­las remu­ne­ra­tó­ri­as, retri­bui­ção por pro­du­ti­vi­da­de, exi­gên­cia de nível supe­ri­or para o car­go de téc­ni­co, mudan­ça no car­go de ana­lis­ta para audi­tor.

A pró­xi­ma eta­pa da para­li­sa­ção será a entre­ga dos car­gos comis­si­o­na­dos de che­fia, caso as nego­ci­a­ções com o gover­no não avan­cem. A entre­ga efe­ti­va é pre­vis­ta para a pri­mei­ra quin­ze­na de feve­rei­ro.

O Sinal des­ta­ca a impor­tân­cia do Ban­co Cen­tral para a esta­bi­li­da­de econô­mi­ca do país e ape­la ao gover­no para con­si­de­rar equi­ta­ti­va­men­te todas as car­rei­ras estra­té­gi­cas, diz outro tre­cho da nota.

Agên­cia Bra­sil pro­cu­rou o BC para saber o posi­ci­o­na­men­to da ins­ti­tui­ção em rela­ção à gre­ve e às nego­ci­a­ções. Como res­pos­ta, a asses­so­ria dis­se que o ban­co não vai se pro­nun­ci­ar a res­pei­to.

Edi­ção: Gra­ça Adju­to

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