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Servidores federais ambientais estão em greve em 24 estados e no DF

Repro­dução: © Joéd­son Alves/Agência Brasil

Categoria pede valorização salarial e reestruturação de carreira


Publicado em 01/07/2024 — 15:17 Por Luciano Nascimento — Repórter da Agência Brasil — São Luís
Atualizado em 01/07/2024 — 15:36

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Servi­dores fed­erais do meio ambi­ente de 20 esta­dos e do Dis­tri­to Fed­er­al (DF) ini­cia­ram nes­ta segun­da-feira (1º) movi­men­to de greve ger­al, infor­mou a Asso­ci­ação Nacional dos Servi­dores da Car­reira de Espe­cial­ista em Meio Ambi­ente (Asce­ma Nacional). Eles se jun­tam aos servi­dores dos esta­dos do Acre, do Pará, da Paraí­ba e do Rio Grande do Norte, que sus­pender­am as ativi­dades des­de o dia 24 de jun­ho.

Os servi­dores do esta­do do Ceará, que ini­cial­mente havia se posi­ciona­do con­tra a greve, resolver­am aderir, nes­ta segun­da-feira, ao movi­men­to pare­dista. O esta­do de Per­nam­bu­co não aderiu. A Asce­ma Nacional não infor­mou sobre a situ­ação de Sergipe.

Os servi­dores já havi­am sinal­iza­do com a pos­si­bil­i­dade de greve des­de a primeira quinzena de jun­ho, quan­do o Min­istério da Gestão e Ino­vação em Serviços Públi­cos (MGI) encer­rou a nego­ci­ação salar­i­al, con­duzi­da com os servi­dores ambi­en­tais des­de o fim de 2023. Na ocasião, a pas­ta disse que “o gov­er­no chegou ao lim­ite máx­i­mo, do pon­to de vista orça­men­tário, do que é pos­sív­el ofer­e­cer” aos servi­dores. A pro­pos­ta colo­ca­da em nego­ci­ação, segun­do o MGI, pre­vê rea­justes de 19% a 30% para a cat­e­go­ria.

Os tra­bal­hadores pleit­eiam val­oriza­ção salar­i­al e reestru­tu­ração de car­reira, com a diminuição das difer­enças nos venci­men­tos das car­reiras de nív­el médio e supe­ri­or.

“Atual­mente, os servi­dores ambi­en­tais enfrentam um sig­ni­fica­ti­vo deses­tí­mu­lo dev­i­do à dis­crepân­cia entre as respon­s­abil­i­dades exer­ci­das e a remu­ner­ação rece­bi­da. Enquan­to desem­pen­ham funções de reg­u­lação, audi­to­ria, gestão de políti­cas públi­cas, licen­ci­a­men­to e fis­cal­iza­ção, não são ade­quada­mente com­pen­sa­dos por essas ativi­dades, resul­tan­do em uma enorme insat­is­fação inter­na”, desta­cou a Asce­ma Nacional.

“A com­para­ção salar­i­al com out­ras car­reiras do serviço públi­co, como agentes da Polí­cia Fed­er­al e fis­cais agropecuários, evi­den­cia essa dis­pari­dade, colo­can­do em questão o recon­hec­i­men­to e a val­oriza­ção dos profis­sion­ais ambi­en­tais. Lem­bran­do que os servi­dores alme­jam a equiparação com o que é ofer­e­ci­do à Agên­cia Nacional de Águas (ANA). Atual­mente, o salário final de um anal­ista ambi­en­tal é de cer­ca de R$ 15 mil, enquan­to o car­go final da ANA de espe­cial­ista em reg­u­lação, alcança R$ 22,9 mil”, com­ple­tou.

Segun­do a Asce­ma, estão em greve servi­dores de autar­quias como o Insti­tu­to Brasileiro do Meio Ambi­ente e dos Recur­sos Nat­u­rais Ren­ováveis (Iba­ma) e o Insti­tu­to Chico Mendes de Con­ser­vação da Bio­di­ver­si­dade (ICM­Bio), do Serviço Flo­re­stal Brasileiro, e do Min­istério do Meio Ambi­ente e Mudança do Cli­ma.

Procu­ra­do pela Agên­cia Brasil, o MGI disse aguardar uma respos­ta dos servi­dores. “Sobre as nego­ci­ações com as enti­dades rep­re­sen­ta­ti­vas dos servi­dores do meio ambi­ente, o MGI infor­mou à cat­e­go­ria que aguar­da respos­ta for­mal à últi­ma pro­pos­ta fei­ta pelo Gov­er­no na Mesa de Nego­ci­ação, que pre­vê rea­justes de 19% a 30% para a cat­e­go­ria. O Min­istério da Gestão segue aber­to ao diál­o­go com os servi­dores do Meio Ambi­ente e de todas as demais áreas da Admin­is­tração Públi­ca Fed­er­al.”

Matéria ampli­a­da às 15h36 para acrésci­mo do posi­ciona­men­to do MGI.  

Edição: Juliana Andrade

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