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STF determina exigência de comprovante de vacina para entrar no país

Repro­du­ção: © Ying Tang/NurPhoto/Direitos reser­va­dos

Barroso disse que Brasil não pode virar destino de turismo antivacina


Publi­ca­do em 11/12/2021 — 17:36 Por Agên­cia Bra­sil * — Bra­sí­lia

O minis­tro Luís Rober­to Bar­ro­so, do Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral (STF), deter­mi­nou que o com­pro­van­te de vaci­na para via­jan­te que che­ga do exte­ri­or no Bra­sil só pode ser dis­pen­sa­do por moti­vos médi­cos, caso o via­jan­te venha de país em que com­pro­va­da­men­te não haja vaci­na dis­po­ní­vel ou por razão huma­ni­tá­ria excep­ci­o­nal.

Bar­ro­so defe­riu par­ci­al­men­te cau­te­lar pedi­da pelo par­ti­do Rede Sus­ten­ta­bi­li­da­de na Argui­ção de Des­cum­pri­men­to de Pre­cei­to Fun­da­men­tal (ADPF) 913. O minis­tro pediu que a deci­são seja envi­a­da para refe­ren­do em uma ses­são extra­or­di­ná­ria do ple­ná­rio vir­tu­al da Cor­te.

Na deci­são, ele enten­deu que há urgên­cia para o tema em razão do aumen­to de via­gens no perío­do que se apro­xi­ma e pelo ris­co de o Bra­sil se tor­nar um des­ti­no anti­va­ci­na.

“O ingres­so diá­rio de milha­res de via­jan­tes no país, a apro­xi­ma­ção das fes­tas de fim de ano, de even­tos pré-car­na­val e do pró­prio car­na­val, aptos a atrair gran­de quan­ti­ta­ti­vo de turis­tas, e a ame­a­ça de se pro­mo­ver um turis­mo anti­va­ci­na, dada a impre­ci­são das nor­mas que exi­gem sua com­pro­va­ção, con­fi­gu­ram inequí­vo­co ris­co imi­nen­te, que auto­ri­za o defe­ri­men­to da cau­te­lar.”

Na ação, a Rede pediu que o gover­no fede­ral ado­tas­se medi­das reco­men­da­das pela Agên­cia Naci­o­nal de Vigi­lân­cia Sani­tá­ria (Anvi­sa) para ingres­so no país a fim de con­ter a dis­se­mi­na­ção da covid-19.

Depois da ação, o gover­no edi­tou a Por­ta­ria Inter­mi­nis­te­ri­al 611/2021, que pas­sou a exi­gir, para o estran­gei­ro que che­gar ao Bra­sil, o com­pro­van­te de vaci­na ou, alter­na­ti­va­men­te, qua­ren­te­na de cin­co dias segui­da de tes­te nega­ti­vo para o vírus antes de ser per­mi­ti­da a cir­cu­la­ção em ter­ri­tó­rio naci­o­nal.

Ao ana­li­sar o caso, o minis­tro lem­brou que o Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral tem obri­ga­ção cons­ti­tu­ci­o­nal de pro­te­ger os direi­tos fun­da­men­tais à vida e à saú­de. “Já são mais de 600 mil vidas per­di­das e ain­da per­sis­tem ati­tu­des nega­ci­o­nis­tas”, com­ple­tou Bar­ro­so. Ele lem­brou das diver­sas deci­sões já toma­das pelo STF duran­te a pan­de­mia, como a que esti­pu­lou vaci­na­ção obri­ga­tó­ria com pos­si­bi­li­da­de de impor res­tri­ções a quem se recu­sar.

Para o minis­tro, a por­ta­ria inter­mi­nis­te­ri­al aten­de em par­te as reco­men­da­ções da Anvi­sa em rela­ção aos via­jan­tes, mas o tex­to “apre­sen­ta ambi­gui­da­des e impre­ci­sões que podem dar ense­jo a inter­pre­ta­ções diver­gen­tes, em detri­men­to dos direi­tos cons­ti­tu­ci­o­nais à vida e à saú­de em ques­tão”.

Ele com­ple­tou que per­mi­tir a livre opção entre com­pro­van­te de vaci­na e qua­ren­te­na segui­da de tes­te “cria situ­a­ção de abso­lu­to des­con­tro­le e de con­se­quen­te ine­fi­cá­cia da nor­ma”.

Bar­ro­so deci­diu que a por­ta­ria sobre os via­jan­tes que che­gam ao Bra­sil deve ser inter­pre­ta­da nos ter­mos das notas téc­ni­cas nºs 112 e 113/2021, expe­di­das pela Anvi­sa, e levan­do em con­ta que a subs­ti­tui­ção do com­pro­van­te de vaci­na­ção pela alter­na­ti­va da qua­ren­te­na somen­te se apli­ca: 1- aos via­jan­tes con­si­de­ra­dos não ele­gí­veis para vaci­na­ção, de acor­do com os cri­té­ri­os médi­cos vigen­tes; 2- que sejam pro­ve­ni­en­tes de paí­ses em que, com­pro­va­da­men­te, não exis­tia vaci­na­ção dis­po­ní­vel com amplo alcan­ce; 3‑por moti­vos huma­ni­tá­ri­os excep­ci­o­nais.

* Com infor­ma­ções do Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral

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