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STF retomará quinta-feira julgamento sobre revisão da vida toda

Repro­du­ção: © Mar­cel­lo Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Sessão foi suspensa em dezembro do ano passado


Publi­ca­do em 30/01/2024 — 06:45 Por Andre Rich­ter — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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O Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral (STF) vai reto­mar na pró­xi­ma quin­ta-fei­ra (1°) o jul­ga­men­to sobre a revi­são da vida toda de apo­sen­ta­do­ri­as do Ins­ti­tu­to Naci­o­nal do Segu­ro Soci­al (INSS). O jul­ga­men­to foi sus­pen­so em dezem­bro do ano pas­sa­do e será um dos pro­ces­sos pre­vis­tos para aná­li­se em feve­rei­ro.

Em 2022, o Supre­mo vali­dou a revi­são da vida toda e per­mi­tiu que apo­sen­ta­dos que entra­ram na Jus­ti­ça pos­sam pedir o recál­cu­lo do bene­fí­cio com base em todas as con­tri­bui­ções fei­tas ao lon­go da vida.

Pela deci­são da Cor­te, ficou reco­nhe­ci­do que o bene­fi­ciá­rio pode optar pelo cri­té­rio de cál­cu­lo que ren­da o mai­or valor men­sal, caben­do ao apo­sen­ta­do ava­li­ar se o cál­cu­lo da vida toda pode aumen­tar ou não o bene­fí­cio.

Segun­do o enten­di­men­to, a regra de tran­si­ção que excluía as con­tri­bui­ções ante­ce­den­tes a julho de 1994, quan­do o Pla­no Real foi imple­men­ta­do, pode ser afas­ta­da caso seja des­van­ta­jo­sa ao segu­ra­do.

Ape­sar do enten­di­men­to do STF, a revi­são da vida toda ain­da não é apli­ca­da devi­do a um recur­so do INSS. O órgão entrou com o recur­so para res­trin­gir os efei­tos da vali­da­de da revi­são.

O INSS quer excluir a apli­ca­ção da revi­são a bene­fí­ci­os pre­vi­den­ciá­ri­os já extin­tos, deci­sões judi­ci­ais que nega­ram direi­to à revi­são con­for­me a juris­pru­dên­cia da épo­ca e proi­bi­ção de paga­men­to de dife­ren­ças antes de 13 de abril de 2023, data na qual o acór­dão do jul­ga­men­to do STF foi publi­ca­do.

Placar

O últi­mo anda­men­to do pro­ces­so ocor­reu no dia 1° de dezem­bro do ano pas­sa­do, quan­do o minis­tro Ale­xan­dre de Mora­es inter­rom­peu o jul­ga­men­to no ple­ná­rio vir­tu­al da Cor­te. Com a deci­são, o jul­ga­men­to foi sus­pen­so e terá con­ti­nui­da­de na moda­li­da­de pre­sen­ci­al na pró­xi­ma quin­ta-fei­ra.

Antes do pedi­do de des­ta­que que sus­pen­deu o jul­ga­men­to, o pla­car esta­va inde­fi­ni­do sobre qual posi­ci­o­na­men­to deve pre­va­le­cer.

Os minis­tros Fachin, Rosa Weber (votou antes da apo­sen­ta­do­ria) e Cár­men Lúcia vota­ram para esta­be­le­cer como mar­co para o recál­cu­lo o dia 17 de dezem­bro de 2019, data na qual o Supe­ri­or Tri­bu­nal de Jus­ti­ça (STJ) reco­nhe­ceu o mes­mo direi­to de revi­são a um segu­ra­do do INSS.

Os minis­tros Cris­ti­a­no Zanin, Dias Tof­fo­li e Luís Rober­to Bar­ro­so vota­ram pela anu­la­ção da deci­são do STJ.

Outros processos

Além da reto­ma­da do jul­ga­men­to sobre a revi­são de toda vida, o Supre­mo vai rea­li­zar na quin­ta-fei­ra (1°) a ins­ta­la­ção do Ano Judi­ciá­rio 2024, cerimô­nia que mar­ca o iní­cio dos tra­ba­lhos do ple­ná­rio após o reces­so de fim de ano.

Em feve­rei­ro, o Supre­mo tam­bém deve jul­gar ações da cha­ma­da “pau­ta ver­de”, que cobram ações gover­na­men­tais para com­ba­ter o des­ma­ta­men­to da Amazô­nia, a lega­li­da­de de pro­vas obti­das duran­te revis­ta ínti­ma em pre­sí­di­os, além das ações penais que podem con­de­nar réus pelo 8 de janei­ro de 2023.

Eleições 2024

No pró­xi­mo mês, o Tri­bu­nal Supe­ri­or Elei­to­ral (TSE) deve apro­var uma reso­lu­ção para regu­la­men­tar o uso da inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al duran­te as elei­ções muni­ci­pais de outu­bro.

O TSE pre­ten­de garan­tir a proi­bi­ção da mani­pu­la­ção de vozes e ima­gens de con­teú­do sabi­da­men­te inve­rí­di­co para divul­ga­ção de desin­for­ma­ção con­tra a lisu­ra das elei­ções e de pro­pa­gan­da nega­ti­va con­tra can­di­da­tos e par­ti­dos nas redes soci­ais e na pro­pa­gan­da elei­to­ral.

O obje­ti­vo é evi­tar a cir­cu­la­ção de mon­ta­gens de ima­gens e vozes pro­du­zi­das por apli­ca­ti­vos de inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al para mani­pu­lar decla­ra­ções fal­sas de can­di­da­tos e auto­ri­da­des envol­vi­das com a orga­ni­za­ção do plei­to.

STJ

O Supe­ri­or Tri­bu­nal de Jus­ti­ça (STJ) tam­bém retor­na­rá as ati­vi­da­des no ple­ná­rio. Um dos jul­ga­men­tos mais espe­ra­dos para 2024 tra­ta do pedi­do do gover­no da Itá­lia para que o ex-joga­dor de fute­bol Robi­nho cum­pra no Bra­sil con­de­na­ção por estu­pro.

O ex-joga­dor foi con­de­na­do em três ins­tân­ci­as ita­li­a­nas pelo envol­vi­men­to em um estu­pro cole­ti­vo, ocor­ri­do den­tro de uma boa­te de Milão em 2013. A pena impu­ta­da foi de nove anos de pri­são.  A data do jul­ga­men­to não foi anun­ci­a­da.

Edi­ção: Gra­ça Adju­to

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