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Somar para fortalecer é tema da 29ª Parada LGBTQIA+ do Rio

Repro­dução: © Acer­vo Grupo Arco-Íris/­Di­vul­gação

Marcha marca a luta por direitos iguais


Publicado em 28/06/2024 — 07:29 Por Mariana Tokarnia e Rafael Cardoso – Repórteres da Agência Brasil — Rio de Janeiro

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Somar para for­t­ale­cer é o tema da 29ª Para­da do Orgul­ho LGBTI+ Rio, que este ano será no dia 24 de novem­bro, na pra­ia de Copaca­bana. O anún­cio foi feito nes­ta sex­ta-feira (28), dia Inter­na­cional do Orgul­ho LGBTI+. De acor­do com a orga­ni­za­ção, a Para­da pre­tende abor­dar temas asso­ci­a­dos à diver­si­dade e à cidada­nia LGBTI+, à sus­tentabil­i­dade ambi­en­tal e à respon­s­abil­i­dade com o plan­e­ta.

A Para­da no Rio é orga­ni­za­da há 29 anos pela orga­ni­za­ção não gov­er­na­men­tal (ONG) Grupo Arco-Íris de Cidada­nia LGBT. De acor­do com a orga­ni­za­ção, é a primeira para­da do Brasil. A mar­cha mar­ca a luta por dire­itos iguais, com­bate a intol­erân­cia, ao pre­con­ceito e ao ódio.

Neste ano, diante de desas­tres ambi­en­tais, como as cheias do Rio Grande do Sul, a sus­tentabil­i­dade tam­bém entra na pau­ta. Segun­do o Grupo Arco-Íris, é necessária a mobi­liza­ção de sujeitos e seg­men­tos soci­ais para que sejam alcança­dos os Obje­tivos de Desen­volvi­men­to Sus­ten­táv­el (ODS) da Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU).

Os ODS são uma agen­da glob­al que tem a final­i­dade de pro­mover o desen­volvi­men­to social, a pro­teção ambi­en­tal e a pros­peri­dade econômi­ca em todo o mun­do. Ao todo, são 17 obje­tivos e 169 metas que foram acor­da­dos pelos país­es-mem­bros em setem­bro de 2015, em Nova York, na Cúpu­la das Nações Unidas para o Desen­volvi­men­to Sus­ten­táv­el.

De acor­do com o pres­i­dente do Grupo Arco-Íris e coor­de­nador ger­al da Para­da do Orgul­ho LGBTI+ Rio, Cláu­dio Nasci­men­to, a escol­ha do tema é um momen­to impor­tante do even­to. “A gente tem feito um esforço ao lon­go dessas 29 edições aqui no Rio de Janeiro de sem­pre levar temas muito poli­ti­za­dos de mobi­liza­ção da comu­nidade e tam­bém de cobrança dos gov­er­nos para que pro­duzam políti­cas públi­cas pró-dire­itos da comu­nidade, pró-cidada­nia LGBTI”, diz e acres­cen­ta: “a gente sem­pre se pre­ocupou de ter temas extrema­mente poli­ti­za­dos, mas que con­seguisse tam­bém ser traduzi­do numa lin­guagem que fos­se enten­di­do pela pop­u­lação em ger­al.

Com quase 30 anos de existên­cia, a Para­da do Rio é tam­bém um mar­co para a vis­i­bil­i­dade de lés­bi­cas, gays, bis­sex­u­ais, trav­es­tis, tran­sex­u­ais, queer, inter­sexo, assex­u­ais, e out­ras. Nasci­men­to remem­o­ra por que em 1995 foi pre­ciso ocu­par as ruas. “Porque naque­le momen­to se tin­ha ain­da muito medo de expres­sar o afe­to em públi­co, de se colo­car em públi­co, porque sem­pre tin­ha aque­las fras­es assim, não ten­ho nada con­tra vocês, des­de que sejam entre qua­tro pare­des. Tin­ha essa ideia de que a gente tin­ha que viv­er no escon­der­i­jo, no silên­cio. E a gente pre­cisa­va, então, romper com essa invis­i­bil­i­dade e com esse silên­cio. Pre­cisa­va ocu­par as ruas e tam­bém trazen­do à cena públi­ca o nos­so afe­to”.

Edição: Aline Leal

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