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STJ autoriza prisão preventiva de chefe de gabinete do governo do Acre

Repro­du­ção: © Polí­cia Fede­ral

Mandado foi cumprido na manhã de hoje pela Polícia Federal


Publi­ca­do em 22/12/2021 — 10:52 Por Alex Rodri­gues — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil* — Bra­sí­lia
Atu­a­li­za­do em 22/12/2021 — 13:25

O Supe­ri­or Tri­bu­nal de Jus­ti­ça (STJ) decre­tou a pri­são pre­ven­ti­va da che­fe de gabi­ne­te do gover­no do Acre, Rosân­ge­la Gama. O man­da­do judi­ci­al foi cum­pri­do na manhã de hoje (22), por poli­ci­ais fede­rais, no âmbi­to da Ope­ra­ção Pto­lo­meu.

Além da pri­são pre­ven­ti­va de Rosân­ge­la, o STJ deter­mi­nou o cum­pri­men­to de cin­co man­da­dos de bus­ca e apre­en­são de pro­vas em ende­re­ços da cida­de de Rio Bran­co (AC) liga­dos a pes­so­as sus­pei­tas de par­ti­ci­par de atos de cor­rup­ção e lava­gem de dinhei­ro públi­co des­vi­a­do dos cofres esta­du­ais.

Na pri­mei­ra fase da Ope­ra­ção Pto­lo­meu, rea­li­za­da no últi­mo dia 16, com apoio da Con­tro­la­do­ria-Geral da União (CGU), a PF cum­priu 41 man­da­dos de bus­ca e apre­en­são e uma ordem judi­ci­al de pri­são. Os pri­mei­ros man­da­dos foram exe­cu­ta­dos em Rio Bran­co, Cru­zei­ro do Sul (AC), Bra­sí­lia e Manaus.

Na oca­sião, a PF infor­mou ter indí­ci­os de que empre­sá­ri­os e agen­tes polí­ti­cos liga­dos à atu­al ges­tão esta­du­al “apa­re­lha­ram” a estru­tu­ra esta­tal a fim de des­vi­ar recur­sos públi­cos.

“Foram iden­ti­fi­ca­das deze­nas de tran­sa­ções finan­cei­ras sus­pei­tas em con­tas-cor­ren­tes, paga­men­tos de bole­tos de car­tão de cré­di­to, tran­sa­ções com imó­veis de alto valor e aqui­si­ções sub­fa­tu­ra­das de veí­cu­los de luxo”, infor­mou a PF, em nota, em que afir­ma que a CGU apu­rou que o gover­no esta­du­al empe­nhou R$ 142 milhões para sete empre­sas sus­pei­tas de inte­grar o esque­ma ilí­ci­to.

Segun­do a PF, o STJ auto­ri­zou a con­ti­nui­da­de das inves­ti­ga­ções e a decre­ta­ção da pri­são pre­ven­ti­va da che­fe de gabi­ne­te do gover­na­dor Glad­son Came­li após os res­pon­sá­veis por apu­rar as sus­pei­tas de cor­rup­ção iden­ti­fi­ca­rem que alguns dos inves­ti­ga­dos agi­ri­am para des­truir even­tu­ais pro­vas e, assim, obs­truir as inves­ti­ga­ções.

Por deter­mi­na­ção do STJ, um novo inqué­ri­to poli­ci­al foi ins­tau­ra­do para ave­ri­guar se, de fato, os inves­ti­ga­dos ten­ta­ram atra­pa­lhar o tra­ba­lho dos poli­ci­ais fede­rais e dos audi­to­res da CGU.

Em nota, o gover­na­dor Glad­son Came­li afir­mou que o Poder Exe­cu­ti­vo esta­du­al está cola­bo­ran­do com a inves­ti­ga­ção poli­ci­al para que todas as sus­pei­tas sejam escla­re­ci­das. Came­li tam­bém asse­gu­rou que toda sua equi­pe de gover­no “sem­pre agiu den­tro da lega­li­da­de, a bem do inte­res­se públi­co”.

A repor­ta­gem da Agên­cia Bra­sil não iden­ti­fi­cou a defe­sa de Rosân­ge­la Gama.

 

*Maté­ria atu­a­li­za­da às 13h25 para inclu­são de posi­ci­o­na­men­to do gover­na­dor Glad­son Came­li

Edi­ção: Líli­an Beral­do

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