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STF determina apuração de crimes contra comunidades indígenas

Repro­du­ção: © Mar­cel­lo Casal Jr / Agên­cia Bra­sil

Corte reitera ordem de expulsão de garimpeiros


Publi­ca­do em 31/01/2023 — 22:41 Por Agên­cia Bra­sil * — Bra­sí­lia

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O minis­tro do Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral (STF) Luís Rober­to Bar­ro­so deter­mi­nou que seja apu­ra­da pela Pro­cu­ra­do­ria-Geral da Repú­bli­ca, pelo Minis­té­rio Públi­co Mili­tar, pelo Minis­té­rio da Jus­ti­ça e Segu­ran­ça Públi­ca e pela Supe­rin­ten­dên­cia Regi­o­nal da Polí­cia Fede­ral de Rorai­ma uma pos­sí­vel par­ti­ci­pa­ção de auto­ri­da­des do gover­no Jair Bol­so­na­ro na prá­ti­ca, em tese, dos cri­mes de geno­cí­dio, deso­be­di­ên­cia, que­bra de segre­do de jus­ti­ça, e de deli­tos ambi­en­tais rela­ci­o­na­dos à vida, à saú­de e à segu­ran­ça de diver­sas comu­ni­da­des indí­ge­nas.

Em um pro­ces­so que tra­mi­ta em sigi­lo, Bar­ro­so que seja envi­a­da às auto­ri­da­des docu­men­tos que, no seu enten­di­men­to,  “suge­rem um qua­dro de abso­lu­ta inse­gu­ran­ça dos povos indí­ge­nas envol­vi­dos, bem como a ocor­rên­cia de ação ou omis­são, par­ci­al ou total, por par­te de auto­ri­da­des fede­rais, agra­van­do tal situ­a­ção”.

No des­pa­cho, o minis­tro citou como exem­plos uma publi­ca­ção fei­ta no Diá­rio Ofi­ci­al da União pelo então minis­tro Jus­ti­ça e Segu­ran­ça Públi­ca, Ander­son Tor­res, con­ten­do a data e o local de uma ope­ra­ção sigi­lo­sa de inter­ven­ção em ter­ra indí­ge­na e indí­ci­os de alte­ra­ção no pla­ne­ja­men­to, no momen­to da rea­li­za­ção, por par­te da For­ça Aérea Bra­si­lei­ra, da Ope­ra­ção Jaca­re­a­can­ga, o que teria resul­ta­do em um aler­ta aos garim­pei­ros, com­pro­me­ten­do a efi­ci­ên­cia da ação. Para Bar­ro­so, tais fatos repre­sen­ta­ram um “qua­dro gra­vís­si­mo e pre­o­cu­pan­te”, bem como a supos­ta prá­ti­ca de diver­sos cri­mes com a par­ti­ci­pa­ção de auto­ri­da­des fede­rais de alto esca­lão.

Em rela­ção à  Argui­ção de Des­cum­pri­men­to de Pre­cei­to Fun­da­men­tal (ADPF) 709, o minis­tro rei­te­rou a ordem de reti­ra­da de todos os garim­pos ile­gais das Ter­ras Indí­ge­nas Yano­ma­mi, Kari­pu­na, Uru-Eu-Wau-Wau, Kaya­pó, Ara­ri­boia, Mun­du­ru­cu e Trin­chei­ra Baca­já. A ação tra­ta da pro­te­ção aos povos indí­ge­nas duran­te a pan­de­mia da covid-19, a par­tir de pedi­do de pro­vi­dên­ci­as apre­sen­ta­do pela Arti­cu­la­ção dos Povos Indí­ge­nas do Bra­sil (Apib). No des­pa­cho, o minis­tro deter­mi­na que sejam pri­o­ri­za­das as áre­as em situ­a­ção mais gra­ve. Segun­do ele, a estra­té­gia supos­ta­men­te ado­ta­da ante­ri­or­men­te, de “sufo­ca­men­to” da logís­ti­ca des­ses garim­pos, não pro­du­ziu efei­tos.

No pedi­do de pro­vi­dên­ci­as apre­sen­ta­dos pela Apib, a asso­ci­a­ção rela­tou a situ­a­ção de gra­vís­si­ma cri­se huma­ni­tá­ria do povo indí­ge­na Yano­ma­mi, com des­nu­tri­ção, alto con­tá­gio de malá­ria e alta mor­ta­li­da­de, além de gran­de con­ta­mi­na­ção ambi­en­tal dos rios da região pelo mer­cú­rio uti­li­za­do nos garim­pos ile­gais.

Por se tra­tar de cum­pri­men­to de medi­da judi­ci­al, Bar­ro­so tam­bém deter­mi­nou a aber­tu­ra de cré­di­to orça­men­tá­rio para efe­ti­var as pro­vi­dên­ci­as e a ado­ção das medi­das urgen­tes e neces­sá­ri­as à pre­ser­va­ção da vida, da saú­de e da segu­ran­ça das comu­ni­da­des indí­ge­nas em ris­co.

O minis­tro deu pra­zo de 30 dias cor­ri­dos para que a União apre­sen­te um diag­nós­ti­co da situ­a­ção das comu­ni­da­des indí­ge­nas, pla­ne­ja­men­to e res­pec­ti­vo cro­no­gra­ma de exe­cu­ção das deci­sões pen­den­tes de cum­pri­men­to.

* Com infor­ma­ções do site do STF

Edi­ção: Fábio Mas­sal­li

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