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SP lembrará Dia Mundial de Conscientização da Violência contra Idosos

Repro­du­ção: © Dani­el Mel­lo / Agên­cia Bra­sil

Programação é elaborada pela Defensoria Pública do estado


Publi­ca­do em 13/06/2023 — 08:02 Por Flá­via Albu­quer­que — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — São Pau­lo

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A luta pelo direi­to a uma velhi­ce livre de vio­lên­cia e o estí­mu­lo à que­bra do silên­cio, mui­tas vezes man­ti­do por essas pes­so­as, mar­ca­rá a pró­xi­ma quin­ta-fei­ra (15), quan­do será lem­bra­do o Dia Mun­di­al de Cons­ci­en­ti­za­ção da Vio­lên­cia con­tra a Pes­soa Ido­sa. A Defen­so­ria Públi­ca do Esta­do de São Pau­lo está ela­bo­ran­do uma pro­gra­ma­ção para come­mo­rar os 30 anos do Esta­tu­to da Pes­soa Ido­sa. O even­to pode ser acom­pa­nha­do pelo canal Ede­pe, no you­tu­be, ou pre­sen­ci­al­men­te, no audi­tó­rio da Defen­so­ria Públi­ca, à Rua Boa Vis­ta, 200, das 9h às 16h30. As ins­cri­ções devem ser fei­tas até o dia 21.

Entre os temas deba­ti­dos estão a obri­ga­to­ri­e­da­de de noti­fi­ca­ção dos casos de vio­lên­cia con­tra a pes­soa ido­sa pelos pro­fis­si­o­nais da saú­de; ins­ti­tui­ções e órgãos no enfren­ta­men­to da vio­lên­cia con­tra a pes­soa ido­sa no Bra­sil; desa­fi­os no enfren­ta­men­to da vio­lên­cia con­tra a pes­soa ido­sa na pers­pec­ti­va do Con­se­lho Muni­ci­pal de Direi­tos da Pes­soa Ido­sa de São Pau­lo (CMI/SP); cri­mes pre­vis­tos no Esta­tu­to da Pes­soa Ido­sa; influên­cia da pan­de­mia nos cri­mes pra­ti­ca­dos con­tra a pes­soa ido­sa — uma aná­li­se a par­tir de dados esta­tís­ti­cos da Polí­cia Civil; vio­lên­cia con­tra a mulher ido­sa; vio­lên­cia con­tra popu­la­ção ido­sa LGBTQIA+; vio­lên­cia con­tra pes­soa ido­sa e ques­tões raci­ais; vio­lên­cia con­tra pes­soa ido­sa em situ­a­ção de rua.

O obje­ti­vo é apro­vei­tar o Junho Vio­le­ta, mês dedi­ca­do ao aler­ta sobre o tema, para ori­en­tar a popu­la­ção e ensi­nar que alguns atos coti­di­a­nos podem se con­fi­gu­rar vio­lên­cia não per­ce­bi­da pelos ido­sos.

“É um momen­to impor­tan­te por­que as pes­so­as ido­sas, mui­tas vezes, estão situ­a­ção de vul­ne­ra­bi­li­da­de, são depen­den­tes de outras pes­so­as e aca­bam numa situ­a­ção onde são víti­mas, mas des­sa vio­lên­cia. Pelos dados de denún­ci­as do Dis­que 100, a vio­lên­cia con­tra a pes­soa ido­sa ocor­re prin­ci­pal­men­te den­tro de casa, pra­ti­ca­da por alguém que tem pro­xi­mi­da­de com o ido­so”, dis­se a defen­so­ra públi­ca e coor­de­na­do­ra do Núcleo Espe­ci­a­li­za­do da Pes­soa Ido­sa e da Pes­soa com Defi­ci­ên­cia, Rena­ta Tiby­ri­çá.

