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SP lança mapa online com pontos de atendimento com soro antiveneno

Repro­du­ção: © Arquivo/Agência Bra­sil

Acidentes com animais peçonhentos aumentam no período quente


Publi­ca­do em 31/01/2024 — 10:33 Por Agên­cia Bra­sil — São Pau­lo

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A cada hora, em média, oito pes­so­as foram pica­das por cobras, escor­piões e lagar­tas em todo esta­do de São Pau­lo no ano pas­sa­do. Os dados são do Cen­tro de Vigi­lân­cia Epi­de­mi­o­ló­gi­ca (CVE), que con­ta­bi­li­zou 70.800 aci­den­tes noti­fi­ca­dos com ani­mais peço­nhen­tos, além de 23 óbi­tos. Des­se total de aci­den­tes, 444 ocor­re­ram na capi­tal. Os muni­cí­pi­os com mais regis­tros foram Ara­ça­tu­ba (7.340), São José do Rio Pre­to (6.753) e Ribei­rão Pre­to (4.174). 

Para faci­li­tar o aten­di­men­to às víti­mas des­ses ani­mais, a Secre­ta­ria de Esta­do da Saú­de lan­çou uma fer­ra­men­ta onli­ne para a loca­li­za­ção e iden­ti­fi­ca­ção dos 220 pon­tos de aten­di­men­to soro­te­rá­pi­co para víti­mas de escor­pião, ara­nha, ser­pen­te e lagar­tas. Tra­ta-se de um mapa inte­ra­ti­vo que for­ne­ce as infor­ma­ções neces­sá­ri­as para bus­car aju­da em emer­gên­ci­as, sobre­tu­do no perío­do quen­te e chu­vo­so, épo­ca em que esse tipo de aci­den­te mais acon­te­ce.

Para aces­sar a fer­ra­men­ta bas­ta cli­car no ende­re­ço do CVE.

Além de faci­li­tar a loca­li­za­ção dos pon­tos de dis­tri­bui­ção de soro, o mapa inte­ra­ti­vo visa dimi­nuir o tem­po entre o aci­den­te e o tra­ta­men­to, pos­si­bi­li­tan­do que a víti­ma seja leva­da ime­di­a­ta­men­te ao ser­vi­ço de saú­de mais pró­xi­mo e rece­ba o tra­ta­men­to ade­qua­do em um menor espa­ço de tem­po.

Nos pri­mei­ros 15 dias de janei­ro, já foram regis­tra­dos 472 casos, sen­do 317 envol­ven­do escor­piões e os demais por ani­mais como ara­nha-mar­rom, ara­nha-arma­dei­ra e ser­pen­tes, segun­do infor­ma­ções da Divi­são de Zoo­no­ses do CVE.

Nes­se perío­do do ano, há con­di­ções cli­má­ti­cas pro­pí­ci­as para a repro­du­ção dos ani­mais, uma vez que altas tem­pe­ra­tu­ras e chu­vas favo­re­cem con­di­ções ambi­en­tais e mai­or dis­po­ni­bi­li­da­de de ali­men­tos, de acor­do com espe­ci­a­lis­tas.

Cri­an­ças de até 10 anos de ida­de pre­ci­sam rece­ber o soro anti­es­cor­pi­ô­ni­co em até 1 hora 30 minu­to após terem sido pica­das por escor­pião. “Se uma cri­an­ça sau­dá­vel come­çar a cho­rar inten­sa­men­te e apa­ren­tar mui­ta dor, é neces­sá­rio pen­sar em aci­den­te com escor­pião e pro­cu­rar aten­di­men­to médi­co ime­di­a­ta­men­te”, aler­ta Gise­le Frei­tas, médi­ca vete­ri­ná­ria do CVE.

“Fato­res como o aumen­to da urba­ni­za­ção, des­ma­ta­men­to, turis­mo eco­ló­gi­co e alte­ra­ções cli­má­ti­cas podem estar rela­ci­o­na­dos ao cres­ci­men­to de casos. O aumen­to da ofer­ta de detri­tos ali­men­ta­res pro­por­ci­o­na um ambi­en­te ide­al para a pro­li­fe­ra­ção de roe­do­res e bara­tas, que por sua vez pos­si­bi­li­ta aumen­to do núme­ro de ser­pen­tes, escor­piões e ara­nhas em con­ví­vio mais pró­xi­mo com o ser huma­no”, expli­ca a espe­ci­a­lis­ta.

Ori­en­ta­ções para pre­ve­nir os aci­den­tes

Usar cal­ça­dos e luvas nas ati­vi­da­des rurais e de jar­di­na­gem;

Exa­mi­nar cal­ça­dos, rou­pas pes­so­ais, de cama e banho, antes de usá-las;

Afas­tar camas e ber­ços das pare­des e evi­tar pen­du­rar rou­pas fora de armá­ri­os;

Não acu­mu­lar entu­lho e mate­ri­ais de cons­tru­ção;

Lim­par regu­lar­men­te móveis, cor­ti­nas, qua­dros, can­tos de pare­de;

Vedar ralos, fres­tas e bura­cos em muros, pare­des, asso­a­lhos, for­ros e roda­pés;

Evi­tar plan­tas tipo tre­pa­dei­ras e bana­nei­ras jun­to às casas e man­ter a gra­ma sem­pre cor­ta­da;

No ama­nhe­cer e no entar­de­cer evi­tar a apro­xi­ma­ção da vege­ta­ção mui­to pró­xi­ma ao chão, gra­ma­dos ou até mes­mo jar­dins, pois é nes­se momen­to que ser­pen­tes estão em mai­or ati­vi­da­de;

Não mexer em col­mei­as e ves­pei­ros. Caso este­jam em áre­as de ris­co de aci­den­te, con­ta­tar a auto­ri­da­de local para a remo­ção.

O que fazer em caso de aci­den­te

Levar a víti­ma ime­di­a­ta­men­te ao ser­vi­ço de saú­de mais pró­xi­mo para que pos­sa rece­ber o tra­ta­men­to ade­qua­do em tem­po;

Lavar o local da pica­da com água e sabão;

Não fazer tor­ni­que­te ou gar­ro­te;

Não furar, cor­tar, quei­mar, espre­mer ou fazer suc­ção no local da feri­da;

Não apli­car folhas, pó de café ou ter­ra (pode pro­vo­car infec­ções);

Não inge­rir bebi­da alcoó­li­ca, que­ro­se­ne ou fumo, como é cos­tu­me em algu­mas regiões do país;

Se não ofe­re­cer ris­co, acon­di­ci­o­nar o ani­mal em fras­co tam­pa­do ou foto­gra­fá-lo para faci­li­tar a iden­ti­fi­ca­ção e tra­ta­men­to ade­qua­do.

Edi­ção: Fer­nan­do Fra­ga

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