Mui­tas vezes, a vio­lên­cia acon­te­ce em foma de negli­gên­cia, que é a omis­são, o desam­pa­ro, a des­pro­te­ção ou a recu­sa de cui­da­dos devi­dos e neces­sá­ri­os à pes­soa ido­sa, por par­te de cui­da­do­res, res­pon­sá­veis fami­li­a­res ou pro­fis­si­o­nais de ser­vi­ços. “Nor­mal­men­te a gen­te pen­sa que a vio­lên­cia ocor­re de for­ma físi­ca, mas ela pode se dar de vári­as for­mas e a mais comum é jus­ta­men­te a negli­gên­cia, quan­do se dei­xa de dar aque­le cui­da­do neces­sá­rio que a pes­soa ido­sa pre­ci­sa”, expli­cou.

Para ori­en­tar sobre os tipos de vio­lên­cia a que os ido­sos podem estar sujei­tos, a Defen­so­ria Públi­ca ela­bo­rou uma car­ti­lha que pode ser aces­sa­da no site do órgão. O mate­ri­al foi ela­bo­ra­do no perío­do da pan­de­mia, jus­ta­men­te por cau­sa do con­fi­na­men­to e da pos­si­bi­li­da­de de essas pes­so­as esta­rem sujei­tas a uma situ­a­ção inse­gu­ra. Entre­tan­to, Rena­ta dis­se que as ori­en­ta­ções ain­da valem.

Segun­do a car­ti­lha, a defi­ni­ção de vio­lên­cia con­tra o ido­so se resu­me a tudo o que inter­fe­re no res­pei­to à sua inte­gri­da­de físi­ca, psí­qui­ca e moral. As diver­sas for­mas de vio­lên­cia con­tra a pes­soa ido­sa podem ocor­rer tan­to em ambi­en­tes domés­ti­cos (o local onde o ido­so con­si­de­ra seu lar) quan­to em ambi­en­tes ins­ti­tu­ci­o­nais, que são os espa­ços públi­cos ou locais de uso públi­co, como enti­da­des que aten­dem e aco­lhem.

Além da negli­gên­cia, entram na lis­ta a vio­lên­cia patri­mo­ni­al e finan­cei­ra, que é aque­la que resul­ta em dano, per­da, sub­tra­ção, des­trui­ção ou reten­ção de bens, docu­men­tos pes­so­ais, obje­tos e valo­res, além da explo­ra­ção ina­pro­pri­a­da ou ile­gal ou no uso não con­sen­ti­do dos seus recur­sos finan­cei­ros e seus bens. Já a psi­co­ló­gi­ca e moral é a con­du­ta que cau­sa danos emo­ci­o­nais, fere a auto­es­ti­ma ou pre­ju­di­ca o ple­no desen­vol­vi­men­to da pes­soa ido­sa, ou a ação de degra­dar e con­tro­lar com­por­ta­men­tos, deci­sões e cren­ças pes­so­ais.

A vio­lên­cia físi­ca é o uso da for­ça que cau­sa dano ou sofri­men­to físi­co, sexu­al, psi­co­ló­gi­co ou até mor­te; a vio­lên­cia sexu­al é qual­quer tipo de ati­vi­da­de sexu­al sem o con­sen­ti­men­to, poden­do ocor­rer para obter exci­ta­ção, rela­ção sexu­al ou prá­ti­cas eró­ti­cas não dese­ja­das.

A car­ti­lha ori­en­ta ain­da sobre a ques­tão do eta­ris­mo, ou seja, o pre­con­cei­to por cau­sa da ida­de. Para denun­ci­ar qual­quer tipo de abu­so ou vio­lên­cia é pos­sí­vel ligar para o DISQUE 100 /DISQUE DIREITOS HUMANOS. A liga­ção é gra­tui­ta e o aten­di­men­to é fei­to 24 horas por dia. Tam­bém é pos­sí­vel entrar em con­ta­to com o Con­se­lho Esta­du­al do Ido­so, pelo e‑mail [email protected], ou ligar para a Polí­cia Mili­tar pelo 190.

Edi­ção: Gra­ça Adju­to

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